Nem mais uma vez!

Pois é desta preocupação com o Ambiente, que sei ser preocupação de todos nós, que partilho esta reflexão.

Lembram-se da publicidade: É só desta vez!?

Pois é desta preocupação com o Ambiente, que sei ser preocupação de todos nós, que partilho esta reflexão.

A existência do Escutismo e do CNE viu atravessar este calvário da degradação do nosso planeta. E a pergunta é: Nós somos espetadores deste calvário? Somos como Pilatos: vemos, mas lavamos as mãos? Somos tímidos agentes? Ou somos fortes, determinados e consequentes com a nossa génese de protetores do meio ambiente?

Este calvário pode resumir-se em poucas linhas:

– Começou por ser desenvolvimento;

– Passou a ser poluição;

– Começaram-se a perceber sinais por todo o mundo

– Suspeitou-se da interferência humana

– Confirmou-se a responsabilidade humana

– Chamou-se Alterações Climáticas

– E agora é Emergência Climática

No prazo de duas ou três décadas estamos em pânico.

– A ONU e o seu presidente Guterres colocam este assunto no topo das prioridades e desdobram-se em ações por todo o mundo;

– Os países reúnem-se e ratificam acordos de descarbonização sempre ambiciosos, mas cada vez menos tangíveis;

– O nosso governo até muda o nome ao ministério que agora se chama: Ministério do Ambiente e transição energética;

– O Papa refere-se insistentemente a este problema. Já em 2015 faz a encíclica Laudato Si que se refere à relação preocupante e imprópria que temos com esta Casa Comum (nosso planeta), comparando-a carinhosamente a uma “irmã ou mãe”.

E Nós? Nós Escuteiros somos reativos a este pânico?

O CNE, como sabemos é referência nacional como associação de defesa do ambiente. Para além de toda a sociedade associar sempre o nosso movimento à proteção do ambiente, é também oficialmente registada com o nº 5 entre as Organizações não Governamentais de Ambiente nas seguintes áreas:

– Educação ambiental e desenvolvimento sustentável; 

– Proteção de Conservação da Paisagem e do património natural construído;

Faz também parte da Confederação de Associações de defesa do ambiente, sendo institucionalmente ativa estas associações.

Mas pergunto: Onde está a prioridade do respeito pelo meio ambiente no dia a dia das nossas atividades? Será que somos associação de defesa do ambiente só porque as nossas atividades usam a Natureza para se desenvolverem. Algumas vezes ou muitas, sim usamos e exploramos. Será que defendemos e protegemos?:

– Fazer raids, hikes, pistas, jogos de cidade, bivaques… e a alimentação ser ração de combate, entregue em saquinhos, com embalagens individuais de sumos, leite, água, barrinhas de cereais, pacotes de bolacha, compota individual: NEM MAIS UMA VEZ.

– Objetivos de atividades que são: Ir a algum lado, Ir às ilhas, Ir a um país. Ir a… não é Escutismo: Escutismo é fazer, não é ir. Ir a: NEM MAIS UMA VEZ. Felizmente o Escutismo conta com o Imaginário que nos pode levar ao local mais longe, aqui mesmo ao nosso lado. Sabemos que as melhores atividades para os nossos Escuteiros nada têm a ver com o sítio onde são feitas, mas sim a felicidade, as conquistas e a superação que sentem: Isso sim é ASK the Boy. 

– Fazer festas, eventos, festivais de sopas e feijoadas, colaborar com as festas da paróquia e das associações e não fazer ou promover a separação de resíduos: NEM MAIS UMA VEZ. Usar plásticos descartáveis e enrolar com eles os restos, as sobras, e as toalhas: NEM MAIS UMA VEZ.

– Ir às compras para as atividades, no hipermercado sem olhar à proveniência dos produtos, que muitas vezes atravessam continentes e oceanos com um enorme custo ambiental, sem privilegiar o comércio e os produtos locais: NEM MAIS UMA VEZ.

– Fazer o lançamento de atividades, conceber as atividades elege-las e enriquecê-las sem perceber a implicação ambiental ou a chamada pegada ambiental? Avaliar sem perceber que podíamos ter feito ainda melhor pela proteção do meio ambiente? NEM MAIS UMA VEZ.

Somos peritos reconhecidos em métodos educativos em pedagogia e estratégias pedagógicas. Temos esta ferramenta de BP que faz milagres. Temos o dever e a responsabilidade de a usar já para combater este pânico, este cancro que se apodera da nossa humanidade, esta emergência que já é uma urgência.

Desafio os agrupamentos a incorporarem já este olhar, esta preocupação e agirem no dia a dia em todos os momentos e atividades, porque esta educação ambiental faz-se com exemplo.

Desafio a região e a Junta regional a criar serviços de apoio: de formação para os dirigentes; de especialistas e consultores que apoiem os agrupamentos e as atividades regionais; de vozes ativas que possam levar esta preocupação para a sociedade por mão do CNE; de estímulos e prémios para as melhores práticas e para as atividades com menos pegada ecológica, etc…

Somos criativos. Somos ativos. Somos Reativos.

Ficar parados? NEM MAIS UMA VEZ.

Nota: este texto foi apresentado como interpelação à região, durante o Conselho Regional que decorreu na Maceira.

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