Papa denuncia «escândalo» da guerra no Médio Oriente

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Cidade do Vaticano, 22 mar 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje ao fim das hostilidades no Médio Oriente, classificando a guerra como um “escândalo”, num cenário de tensão internacional.

“A morte e a dor causadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um clamor a Deus”, disse Leão XIV, após a recitação da oração do ângelus, desde a janela do apartamento pontifício.

Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o pontífice expressou a sua preocupação pelo impacto da violência contínua nas populações civis.

“Continuo a acompanhar com consternação a situação no Médio Oriente, bem como noutras regiões do mundo devastadas pela guerra e pela violência”, declarou.

Não podemos permanecer em silêncio perante o sofrimento de tantas pessoas, vítimas indefesas destes conflitos. O que as fere, fere a humanidade no seu todo.”

O alerta coincide com a escalada do conflito armado iniciado no final de fevereiro, após a presidência norte-americana exigir a reabertura do Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas, sob ameaça de ataque às centrais elétricas iranianas.

Leão XIV exortou os líderes e a comunidade global a procurarem soluções diplomáticas e negociadas.

“Renovo com veemência o meu apelo para que perseveremos na oração, para que as hostilidades cessem e que caminhos de paz, fundados no diálogo sincero e no respeito pela dignidade de cada pessoa humana, possam finalmente ser abertos”, disse.

A intervenção no Vaticano terminou com uma saudação aos participantes da maratona da capital italiana, apontando a prática desportiva como um exemplo de fraternidade e união entre os povos.

“Hoje, em Roma, realiza-se a grande maratona, com a participação de inúmeros atletas de todo o mundo. Este é um sinal de esperança. Que o desporto ilumine os caminhos da paz, da inclusão social e da espiritualidade”, desejou o Papa.

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