O Papa Leão XIV afirmou, esta manhã, que o Natal coloca a humanidade diante da sua responsabilidade para com os que sofrem, deixando um apelo claro à superação da indiferença. Desde a varanda da Basílica de São Pedro, antes de conceder a bênção Urbi et Orbi, sublinhou que a celebração do nascimento de Jesus exige um coração aberto aos necessitados.
“Não nos deixemos vencer pela indiferença em relação a quem sofre”, declarou o pontífice, convidando os fiéis a acolher os irmãos e irmãs que vivem em situação de necessidade. Segundo Leão XIV, este gesto de abertura é também uma forma concreta de acolher o próprio Menino Jesus, que se revela na fragilidade e na proximidade com os mais pobres.
Na sua primeira mensagem de Natal, o Papa apresentou uma reflexão sobre a liberdade humana e a conversão pessoal como fundamentos indispensáveis para a paz. Citando Santo Agostinho, recordou que Deus respeita a liberdade do homem e que a salvação passa pela capacidade de amar, assumindo a própria responsabilidade.
Leão XIV destacou que o Natal não se reduz a um momento sentimental, mas manifesta a escolha de Deus pela partilha da condição humana. Por amor, afirmou, Cristo aceitou nascer na pobreza, conhecer a rejeição e identificar-se com todos os que são descartados e excluídos.
O Papa insistiu ainda que a paz começa no interior de cada pessoa, através do reconhecimento das próprias falhas e do pedido de perdão, em vez da acusação constante dos outros. Na reta final do Jubileu da Esperança, lembrou que, apesar do encerramento das Portas Santas, Cristo permanece como “a Porta sempre aberta” que conduz à vida nova.
Antes da bênção, Leão XIV retomou a tradição das saudações natalícias em várias línguas, dirigindo votos de feliz e santo Natal em dez idiomas, incluindo o português.