O Papa Leão XIV presidiu à Missa da Noite de Natal, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, convidando os fiéis a contemplar a «sabedoria do Natal» revelada no presépio e sublinhando que só há lugar para Deus quando há espaço para o ser humano. Na homilia, afirmou que «não acolher o homem significa não acolher Deus», acrescentando que, onde existe verdadeira hospitalidade, «um estábulo pode tornar-se mais sagrado do que um templo».
O Papa destacou que, no Menino Jesus, Deus não oferece uma ideia abstracta ou uma solução imediata para todos os problemas, mas «uma história de amor que envolve toda a humanidade». Perante as expectativas, a dor e a violência do mundo, Deus responde com a fragilidade de uma criança, sinal de esperança, de libertação e de salvação para todos.
Leão XIV sublinhou ainda a dignidade infinita de cada pessoa humana, recordando que, enquanto uma economia distorcida reduz o homem a mercadoria, Deus faz-se semelhante a nós para libertar a humanidade de toda a escravidão. «A estrela do Natal não conhece trevas», afirmou, indicando que, à sua luz, toda a humanidade pode vislumbrar «a aurora de uma vida nova e eterna».
Referindo-se ao Jubileu de 2025, iniciado um ano antes, o Papa afirmou que o Natal marca um tempo de «gratidão e missão»: gratidão pelo dom recebido e missão de o testemunhar no mundo. A alegria natalícia, acrescentou, é festa da fé, da caridade e da esperança, que torna os cristãos mensageiros da paz.
Antes da celebração, Leão XIV saudou os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, agradecendo a presença de todos, mesmo sob a chuva, e recordando que Jesus Cristo, que nasceu por nós, «traz-nos a paz e o amor de Deus».



