Meus Papas e a Hospitalidade. História e testemunho

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Resumo

O tema deste ensaio será centrado em temas de hospitalidade e pastoral da saúde dos papas do tempo do autor, de 1939 a 2026. Será de experiências e de referências documentais dos papas sobre cuidados aos pobres e doentes, e sobre os cuidadores, técnicos e especialistas. O autor é Irmão de S. João de Deus (1495-1550). O autor articulará pontos significativos dos seus testemunhos sobre esses papas, com temas de cada um, relativos aos doentes e aos agentes da pastoral da saúde. Seguirá o método de testemunho e história da pastoral da saúde e hospitalidade dos nove papas; será sempre um testemunho pessoal e um esboço da história real sem pretensões de ser exaustivo.

Os meus nove Papas da Igreja de Cristo.

Não há futuro cristão sem memória da Igreja. Estes nove papas cujos pontificados aqui são evocados coincidem com a minha vida, do meu tempo de Irmão de S. João de Deus consagrado a Deus no carisma de hospitalidade de S. João de Deus e de contatos e concelebrações. Pouco direi dessas experiências pessoais e, menos ainda, da minha formação e atividades. Em relação às belas coisas ditas de alguns papas, pensam alguns que em vez de condenar ou louvar os mortos convém mais rezar por eles como a Igreja ensina. E aos canonizados invocar a sua intercessão.

Pio XI (de 06.02.1922 a 10.02.1939). Aos meus 9 anos participei na Missa exequial deste papa com adultos e alguns jovens da pré-Ação Agrária Católica da minha paróquia na Sé de Leiria. Caminhámos 6 horas a pé, em jejum, para poder comungar ao meio-dia. Só mais tarde, nos anos de estudos de teologia me ambientei e vivi marcas deste Papa em Roma. O seu pontificado coincidiu com a guerra da Espanha, cerca de uma centena de Irmãos de S. João de Deus foi martirizada na hospitalidade; apesar de os superiores os autorizarem a afastarem-se dos seus doentes, escolheram dar a vida por Cristo junto dos doentes. Este papa teve que enfrentar grandes calamidades do século XX devido ao Nazismo, Comunismo e Fascismo. Foi, também, o papa da possível e problemática concordata “Conciliazione” sobre as consequências devidas à Unificação italiana de 1870. Como marco dela ficou a Via, com o mesmo nome, como entrada no Estado do Vaticano, o mais pequeno e mais central, e sede da Igreja Católica, em Roma.

Do ponto de vista dos cuidados de saúde e hospitalidade declarou moralmente ilícita a interrupção da gravidez por aborto e, no relacionamento conjugal, o uso de qualquer anticoncetivo (Wikipédia – acesso em 20-2025).

Na encíclica Divini Redemptoris (1937), Pio XI desenvolve reflexões sobre a necessidade de tolerância e paciência por parte dos pobres, mas recomenda aos ricos que “não deixem de distribuir aos pobres os seus excedentes, de acordo com o preceito do Evangelho”. (nºs 44-45).

Pio XII (de 02.03.1939 a 09.10.1958). A primeira vez que ouvi falar deste papa foi em 31 de outubro de 1942 quando era aspirante a Irmão de S. João de Deus e fui ao pavilhão de S. José na Casa de Saúde do Telhal ouvir, por radiomensagem, a consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria. Durante os três primeiros anos de estudante, em Roma, 1956-1958, participámos em algumas audiências gerais em S. Pedro em que este papa, de cadeira gestatória, carregada pelos “sampetrinos”, era visto e aclamado por todos antes dos seus discursos, ouvido por multidões. Nas férias de 1957, no regresso de um curso de francês em Paris e de um estágio no Instituto Psicopedagógico da Ordem em Leuze-en-Hainaut, na Bélgica, Roma, viajei em serviço de Turim a Roma, num comboio de doentes em peregrinação a Roma para uma audiência com este Papa. Como Irmão de S. João de Deus era muito atraído pelos discursos dirigidos aos médicos presentes em Roma para congressos internacionais. Neles desenvolvia sábios discursos aos médicos católicos e a outros cientistas sobre questões de ética, defesa da vida. Logo que saiu um livro Mensagens de Pio XII aos Médicos corremos a comprá-lo. No dia 9 de outubro de 1958, dia da sua morte, o Irmão Bento Manuel Nogueira e o autor, estudantes em Roma, fomos a Castelo Gandolfo, onde no cortile do Palácio, após longas e cansativas horas de espera com a multidão, passámos em oração diante do seu corpo já amortalhado no salão superior. No dia seguinte, de hábito e vela acesa na mão inserimo-nos no cortejo processional solene da Basílica de Latrão à Basílica de S. Pedro.

Pio XII viveu os problemas da II Grande Guerra, e apesar das polémicas à volta da sua atuação, condenou a guerra e a perseguição aos judeus e exprimiu as preocupações por todos os que sofriam com ela. Em relação à hospitalidade, além das suas mensagens aos médicos e profissionais de saúde, este Papa ficou para a história pelas decisões que tomou e as orientações à diocese de Roma para usarem todos os meios para salvar os judeus perseguidos pelo nazismo com salvo-condutos e escondidos nos conventos e em dioceses italianas. No meu tempo de estudante ouvi várias histórias vividas pelo Irmão Donato Esteves durante a guerra sobre dezenas de judeus escondidos como doentes no Hospital da Ordem da Ilha Tiberina.

João XXIII (de 28.10.1958 a 03.06.1963). No dia de eleição, a 28.10.1958, corremos com outros Irmãos da Ilha Tiberina quando saiu “fumo branco” do conclave para assistir ao “habemus papam”, na Praça de S. Pedro. E em 27 de novembro desse ano, na inauguração do ano académico da Universidade Lateranense, que eu frequentava, ouvi a sua oração de sapiência sobre os Padres da Igreja com temas que ele tinha lecionado ali há trinta anos. João XXIII provocou surpresa ao anunciar o Vaticano II no dia 25 de janeiro de 1959, criando grandes expetativas, e abriu-o em 11 de outubro de 1962. Nas aulas daqueles três anos, 1959-1961 ia seguindo os preparativos do Concílio Vaticano II e adaptando-me às mudanças que alguns professores iam introduzindo na lecionação e participei numa peregrinação de doentes com ele na Basílica de S. Pedro. Vivi os restantes anos em Portugal até à sua morte, em 3 de junho de 1963 ouvindo e lendo as informações dos trabalhos conciliares sempre com expetativas renovadas. Este papa insistia no que une a humanidade em vez do que a separava.

Embora João XXIII não tenha publicado exortações ou outros documentos específicos sobre a hospitalidade e pastoral da saúde, vários temas do Concílio Vaticano II e algumas das oito encíclicas que publicou abundam em assuntos pastorais sobre a hospitalidade. Lembremos apenas a Pacem in Terris (11.04.1963). O que mais marcou o seu pontificado foi o seu estilo de simplicidade e de proximidade com as pessoas de todas as classes, religiões e culturas. As suas visitas pastorais a instituições estão cheias de gestos simples de compaixão e proximidade pelos doentes visitados, os reclusos da prisão Regina Coeli, os doentes do Hospital Santo Spirito, as crianças mais doentes do Hospital Bambino Gesù e os pobres.

Paulo VI (de 21.06.1963 a 06.08.1978). Eleito em junho de 1963, continuou o Vaticano II e encerrou-o em 8 de dezembro de 1965. Nos anos do período pós-conciliar enfrentou problemas e desvios até à sua morte a 6 de agosto 1978, em Castelo Gandolfo. Iniciou as viagens apostólicas fora da Itália, sendo o primeiro papa a visitar Fátima, a 13 de maio de 1967, dando deste modo a conhecer este Santuário e a sua mensagem ao mundo. Durante o seu pontificado participei em Roma no Capítulo Geral da Ordem (1976) que elegeu como Superior Geral o Irmão Pierluigi Marchesi, que iria marcar a Ordem Hospitaleira com iniciativas na linha do Vaticano II ligadas à hospitalidade.

Na área afim da Pastoral da Saúde publicou a Enciclica Humanae Vitae (1968) em que propôs o método dos ritmos naturais infecundos em oposição aos métodos artificiais e abortos que iria inspirar a moral familiar e a bioética.

João Paulo I (de 26.08.1978 a 28.09.1978). Eleito a 26.08.1978, faleceu a 28 de setembro de 1978, após papado curtíssimo de 33 dias. Ficou conhecido como o “Papa do sorriso” e da proximidade.

João Paulo II (de 16.10.1978 a 02.04.2005). Foi o papa de quem estive mais próximo e que mais me tocou, tanto no auge da sua vida apostólica gloriosa como na vida dolorosa. Em 1979, 1982 e 1988, tive ocasião de o cumprimentar nas audiências aos membros dos Capítulos Gerais da Ordem Hospitaleira e de lhe oferecer alguns dos meus livros. Participei em congressos internacionais de pastoral da saúde do Vaticano com algumas comunicações e de moderar duas sessões.

Das muitas viagens apostólicas, incluindo três a Fátima, 1982, 1991 e 2000; tive a alegria de concelebrar com ele nas duas primeiras, em Lisboa e de visitar a sua terra natal e Cracóvia por diversas vezes.

Foi o Papa de mais Hospitalidade e da pastoral da Saúde, dos nove que evoco. E também o mais popular e dos mais corajosos. Viveu sucessos e alegrias, dores e fraquezas com crianças, jovens, idosos e doentes. Marcou a sua vida com viagens e celebrações esplendorosas; e visitas com hosanas e a cruz a caminho do calvário; viveu o sentido profundo da sua carta Salvifici doloris.

Deixou um legado marcante de Pastoral da Saúde e Hospitalidade por palavra e testemunho pelo sofrimento salvífico de homem santo, unido ao sofrimento do Deus-Homem, do sofrer dos inocentes e dos pecadores, ontem, hoje e amanhã, quando unidos a Cristo no amor. Na carta Salvifici doloris de 11 de fevereiro de 1984, o Papa afirma o valor redentor do sofrimento de cada sofredor unido a Cristo com amor compassivo. Alguns agentes de pastoral acolheram com alguma dificuldade esta carta do Papa por ela ousar associar valor ao sofrimento, e secundarizar o progresso humano para o eliminar.

Instituiu o “Dia Mundial dos Doentes”, no dia 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lurdes a cujo santuário acorrem multidões de doentes à procura de alívio, consolação e sentido de vida. Gostariam outros mais que fosse num dia de festa em que transparecesse a glória da ressurreição e os doentes esquecessem o seu sofrer aflitivo. O papa, porém, vivia uma experiência pessoal de sofrimento muito significativa; o atentado deixou-o às portas da morte, mas salvo por Maria Virgem, e capaz de colaborar na salvação com Cristo. E terá meditado nas palavras: “quem perder a sua vida por Mim salvá-la-á”. E assim o testemunhou nos últimos anos de vida.

João Paulo II criou, ainda, em 1985 o Conselho Pontifício da Pastoral da Saúde sob a presidência do Cardeal Fiorenzio Angelini com o secretário Irmão José Redrado, sacerdote de S. João de Deus, que a 6 de janeiro de 1999 foi ordenado bispo. O Conselho fundou a revista Dolentium Hominum, em 11.02.1994. O Papa pelo motu proprio Vitae Mysterium, criou a 11.02.1994 a Pontifícia Academia da Vida Humana para sua promoção e defesa da conceção à morte natural. Foi um Papa forte, em contraposição com a atual cultura da morte, do aborto, da eutanásia, do descarte dos fracos e doentes. Numa palavra, um papa das Bem-aventuranças, do Domingo de Ramos, da Sexta-Feira Santa e da Ressurreição.

A uns arrebatou mais pelo testemunho vigoroso de Jesus Cristo, sem medo de enfrentar as ideologias marxistas ateias; empolgou outros, igualmente, pela coragem e missão, quando, já muito debilitado, se recusou a descer da sua cruz de missão eclesial de sacramento de salvação, seguindo de perto Jesus Cristo que também não desceu da sua. João Paulo II disse sim ao sofrimento salvador da sua velhice, disse não à pressão para renunciar. Alguns optariam pela pretensão de fazer da vida e dos hospitais lugares sem sofrimento, como ouvi num encontro, em Roma. Esquecem que não há outro Cristo senão O da Cruz, o qual testemunhou para nós: Pai, nas tuas mãos me entrego, com este sofrer, por todos os que não sabem o que fazem e também por aqueles que Me oferecem, por amor, o sofrer salvífico deles.

João Paulo II deu o exemplo de saúde como harmonia integral, holística da pessoa na alegria genuína. Difundiu alegria como papa de Maria, do totus tuo monfortiano, de Chestozschowa, de Fátima, de Lurdes; ou do Terço e dos mistérios luminosos. Ligou as aparições de Fátima à Igreja católica nas três peregrinações e nos 40 minutos que ali orou em silêncio; e pelos contextos políticos internacionais de Fátima que o seu papado protagonizou sobre a presença de Deus na História com o fim da União Soviética, em 1989, e a sua peregrinação em 1991. Difundia alegria para com crianças, jovens, doentes e pobres, mesmo nos seus tempos de sofrimento. Sempre animou a prática religiosa católica e a evangelização popular de humildes, simples e doentes como caminho de fidelidade e felicidade na entrega a Cristo. A religiosidade cristã popular era para ele caminho cristão ao lado e antes da erudição teológica.

O Papa João Paulo II irradiou tanta riqueza de sentido e vivência cristã que a todos enchia de exultação, felicidade e alegria, mesmo no sofrimento. A sua passagem deste viver para o “eterno ser” convida a segui-lo e a cantar com ele: “que alegria quando me disseram, vamos para a casa do Senhor!” Era a confirmação da alegria que a Sagrada Escritura exprime usando 30 vezes o termo felicidade e 300 vezes o termo alegria. Levou muitos em que me incluo a agradecer ao Senhor as suas palavras e testemunho e o ânimo que irradiou para viver a última fase da vida terrena em hospitalidade misericordiosa.

Bento XVI (de 19.04.2005 a 28.02.2013). Eleito a 19 de abril de 2005, renunciou em 28 de fevereiro de 2013 e faleceu a 31 de dezembro de 2022 com 95 anos de idade. Visitou Lisboa, Fátima e Porto nos dias 11 a 14 de maio de 2010. Participei nessa peregrinação, no encontro do Papa nas Vésperas com os sacerdotes e religiosos na Basílica da Santíssima Trindade, no 12 de tarde em que animou a rezar como o Cura de Ars, João Maria Vianey: «Concedei-me a conversão da minha paróquia, e eu estou pronto a sofrer o que Vós quiserdes, todo o resto da vida». E participei na Missa concelebrada no Santuário no dia 13. Tive a grande alegria de participar com ele no encerramento Ano Sacerdotal coincidente com o meu jubileu dos 50 anos de ordenação, concelebrando na Praça de S. Pedro com 16 mil sacerdotes em 2010. E nesse mesmo ano, em Lurdes, nos 25 anos do Conselho Pontifício da Pastoral da Saúde.

Foi um Papa teólogo que se notabilizou como perito conciliar no Vaticano II. Como Papa não publicou nenhum documento específico sobre a hospitalidade dos pobres e doentes, mas deixou um legado teológico nas três encíclicas do seu ministério papal: Deus Caritas est, Spe salvi e Caritas in Veritate e uma quarta que deixou quase escrita, Lumen Fidei, mas foi assinada e publicada pelo Papa Francisco, após a sua renúncia.

Papa Francisco (de 13.03.2013 a 21.04.2025). Eleito a 13 de março 2013 quando em confissões na Igreja de S. Roque do Faial, Ilha da Madeira, fui alertado para o habemus papam. Quase se poderia dizer que começou o seu ministério de Papa com a participação da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, 23 a 28 de julho de 2013, e o terminou com a Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023. Naquela, cheio de vigor e nesta já enfraquecido a usar a cadeira de rodas. Visitou Fátima na peregrinação centenária de 12-13.05.2017 em que tive a graça de participar e de concelebrar. A sua oração silenciosa na Capelinha deixou impressão indelével, como também, impressionou a sua oração solitária na Praça de S. Pedro no dia 27 de março de 2020, durante a pandemia da Covid-19; e, ainda, a Consagração nominal da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria no dia 25 de março de 2022, repetida no mesmo dia em Fátima pelo Cardeal Konrad Krajeswski. Fátima recebeu, até hoje, sete visitas papais: Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000), Bento XVI (2010) e Francisco (2017, 2023).

Foi Papa de muitas e largas aberturas, inovações e questões, ainda, pendentes. Não se afastou das posições tradicionais do Evangelho relativas ao celibato dos sacerdotes, à ordenação das mulheres, à “contraceção” e aborto, ao pseudo casamento entre pessoas do mesmo sexo, à teologia marxista da libertação e recusou uma Igreja de democracia secularista. O nome Francisco é apelo à reconstrução da Igreja de Cristo, acolhedora para todos os que confessam a fé em Cristo e O seguem.

Após a sua morte muitos desejaram um papa semelhante e muitos, um diferente. E houve muita oração por um papa que tenha o consenso do Espírito Santo e muita esperança firme que a Igreja de Cristo não se afundará e caminhará na Esperança segundo o lema do Jubileu da Redenção de 2025 em que participei com milhares de consagrados, em Roma, a entrarem pelas portas santas das quatro basílicas romanas.

Não escreveu documentos específicos sobre a pastoral da saúde ou hospitalidade, mas o lema inscrito no seu brasão, miserando atque eligendo e alguns dos textos que publicou, Laudato Si (2015), Fratelli Tutti e, em especial Dilexit nos, sobre o Coração de Jesus, e a exortação que começou a preparar, Dilexi te, publicada posteriormente pelo Papa Leão XIV, tratam de assuntos muito associados à ecologia integral, à saúde, ao cuidado e amor dos pobres e doentes. O tema da Bula do Jubileu 2025 Spes non confundit (09.052024) bem se pode considerar uma exortação a viver de esperança em tempos conturbados de guerras, desânimos e ansiedade. Além disso, o seu pontificado apresenta inúmeros gestos de proximidade e defesa das crianças, doentes, pobres e marginalizados. Uma das decisões mais significativas foi o Motu Próprio Vos estis lux mundi (2019) sobre os abusos de crianças por pessoas da Igreja.

Papa Leão XIV (eleito a 08.05.2025). Ainda não conta com um ano de pontificado, mas são muitos os gestos e palavras sobre a urgência da hospitalidade na Igreja com as tónicas agostiniana e franciscana (do Papa Francisco).

O Papa Leão XIV logo a partir setembro de 2025 reconheceu que na cultura atual apressada e cansada, o descanso e os cuidados de prevenção da ansiedade eram fundamentais para pessoas frágeis; e para ele próprio decidiu descontrair-se e descansar à terça-feira em Castelo Gandolfo, como já o Papa João Paulo II, de 1997-2005 terá usado o mesmo dia para descansar.

Palavras finais
Sobre o fundamental da hospitalidade cristã em dois momentos, destaco João Paulo II, com a sua carta Salvici Doloris, que deixa claro que Deus é o primeiro a amar e a acolher os chamados, e a entregar o seu Filho para dar a sua vida como o Primeiro Hospitaleiro a cada um que chama à hospitalidade cristã. Destaco também o Papa Francisco que exprime esse fundamento com o seu lema: miserando atque elegendo, com Jesus, a amar compadecido e a chamar Mateus e outros amados com misericórdia como a S. João de Deus, Zaqueu… alguns mesmo sem se darem conta. Os documentos Dilexi nos e Dilexi te exprimem esta coerência do coração entre a hospitalidade de Jesus para com os chamados e a dos chamados a cuidar de outros “hospitalizandos”. A vida de todos os hospitaleiros desafia a uma leitura da sua raiz e dos seus frutos; uma leitura de testemunho e de evangelização como a deram João Paulo II e Francisco com sua palavra evangélica e o seu testemunho de ação, sofrimento e cruz.

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