Magnífica Humanidade e a SS. Trindade

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De um professor universitário amigo recebi esta surpresa de apreço do último artigo: “bonito e  interessante o texto, um pouco críptico para mim com educação e  princípios da Igreja Católica. Não seria de o traduzir para leigos”? Penso que é bom continuar a ler, escutar e orar o Evangelho e os santos. Aproximo analogicamente o título “Magnífica Humanidade” de Leão XIV e o mistério da SS. Trindade como guias inspiradores de razão e fé para o hoje ameaçado de cansaço e pessimismos para se realizar o bem comum tão suspirado. É triste abrir-se o noticiário e logo surgirem linhas gerais pessimistas de informação “mortífera”: incêndios, poucas crianças, problemas de idosos; desordens, greve, falta de paz no Orientes, ondas de drones a matar, etc. Deixa má disposição e deprime, só de as ouvir. A revelação da SS. Trindade, por contraste, começou com notícias alegres do Anjo a Maria: és a cheia de graça, o Pai propõe que sejas Mãe do seu Filho encarnado por obra do Espírito Santo. Segundo o Evangelho de S. Lucas, Maria foi a primeira pessoa a conhecer o mistério da SS. Trindade e a ser-lhe revelada a relação Magnífica entre a SS Trindade e a Humanidade. O Evangelho está cheio de boas notícias para nós. 

No meio de todo estes dramas e tragédias, o Papa, como que pede a palavra, e ousa exclamar: apesar do risco do mau uso das técnicas instrumentais potentes da IA, mulheres e homens meus Irmãos, alegrai-vos, somos a “Humanidade Magnífica”, maravilhosa. Há 135 anos, apesar da “agitação febril” e “temível conflito”, foi também anúncio magnífico de “comunhão de bens de natureza e de graça” (Leão XIII, RN, 15). A Humanidade é magnífica pela imagem e semelhança de cada pessoa com a SS. Trindade recebidas na criação. O Pai ama e dá a cada pessoa capacidades de decisão, liberdade, inteligência, amor e pede responsabilidade e transparência para construir a cidade de Deus onde quer habitar com os homens. O Papa titulou a sua Carta como um hino de louvor à capacidade humana de construir essa cidade de Deus. Mas ela é magnífica, mais por o seu Filho habitar misteriosamente na natureza humana, carne e sopro de divino e embelezar todo esta criação, que pelas tecnologias da IA que o homem pode usar bem. A união corpo e alma permite ao homem viver em comunhão com a SS. Trindade e assim ser a Magnifica Humanidade. Não é pelo seu conhecer, fazer, uso de tecnologias, mas por ser semelhante a Deus e viver em comunhão de amor com as três pessoas divinas.

Não é carta sobre a Inteligência Artificial, que é um instrumento neutro, nem bom nem mau, mas sobre o que o homem é na verdade e que é tantas vezes ocultado. Os filósofos e os cientistas nem sempre chegam ao homem como ser imagem e semelhante a Deus trinitário e autor do bem comum que ele é chamado a realizar com responsabilidade e transparência como autor da IA e como o Papa insiste na MH. A Humanidade é magnífica pela dignidade com que Jesus a dignificou e enriqueceu pela sua encarnação e habitação com ela; e o Espírito Santo lhe infunde os seus dons recebidos no batismo, na confirmação e nos outros sacramentos e oração.

O papa Leão XIV (31.05.2026) disse que, na Santíssima Trindade, cuja solenidade a Igreja celebrou (31de maio), “descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro”.“E, por contraste, compreendemos por que razão as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez”, “Recebendo-o”, [Nicodemos], disse Leão XIV, “o Senhor deu importância à sua busca. Surpreendeu-o, declarando-lhe que também um adulto  podia renascer e deixou-o intuir que a vida de Deus poderia transformar a sua vida”. Nicodemos “tinha recebido de Deus, por intermédio do próprio Cristo, o Espírito de comunhão, que abre o coração à nova verdade e à verdadeira novidade”. E Leão XIV chama ao Magnificat “o hino mais forte e inovador…” porque canta “a magnífica humanidade habitada por Deus” (MH, 244-245).

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