Realiza-se, no próximo sábado, dia 11 de abril, em Fátima, o V Encontro Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis com o tema “Comissão Diocesana: No prevenir e no cuidar”. O programa inicia-se com a palavra de abertura de D. José Ornelas, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, seguindo-se depois uma manhã de carácter formativo. A tarde é dirigida à reflexão e partilha da ação das Comissões Diocesanas.
A primeira conferência da manhã, com o tema “Redes de cuidado e ecologias de proteção: uma perspetiva intergeracional sobre a infância e a juventude”, será proferida pelo Padre Eduardo Duque, sacerdote da Arquidiocese de Braga, sociólogo e Presidente da Comissão de Proteção ao Idoso. A segunda, com o tema “Abusos Sexuais: Ética e Perigos do Mundo Digital”, será expressa por Pedro Afonso, Médico Psiquiatra.
À tarde, num momento reservado apenas às Comissões Diocesanas, a Equipa de Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas e o Grupo VITA refletirão com os membros das Comissões sobre os desafios e oportunidades da sua missão e ação. Pretende-se com este momento olhar para o futuro, identificar desafios, apresentar soluções e promover uma cooperação cada vez mais estreita entre os organismos que, na Igreja Católica em Portugal, atuam na proteção de crianças e adultos vulneráveis.
Este encontro nacional, através do trabalho articulado entre as Comissões Diocesanas, reafirma o compromisso da Igreja em Portugal em construir uma sólida cultura de proteção e cuidado, trabalhando na prevenção de situações de abusivas sobre menores e pessoas vulneráveis, acolhendo com total disponibilidade as vítimas e sobreviventes e encaminhando adequadamente todas as situações.
Carla Rodrigues, Presidente da Equipa de Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores, afirma que os encontros anuais não são apenas momentos formais de reunião, mas instrumentos estratégicos para consolidar uma rede de proteção eficaz, humana e comprometida com a dignidade de cada pessoa, onde sai reforçada a cooperação e a partilha de boas práticas, a uniformização e melhoria contínua dos procedimentos de proteção, bem como o compromisso ético e institucional com a proteção dos mais vulneráveis, promovendo uma cultura de prevenção, responsabilidade e transparência.