Ano Santo 2025 reuniu milhões num Jubileu marcado pela esperança e pela transição pontifícia

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O Jubileu de 2025 ficará na história da Igreja Católica como um Ano Santo vivido sob o signo da esperança e marcado, de forma inédita, pela transição entre dois pontificados. Iniciado a 24 de dezembro de 2024, com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro pelo Papa Francisco, o Jubileu reuniu milhões de peregrinos em Roma e encerra no dia 6 de janeiro, com o fecho solene desse mesmo sinal jubilar.

Na celebração inaugural, Francisco afirmou que “a esperança não está morta, a esperança está viva”, imprimindo ao Ano Santo uma forte dimensão espiritual e social. Esse traço ficou igualmente evidente no gesto inédito de abrir uma Porta Santa na prisão romana de Rebibbia, como apelo à abertura de “corações fechados e duros” e à dignidade das pessoas reclusas.

Após a morte do Papa Francisco, o Jubileu prosseguiu já sob a orientação de Leão XIV, que assumiu a condução dos grandes momentos jubilares. Um dos mais marcantes foi o Jubileu dos Jovens, que levou novamente multidões à esplanada de Tor Vergata, vinte e cinco anos depois do encontro histórico com João Paulo II. Nesse primeiro grande encontro com a juventude, o novo Papa desafiou os participantes a serem “sinais de esperança” e a rejeitarem o consumismo, sublinhando que “comprar, acumular e consumir não basta”.

O calendário incluiu ainda iniciativas inéditas, como o Jubileu dedicado ao setor da Justiça, além de celebrações centradas nos migrantes, no mundo missionário e nos reclusos, com repetidos apelos à paz, à justiça e a novas oportunidades de recomeço. O Ano Santo ficou também marcado pela memória ecuménica dos novos mártires do século vinte e um e pela presença de Fátima no Vaticano, no Jubileu da Espiritualidade Mariana.

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