Recentemente, recebi de Rui Ganhão Pereira uma carta a comunicar a morte do seu irmão Mário Ganhão Pereira. Dava testemunho de como o seu familiar viveu e se empenhou na família, na profissão e na Igreja. Na sua homenagem e em relação a Leiria, onde nasceram e cresceram, testemunha que o seu irmão era “um homem bom” e que, “sempre presença discreta, ‘batalhou’ à sua maneira por uma Igreja viva”, tanto em Leiria, na juventude, como em Lisboa, na idade adulta. Respigo o essencial do que continha a missiva.

Mário Ganhão Pereira nasceu em Leiria a 29-11-1935 e faleceu em Lisboa, onde residia, a 31-12-2025, aos 90 anos. Estudou na cidade de Leiria e foi para Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Direito, como estudante trabalhador. Concluído o curso, dedicou-se à gestão de empresas, em várias áreas, fixando residência na capital.
Na Diocese de Leiria-Fátima, enquanto jovem, empenhou-se nas “Congregações Marianas de Leiria”, com o Padre Francisco Vieira da Rosa, promovendo a vivência cristã através da devoção à Virgem Maria. Entretanto, a convite do Padre José Galamba de Oliveira, haveria de pertencer à Direção diocesana da Juventude Escolar Católica (JEC). Nessa altura, começou também a colaborar no jornal “A Voz do Domingo”, fundado pelo mesmo sacerdote. Os seus escritos e participação no jornal diocesano prolongar-se-iam por muitos anos, como eu próprio me lembro de ver o seu nome e o do irmão na página literária chamada “Arrancada”. Com outros jovens, realizaram atividades de angariação de fundos para a construção de 3 casas, na Calçada do Bravo, que seriam entregues a famílias carenciadas de Leiria.
Já em Lisboa, entre outras colaborações eclesiais, com a esposa, foi um dos impulsionadores do Congresso da Família, no Patriarcado, com grandes repercussões na época nas famílias e na sociedade, contribuindo para despertar “muitas e muitas consciências entretanto adormecidas, em particular nos mundos da política, do Social e, até, no campo da Comunicação Social”.
Aqui fica esta nota sobre a vida e morte de Mário Ganhão Pereira, que bem merece ser conhecida e apreciada. Deus o acolha junto de si, na eternidade, e conforte os seus familiares, como só Ele sabe e pode.