Luz da Paz de Belém chega à Diocese: agora é a nossa vez!

A Sé de Leiria praticamente encheu-se de fiéis no dia 16 de dezembro para celebrar a partilha da Luz da Paz de Belém.

A Sé de Leiria praticamente encheu-se de fiéis no dia 16 de dezembro para celebrar a partilha da Luz da Paz de Belém. Ao iniciar a celebração, era evidente a presença de muitos escuteiros da diocese de Leiria-Fátima, mas a assembleia era também composta de muitas outras pessoas que quiseram trazer a sua luminária para acender na chama que veio do local onde a tradição diz que nasceu o Menino.

As velas do altar estavam apagadas, bem como o Círio Pascal e as luzes da nave central. Apenas as luzes dos janelões deixavam que os presentes se conseguissem orientar e forravam as paredes de tons amarelos. O cortejo do celebrante que, como já é habitual, foi o bispo D. António Marto, foi rápido e simples, enquanto o grupo coral, também eles escuteiros, entoavam o hino da primeira Jornada Mundial da Juventude.

O animador explica a razão de se estar ali, para “voltarmos o nosso olhar para o presépio de Belém, onde Jesus Cristo, o Filho de Deus, nasce para iluminar o mundo com a Sua Luz. Foi nessa fonte de luz que uma chama foi
acesa para chegar hoje até nós”. Depois das palavras introdutórias, que também descreveram a origem daquela celebração, a Luz de Belém entra em cortejo a partir do fundo da Sé. Começa no Chefe Regional, e passa por um representante de cada uma das quatro secções do Corpo Nacional de escuta (CNE) para, finalmente, ser entregue nas mãos do Bispo.

A vez de cada um levar a chama

“Agora é a nossa vez! É a nossa vez de aquecer os corações com a Luz da Paz de Belém”, anunciam. Este é o momento central da celebração, o mais simbólico: à frente do altar, D. António Marto segura a chama que vai iluminar o templo, transmitindo-a às velas dos presentes.

Depois da entrada e da partilha da Luz, a celebração da palavra que se seguiu, continuou o mesmo tom. “Levanta-te e resplandece, Jerusalém, que está a chegar a tua luz!”, lia-se na primeira leitura, enquanto no evangelho se proclamavam os primeiros versículos de São João: “n’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens”.

D. António Marto considera que aquele é “um dos momentos mais belos que gosto de viver convosco”, por todo o simbolismo que encerra o gesto da partilha e o significado da “luz, que foi acesa na gruta onde nasceu Jesus”.

“Essa paz é Jesus, essa luz é Jesus, e foi essa luz e foi há dois mil anos que essa luz se tornou numa chama de amor viva, capaz de aquecer os corações”, afirmou o bispo da Diocese que aproveitou para lançar três lemas para viver no Natal. Para além da “chama de amor viva”, D. António repetiu para a assembleia fixar, mais duas frases simples: “chama que anda e chama” e “agora é a nossa vez”. Esta última serviu, usando as palavras do Bispo de “TPC, trabalho para casa”, e questionou a assembleia: “o que vou fazer para partilhar?”. No entender do prelado, “esta celebração não é um espetáculo, que se vem para ver e ouvir cantar; agora é a vossa vez de partilhar e comungar”. Por isso, na linha do que escreveu na mensagem de Natal, D. António exorta à participação em massa na campanha da Cáritas “Dez Milhões de Estrelas”.

Dez milhões de estrelas para a construção da paz

A representar um dos organizadores da iniciativa esteve o presidente da Cáritas de Leiria, Júlio Martins que nos explicou que “hoje é-nos proporcionado aceder a esta luz da Paz que nos chega de Belém, levá-la para nossas casas e partilhá-la de modo a que, como cantaram os anjos aos pastores, a paz chegue a todos os homens de boa vontade e seja dada glória a Deus nos altos céus”. Prosseguiu ainda, afirmando que “é, neste contexto, com a presença da Luz da Paz que nos recorda o nascimento de Cristo, que a operação dez milhões de estrelas, um gesto pela paz, apela à construção da paz num gesto louvor ao Príncipe da Paz convidando todos os homens e mulheres de boa vontade a acenderem uma vela na noite de Natal nas nossas janelas e varandas como sinal da nossa adesão ao amor fraterno, apelando, igualmente, à solidariedade.”

A mesma linha de pensamento foi assumida pelo chefe regional dos escuteiros de Leiria-Fátima, Vítor Faria que, no discurso a encerrar a celebração, afirmava que “o Serviço que todos os dias fazemos, dando do nosso tempo aos outros é um dom, uma dávida, de que muito nos orgulhamos, porque o tempo é o bem mais precioso, é a própria vida! Esse compromisso de serviço, aprendendo com Jesus, para o viver numa atitude de amor, cumprindo a nossa promessa, numa ação de compromisso, para com Deus, a Igreja e a Pátria. Com ajuda de todos, tenho a certeza de que vamos deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos. Tudo depende de NÓS”.

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