O Papa Leão XIV manifestou a sua proximidade espiritual a todos os afetados pelo ataque contra a comunidade judaica ocorrido no domingo, em Sidney, na Austrália, classificando-o como um ato de violência sem sentido. A posição do pontífice foi transmitida através de um telegrama de condolências enviado ao arcebispo de Sidney, D. Anthony Fisher, e assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.
No texto, Leão XIV afirma-se profundamente triste pelo ataque que vitimou membros da comunidade judaica reunidos para a celebração do Hanukkah, na praia de Bondi Beach, e reza pela recuperação dos feridos, bem como pelo consolo das famílias que perderam entes queridos. O Papa exprime ainda a esperança de que quantos são tentados pela violência se convertam e escolham o caminho da paz e da solidariedade.
Segundo informações divulgadas pelo portal de notícias do Vaticano, o ataque provocou, até ao momento, 16 mortos e cerca de 30 feridos. O atentado foi perpetrado por duas pessoas, um pai e um filho, tendo um dos agressores sido desarmado por um civil muçulmano e o outro abatido pela polícia.
No mesmo telegrama, o Papa invoca bênçãos divinas de paz e de força para todo o povo australiano e confia as vítimas mortais à misericórdia de Deus. Na manhã de segunda-feira, Leão XIV voltou a recordar o ataque durante uma audiência no Vaticano, convidando à oração por todas as vítimas da guerra e da violência, com uma referência particular às pessoas atingidas em Sidney.
Também o arcebispo de Sidney condenou firmemente o atentado, denunciando o antissemitismo como um mal que deve ser repudiado por toda a sociedade, e sublinhou o empenho da comunidade católica no combate ao ódio, através da educação e da pregação.



