Jubileu dos Jovens: Um testemunho de esperança

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Quando me inscrevi no Jubileu dos Jovens, só tinha o convívio e o turismo em mente, mas participar no Jubileu foi muito mais do que uma viagem: foi um encontro com Deus, com a Igreja e comigo mesma, e ainda uma prova de superação.

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Nos primeiros dias, estava muito nervosa, pois não conhecia muita gente e sentia-me posta de parte, mas rapidamente me senti acolhida e, mais tarde, parte de uma grande família, com amizades que nunca vou esquecer.

Foi quando fui a Assis e vi a sepultura e o corpo de São Carlo Acutis, recentemente santificado, que a chama se acendeu dentro de mim. Vi-o e chorei. Senti a sua presença e a do Espírito Santo, e inspiração para viver com Jesus. E a partir desse momento, fui fazendo de tudo para me aproximar do Senhor.

Um dos momentos mais marcantes da minha peregrinação foi a passagem pelas quatro Portas Santas e a visita às basílicas, sobretudo a Basílica de São João de Latrão, onde me senti em casa. Rezei, confessei-me a Deus, emocionei-me e senti-me mais leve. 

Deus também falou comigo através das pessoas. Nessa basílica, um cavaleiro Templário viu-me a chorar, confortou-me e ofereceu-me um crucifixo, que agora tenho sempre comigo. Também os encontros com os jovens de outras nacionalidades me proporcionaram bons momentos e novas amizades.

A vigília e a missa com o Papa Leão XIV em Tor Vergata foram outros dos pontos a relembrar. Estar tão perto do Santo Padre e a emoção de ter um milhão e meio de jovens reunidos em nome de Cristo encheu-me de uma alegria e paz inexplicável. Estar no Vaticano, na praça de São Pedro também me emocionou muito — senti-me realmente em casa, no coração da Igreja.

Claro que voltar para casa foi uma mistura de sentimentos. Por um lado, estava triste por o Jubileu terminar; por outro, estava contente por voltar a casa e reunir-me com a minha família. No fundo, sentia falta da emoção que lá sentia, da oração constante e da alegria de partilhar a minha fé. Mas, aos poucos, fui-me apercebendo que o Jubileu não terminava em Roma, mas que continuava dentro de mim. 

Agora, vivo uma nova vida com Deus perto de mim. Deixei para trás maus hábitos, rezo mais frequentemente e procuro encontrar-me com o Pai e sentir a Sua presença.

O Jubileu dos Jovens não foi só um evento. Foi o início de uma vida nova com Cristo. Senti-me uma verdadeira peregrina da esperança. E tal como São Carlo Acutis, quero fazer da Eucaristia o meu caminho para o Céu, viver cada dia com Deus, aumentar a minha espiritualidade e viver a minha fé.

Mesmo depois de mais de um mês desde o fim desta aventura, não consigo colocar em palavras a minha gratidão por tudo o que este Jubileu me trouxe. Um especial obrigada a todos os que contribuíram para esta experiência ser mais enriquecedora!

Gabriela Brás

Testemunho apresentado na Celebração de Finalistas do CCMI, 08.09.2025

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