Papa defende Igreja sem privilégios e aberta a todos

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O Papa denunciou este domingo, 3 de maio, no Vaticano, a busca por privilégios e reconhecimento, alertando para uma lógica social que gera exclusão e desigualdade.

Na reflexão antes da oração do Regina Caeli, Leão XIV afirmou que o mundo continua marcado por “lugares exclusivos” e por experiências reservadas a poucos, contrapondo a essa realidade a proposta cristã de uma vida aberta a todos. “A gratidão substitui a competição; o acolhimento apaga a exclusão; a abundância já não implica desigualdade”, referiu, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

O Papa sublinhou que a fé liberta o coração da ansiedade de possuir e da ilusão de procurar prestígio para se sentir valorizado. Em Deus, acrescentou, “há lugar para cada um” e ninguém fica perdido, mesmo quando a morte ameaça apagar o nome e a memória.

Leão XIV apresentou o amor fraterno como caminho concreto para antecipar “o céu na terra”, através da construção da paz e do reconhecimento da dignidade de cada pessoa.

No final, pediu a intercessão da Virgem Maria para que cada comunidade cristã seja “uma casa aberta a todos e atenta a cada um”. Já depois da oração, evocou o mês de maio, tradicionalmente dedicado a Maria, e confiou aos fiéis as suas intenções, “especialmente pela comunhão na Igreja e pela paz no mundo”.

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