Capela da Quinta do Escuteiro. O coração da Quinta é o coração da Região

O bispo D. António Marto descreveu como “um acontecimento muito significativo” a sagração do altar da capela da Quinta do Escuteiro que teve lugar no passado dia 22 de junho.

Já era noite e, como está previsto pelo ritual da dedicação da igreja e altar, o escuro apenas se entrecortava por uma pequena luminária portátil que ajudava os intervenientes a acompanhar o cerimonial. Aqui e ali, um ou outro “flash” ajudava a perceber que o espaço, ao ar livre, mesmo que estejamos a falar de um local destinado ao culto, era ocupado por uma assembleia de mais de duas centenas de pessoas, a maior parte delas escuteiros e dirigentes.

As cerimónias tiveram início com uma pequena procissão que levou os presentes desde o refeitório da Quinta até ao que parecia uma tenda gigante instalada numa encosta salpicada de oliveiras. Era a capela. Embora esteja a ser utilizada desde 2015, apenas agora recebeu as “mesas” da Palavra e da Eucaristia, dois blocos em pedra tosca, vindos da pedreira que é propriedade do padre José Alves e do irmão.

À entrada, o arquiteto Humberto Dias que projectou o edifício, fez a saudação aos presentes e explicou que a obra, que seria sacralizada dentro de momentos, tinha sido “executada como uma típica construção escutista, feita de paus e amarrações, mas também de tijolos, pedras e até rochedos, lona e algum vidro”. Salientou o facto do edifício integrar um território que tem um simbolismo importante na História de Portugal e também lembrar São Nuno de Santa Maria — na altura, Nuno Álvares Pereira —, um dos patronos do Corpo Nacional de Escutas.

“Implantada por entre frondosas árvores, esta capela foi desenhada como uma tenda, que tanto significado tem para os escuteiros, símbolo do desprendimento, da natureza errante e peregrina do escuteiro, mas também a tenda do tabernáculo, montada para o Senhor, qual companheiro de campanha que aqui na Quinta do Escuteiro, Jesus tantas vezes, acampa com os seus escuteiros”, descreveu mais em pormenor.

O imaginário do campismo, foi continuado na homilia pelo próprio bispo diocesano. Na fila da frente, em bancos improvisados em troncos de madeira, escutavam o prelado algumas autoridades convidadas, com destaque para o Presidente da Câmara Municipal da Batalha.

Depois a homilia, procedeu-se aos rituais previstos na sagração e que incluem diversos momentos, como a bênção da área da nova igreja, unção, incensação, e revestimento e iluminação do altar.

Os ritos da unção, da incensação, do revestimento e da iluminação do altar

Os ritos da unção, da incensação, do revestimento e da iluminação do altar exprimem, em sinais sensíveis, alguns aspectos daquela obra invisível que o Senhor realiza por meio da Igreja quando ela celebra os divinos mistérios, principalmente a Eucaristia.

a) unção do altar e das paredes da igreja:
– Pela unção do crisma o altar torna-se o símbolo de Cristo, que é o «Ungido» de preferência aos demais e assim é chamado; na verdade, o Pai O ungiu pelo Espírito Santo e O constituiu o Sumo Sacerdote, para que oferecesse no altar do seu Corpo o sacrifício da vida pela salvação de todos.
– A unção da igreja significa que ela é dedicada totalmente e para sempre ao culto cristão. Fazem-se doze unções segundo a tradição litúrgica ou, se parece mais oportuno, apenas quatro; por meio delas é significado que a igreja é a imagem da santa cidade de Jerusalém.

b) O incenso é queimado sobre o altar para significar que o sacrifício de Cristo, que aí se perpetua de maneira sacramental, sobe para Deus em odor de suavidade; mas também para exprimir que as orações dos fiéis sobem até ao trono de Deus, por Ele aceites e a Ele agradáveis. A incensação da nave da igreja indica que ela, por meio da dedicação, se torna casa de oração; mas em primeiro lugar incensa-se o povo de Deus, pois ele é o templo vivo, no qual cada fiel é altar espiritual.

c) O revestimento do altar indica que o altar cristão é a ara do Sacrifício Eucarístico e a mesa do Senhor, em volta da qual os sacerdotes e os fiéis, numa mesma e única acção, embora com função diversa, celebram o Memorial da morte e ressurreição de Cristo e comem a Ceia do Senhor. Por isso, o altar é preparado e festivamente ornado como mesa do banquete sacrificial. Isto claramente significa que ele é a mesa do Senhor, da qual todos os fiéis se aproximam com alegria, para se alimentarem do alimento divino, o Corpo e o Sangue de Cristo imolado.

(Retirado do Pontifical Romano)

No final da celebração, antes do convívio que se seguiu no refeitório, o padre José Henrique, assistente da Região Escutista de Leiria-Fátima, fez um agradecimento aos presente e, sobretudo, àqueles que contribuíram e contribuem para que o espaço da Quinta do Escuteiro seja uma realidade. E deixou um convite expresso à sua utilização, mesmo para atividades e pessoas que não sejam ligadas ao escutismo, pois “é uma casa aberta a todos”, e desejou que, doravante, “o coração desta Quinta, seja o coração desta Região”. E rematou: “assim, dá gosto vir aqui”.

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