Foi no dia 5 que decorreu, em Fátima, o 20.º Encontro da Família Vicentina.
Depois da concentração junto da escultura “Francisco, o maior Coração do mundo”, seguiu-se a Eucaristia na basílica da Santíssima Trindade, no horário nobre das 11h00. Sendo feriado nacional, os milhares de fiéis presentes quase lotaram aquele espaço religioso. Foi presidida pelo bispo auxiliar de Braga, D. Nélio Pita.
Após as duas horas de almoço livre, decorreram no Salão do Bom Pastor, no Centro Pastoral Paulo VI, as atividades fundamentadas em workshops da apresentação da Família Vicentina e do projeto da mesma.

A apresentação coube a dois jovens vicentinos, tendo-se iniciado com a composição da mesa da assembleia, ao som do “Hino do Encontro”. Seguiu-se a apresentação dos sete ramos da Família Vicentina e o exemplo da presença do Jubileu em Roma.
Na sua intervenção de boas-vindas, o padre Pedro Guimarães deu a conhecer um dos grandes objetivos do encontro: “Conhecermo-nos melhor”. O mundo mudou, estando em permanente mudança.
O carisma é o mesmo, mas tem que existir renovação.
Na perspetiva de os sete ramos da Sociedade de São Vicente de Paulo formarem o “Corpo Humano”, a Congregação da Missão é a cabeça; as Filhas da Caridade, o coração; a Sociedade de São Vicente de Paulo, as mãos; a Sociedade Internacional, os olhos; os Exploradores da Missão, a boca; a Associação da Medalha Milagrosa, os ouvidos; e a Juventude Mariana Vicentina abre o caminho, os pés.
Para o workshop, formaram-se grupos de trabalho, com três perguntas: “O que esperar de cada um dos ramos?”, “Como agir?” e “Como dar resposta?”.
Seguiram-se momentos de reflexão, com grande dinamismo e intensidade, pois os grupos foram compostos e identificados com uma pulseira de cor, correspondendo cada uma a um dos ramos da Família Vicentina.
Os ramos da Família Vicentina
Filhas da Caridade: É a maior congregação do mundo inteiro. Estão situadas sobretudo no Norte, Centro e na Madeira. Refletindo sobre as três perguntas, muitas são as formas de tentar descobrir quem são os mais pobres do nosso tempo.
Juventude Mariana Vicentina: Apresentação e os tipos de ação que praticam.
Associação da Medalha Milagrosa: Tendo como padroeira Nossa Senhora das Graças, é um dos ramos com maior dinamismo atualmente. A oração da Medalha Milagrosa, por exemplo, que todos os meses, no dia 9, promove reuniões em linha.
Famvin Portugal: No ano em que celebra o vigésimo aniversário, tem um lema forte: “Em frente pela missão”. Rezar, participar e partilhar.
Sociedade de São Vicente de Paulo: Depois da apresentação e reflexão sobre algumas temáticas mais específicas do ramo, três destaques.
A boca anuncia, sensibiliza, transforma e dá voz à missão. Pertencer é conhecer e perceber qual é a parte que cabe a cada um na missão, indo em frente pela mesma.
Depois do plenário, onde os restantes ramos deram a conhecer as conclusões a que chegaram, seguiu-se o testemunho de duas jovens, com grande espírito de missão.
A presença vicentina em Moçambique
Com a designação de JUMAR – Juventude Marial, existem já três paróquias, um seminário, um hospital e o ramo das Filhas da Caridade.
Os principais projetos são a recuperação de um parque infantil e de uma escola, por exemplo.
Depois de dez anos, a missão continua, pois ainda existe esperança!
Dois desafios: “Eu fazer missão?” e “Porque não?”.
Já a partir deste mês de outubro, três jovens vão partir, permanecendo em Moçambique nos próximos seis meses.
A “Oração do Envio” foi presidida pelo padre Pedro Guimarães, rezada por todos em conjunto, e a bênção final pelo bispo emérito D. José Traquina.
As cerca de três dezenas de vicentinos, de uma dezena de Conferências da Diocese, para além do regozijo da participação, renovaram o “Compromisso Vicentino”.