Grupo VITA defende continuidade do apoio às vítimas e admite reformulação de objetivos

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O Grupo VITA considera necessária a continuidade do seu trabalho de apoio a vítimas e sobreviventes de abusos sexuais no contexto da Igreja Católica em Portugal, para além do período inicial de três anos, que termina em maio de 2026. A coordenadora do organismo, Rute Agulhas, afirmou que a Igreja ainda não atingiu a “maturidade plena” que lhe permita assegurar este acompanhamento de forma totalmente autónoma.

Em entrevista à Agência Ecclesia, transmitida na RTP2, a responsável sublinhou que o Grupo VITA continua a ser uma porta de entrada fundamental para quem procura apoio, defendendo que uma eventual prorrogação do mandato deverá implicar novos objetivos. Segundo explicou, o contexto atual é diferente do existente em 2023, o que exige uma reflexão conjunta e uma reformulação das metas inicialmente definidas.

A apresentação do quarto relatório de atividades do Grupo VITA, bem como de dois novos recursos de prevenção, marcada para esta terça-feira, às 15h00, no Seminário Nossa Senhora de Fátima, servirá também para apresentar uma proposta de continuidade e identificar dificuldades e desafios enfrentados ao longo do percurso. Criado pela Conferência Episcopal Portuguesa como organismo temporário, o Grupo VITA assumiu desde o início um carácter isento e autónomo.

No âmbito do processo de compensações financeiras, Rute Agulhas esclareceu que, das cerca de 154 pessoas que recorreram ao grupo, apenas 95 apresentaram pedido de compensação. Salientou ainda que, para muitas vítimas, o mais importante tem sido a escuta e o acompanhamento psicológico, suportado pela Igreja, encarando a compensação como um gesto simbólico de responsabilidade moral, que não apaga nem repara totalmente o sofrimento vivido.

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