A coordenadora do Grupo Vita alertou para a dificuldade em chegar aos jovens e contrariar o “pacto de silêncio” que se estabelece entre pares em contextos de violência e abuso sexual. “Temos de contrariar o fenómeno do espectador passivo e fazer perceber que ajudar é também sinalizar”, afirmou Rute Agulhas, no encerramento do Conselho Nacional de Pastoral Juvenil, em Braga.
A responsável sublinhou a importância de capacitar os mais novos com ferramentas que lhes permitam reconhecer abusos e saber como reagir, rejeitando a lógica do segredo entre amigos. “É uma oportunidade de ouro estar aqui, porque é uma área em que queremos intervir mais de perto”, declarou.
O Grupo Vita, que completou dois anos a 22 de maio, acolheu 130 vítimas e recebeu 78 pedidos de compensação. Mais de 60 por cento das dioceses já solicitaram formação, assim como diversos institutos religiosos. Nas suas ações, o grupo alerta para os riscos, sublinha a importância do consentimento e do respeito mútuo, e promove uma cultura de prevenção.



