Mosteiro das Irmãs Clarissas de Monte Real celebrou cinquentenário

O Mosteiro das Irmãs Clarissas de Monte Real celebrou no dia 19 de março os 50 anos da sua inauguração, com a tomada de hábito de 11 irmãs timorenses, que iniciam o seu noviciado.

O Mosteiro das Irmãs Clarissas de Monte Real celebrou no dia 19 de março os 50 anos da sua inauguração, com a tomada de hábito de 11 irmãs timorenses, que iniciam o seu noviciado. A celebração foi presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho. Concelebraram ainda 12 sacerdotes e participaram muitos fiéis e autoridades autárquicas do concelho e da região.

Após a cerimónia e o almoço no claustro, foi feita uma encenação do hino do mosteiro, a evocação da história deste e um concerto musical.

Em 2012, saiu deste mosteiro uma comunidade de irmãs que foi para Timor Leste, onde deram início a uma nova fundação. Dali vieram, primeiro, três irmãs, que já receberam formação, fizeram a sua profissão religiosa e regressaram ao seu país para aí continuarem a sua vida como clarissas no mosteiro local, na diocese de Maliana. O mesmo deverá acontecer com estas noviças e com as demais que estão a iniciar o seu caminho vocacional em Monte Real.

A história de um mosteiro

No dia 5 de Março de 1965, com as devidas licenças da Santa Sé, saíram do Mosteiro do Santíssimo Sacramento do Louriçal, Diocese de Coimbra, com destino a Monte Real, para dar início a esta Fundação, a Madre Maria Teresa do Menino Jesus, Madre Maria do Amor Divino, Irmã Benigna do Divino Coração e Irmã Maria de Jesus, juntando-se-lhes pouco depois, a Irmã Maria Celeste do Espírito Santo.
«Quando se pensou em fundar um Mosteiro nesta nobre e pitoresca vila, não dispúnhamos absolutamente de nada. Dinheiro, nem um centavo. Tudo se confiou e esperou da Divina Providência.» (Madre Teresa)

Provisoriamente, a pequena Comunidade instalou-se numa das dependências do balneário das termas, gentil e gratuitamente cedida pelo proprietário, o senhor Olímpio Duarte Alves, então Governador Civil de Leiria. Precisamente no primeiro aniversário da chegada a Monte Real, ingressou a primeira Postulante e alguns dias mais tarde celebrou-se o primeiro Capítulo que elegeu Madre Teresa como Superiora e Madre Maria do Amor Divino, Vigária.

Algum tempo depois, como o espaço se tornava exíguo para acolher novas vocações, a comunidade transladou-se para o Casal de Santa Teresinha, na Rua de Leiria. Esta nova habitação, sendo igualmente pobre, era contudo um pouco mais ampla. Valia às dificuldades, o espírito prático e inventivo das Irmãs que, à boa maneira franciscana, adaptavam sempre tudo na simplicidade e na “PERFEITA ALEGRIA”. E, pouco a pouco, as vocações foram surgindo de forma que a Comunidade passou a observar rigorosa clausura, no cumprimento da Regra. « Em janeiro de 1967, passámos a ter Adoração Perpétua, com o Santíssimo solenemente exposto, dia e noite. Em março de 1969, iniciaram-se propriamente as obras da Construção do Mosteiro, por administração direta, que se prolongaram por três anos consecutivos, em que a fé foi posta à prova, com trabalho intenso e preocupações constantes para as Fundadoras que solicitamente velavam pelo andamento de tudo: aquisição de materiais, pagamentos, angariação de fundos. A construção tinha de ser financiada exclusivamente pela Providência e esforço heróico das Irmãs. Nos meses que antecederam a inauguração, as Irmãs trabalharam incansavelmente nas obras, ao lado dos operários.
Raiou finalmente o tão esperado dia da inauguração, 19 de março de 1972, festa do glorioso Patriarca S. José. Presidiu ao evento D. João Pereira Venâncio, Bispo da Diocese de Leiria. Durante a solene concelebração foi lido um telegrama de Sua Santidade o Papa Paulo VI, que era uma mensagem e uma bênção para a Comunidade, assim como o Decreto da Erecção canónica do Mosteiro.

A partir daí, a jovem comunidade, usufruindo de adequadas condições habitacionais, prosseguiu a sua caminhada na observância regular, privilegiando o progresso espiritual porque o Senhor diz: «Procurai primeiro que tudo o Reino de Deus e a Sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.»

« A melhor arma de que sempre nos valemos para vencer esta grande batalha, tem sido a oração. A este Mosteiro bem se lhe pode chamar o ‘Mosteiro das mãos postas’! O bom êxito desta obra, pode atribuir-se ao voto que fizemos, logo no início, de rezar diariamente em Comunidade, o Rosário completo de Nossa Senhora, porque jamais se ouviu dizer, que fosse desamparado alguém que a Ela recorresse». (Madre Teresa)

Em 2012, a pedido da Igreja de Timor, este Mosteiro iniciou a Fundação de um Novo Mosteiro em Tunubibi, na Diocese de Maliana. Depois de muitas lutas e sacrifícios, o edifício foi inaugurado a 21 de Novembro de 2016.

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