Papa denuncia muros de exclusão e apela à fraternidade no Pentecostes

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Durante a Missa de Pentecostes, celebrada este domingo na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV denunciou os “muros da indiferença e do ódio” que geram preconceitos, nacionalismos e violência, com especial preocupação pela que recai sobre as mulheres.

“A lógica da exclusão que vemos emergir, infelizmente, também nos nacionalismos políticos” foi criticada pelo pontífice, que falava perante milhares de fiéis oriundos dos cinco continentes, reunidos no contexto do Jubileu dos Movimentos, Associações e Novas Comunidades, integrado no Ano Santo.

Na homilia, Leão XIV destacou que o Espírito Santo “abre as fronteiras também entre os povos” e transforma as diferenças “num tesouro comum”, promovendo a fraternidade e o encontro. Alertou, porém, para os “mal-entendidos, preconceitos e instrumentalizações” que envenenam relações, evocando com dor os muitos casos de feminicídio.

O Papa lamentou que, num mundo hiperconectado, se viva uma crescente solidão, e apelou à superação do individualismo. Reafirmando que a Igreja deve ser espaço de acolhimento, citou Bento XVI para lembrar que “o Espírito abre as fronteiras principalmente dentro de nós”.

No final, exortou os presentes a viverem a “alegria da fraternidade” e invocou o Espírito para que desfaça o ódio e ajude a construir um mundo de paz.

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