“O percurso do Sínodo trespassa toda a hierarquia”, diz Eva Vieira

Na última sessão de formação, a 23 de novembro, a professora Eva Vieira, que também integra a equipa diocesana para este evento eclesial, apresentou a conferência sobre o tema “(A Igreja é) Comunhão, Participação e Missão”.

A próxima sessão de formação no âmbito do curso “Rumo a uma Igreja Sinodal a convite do Papa Francisco”, promovido pela Escola Diocesana Razões da Esperança (EDRE), realiza-se na terça-feira 7 de dezembro. Caberá ao casal Inês Pereira e João Duarte, ambos membros da Equipa Diocesana para o Sínodo dos Bispos 2021-2023, partilhar a sua reflexão sobre o tema “A Igreja ‘do’ Papa Francisco”.

Presbitério da Paróquia de Pousos

Na última sessão de formação, a 23 de novembro, a professora Eva Vieira, que também integra a equipa diocesana para este evento eclesial, apresentou a conferência sobre o tema “(A Igreja é) Comunhão, Participação e Missão”, onde procurou sublinhar a atualidade dos elementos propostos pelo Papa Francisco para tema do Sínodo dos Bispos: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.

Eva Vieira começou por referir o sacramento do batismo como caraterística comum de todo o Povo de Deus, “unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, por o batismo constituir “o fundamento da comunhão entre os cristãos”, pelo qual “nos constituímos pertença da Igreja, nos tornamos Sacerdotes, Profetas e Reis”. 

“A Igreja é, na sua totalidade, um povo sacerdotal, pois todos participamos do sacerdócio de Cristo, um sacerdócio comum, no que se refere aos leigos, realizado na sua vida do dia a dia, familiar, profissional, comunitária; um sacerdócio ordenado, no que diz respeito aos que recebem o sacramento da ordem”, explicou. 

A Comunhão pelo batismo torna o Povo de Deus um povo de profetas, “anunciamos a Boa Nova que nos foi dada a conhecer por Cristo tendo por base o Evangelho e o mandamento do Amor”. 

Ser rei é colocar-se “ao serviço dos outros, tal como Jesus nos ensinou”, de forma “dedicada, com abnegação para que o outro se eleve na sua dignidade de Filho de Deus”.

Para a professora de Educação Moral e Religiosa Católica no Agrupamento de Escolas de Ourém, “o caminho do sínodo cria todo um ambiente propício de comunhão desde as Igrejas particulares até à Igreja Universal, trespassando toda a hierarquia”. 

A participação, entendida enquanto elemento constitutivo do que é ser Igreja e em concreto do que é ser Igreja em sínodo, concretiza-se “no rezar, escutar, analisar, dialogar, discernir e aconselhar”, enquanto “momentos de comunhão profunda com Deus e com os irmãos” e lugares “de partilha, de abertura ao outro para dar a conhecer o que é o meu entendimento, mas também para o escutar”. O objetivo da participação é, após o discernimento, com “a intervenção de todas as estruturas eclesiais”, o objetivo de “renovar a Igreja de modo a que seja o reflexo do compromisso de Deus Pai, através do Seu Filho Jesus Cristo e por ação do Espírito Santo, tendo em conta o trabalho desenvolvido com todos e para todos”. 

Como último elemento para definir aquilo que é a Igreja e que deve marcar o processo sinodal está a Missão. “A Igreja tem como missão Evangelizar. Levar a Palavra de Deus, tornar Deus presente no mundo, e revelar o seu amor pela humanidade”, concluiu Eva Vieira.

Participam neste curso um grande número de delegados para o Sínodo dos Bispos e outros alunos que frequentam outras aulas e cursos da EDRE. 

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