Imigração: escutar para acolher melhor

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Suelen e Júnior são um casal brasileiro que emigrou para Portugal com os seus dois filhos, fugindo à insegurança e à violência das organizações criminosas. “Viemos para somar”, afirma Suelen, destacando a busca por um futuro mais seguro e oportunidades melhores. No Brasil, tinham uma vida estável, mas a presença constante de facções e o impacto na saúde do filho mais velho forçaram a decisão de partir.

A sua partilha aconteceu no Encontro da Fraternidade, promovido pela Rede “Cuidar da Casa Comum” da paróquia de Santa Isabel, em Lisboa. O evento procurou “escutar sem opinar”, promovendo a compreensão e combatendo preconceitos.

Rita Reino Assunção sublinhou a importância da fraternidade, alertando para discursos polarizados que criam divisões. Catarina Dias reforçou a urgência de desmistificar ideias erradas sobre os imigrantes, promovendo um diálogo aberto e humano.

Apesar dos desafios iniciais, Suelen e Júnior encontraram apoio e sentem-se agradecidos pelo acolhimento que receberam. “A maioria dos imigrantes são famílias em busca de uma vida melhor. 99% do povo português é acolhedor”, concluem.

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