A REDE na edição número 100: agora é tempo de avaliação

Com a efeméride da centésima edição, é oportuno fazer uma avaliação do caminho percorrido ao longo de quase dois anos. Durante este período, ao longo de 4106 páginas, replicaram-se os 2112 artigos que foram publicados do website da Diocese.

O dia 3 de janeiro de 2019 ficará na história da comunicação da diocese de Leiria-Fátima pela publicação da primeira edição da REDE – Revista Digital da Diocese de Leiria-Fátima. Recuperamos parte do editorial do primeiro número, que permite enquadrar o surgimento de um título que, pelas suas características, continua a marcar o panorama das publicações nas dioceses de Portugal:

“Esta REDE não pretende substituir nenhum outro produto de informação. É certo que surgiu numa conjuntura de decisões dramáticas, nomeadamente no que aos produtos impressos diz respeito.
Nunca poderemos dizer que vem substituir o jornal, pois há coisas que, embora tendo o seu tempo, não se podem substituir. E também não vem concentrar informação, como muitos vezes se depreende, erradamente, de Henry Jenkins e do seu conceito de convergência mediática. A REDE é mais uma possibilidade que a Diocese de Leiria-Fátima tem de comunicar com parte do seu público. Não com todos, mas com aqueles que acharem utilidade a este formato. E com aqueles que, mesmo não vendo inicialmente qualquer interesse, aprenderão a abraçar esta alternativa de comunicação.”

Quanto é 99 edições?

Com a efeméride da centésima edição, é oportuno fazer uma avaliação do caminho percorrido ao longo de quase dois anos. Durante este período, ao longo de 4106 páginas, replicaram-se os 2112 artigos que foram publicados do website da Diocese, e ainda muitos outros de interesse para os seus leitores, que constam das várias secções da revista. Dadas as suas características, sobretudo porque é gratuita e de divulgação quase exclusiva pelos meios digitais, não é possível saber quantos leitores terá. Certo é que, invariavelmente às 19h00 de cada quinta-feira, ela chega às caixas de correio eletrónico dos seus 2854 subscritores. Alguns, por sua vez, fazem-na chegar a outros amigos, havendo mesmo quem se disponha a imprimir cada edição para distribuir por aqueles que não têm acesso a meios digitais. Mesmo assim, os subscritores a partir dos 68 anos representam 22% do total, o que evidencia a abrangência do formato. Esta percentagem é até manifestamente superior aos 15,7% que englobam os assinantes situados na faixa etária até aos 37 anos.

As capas de 99 edições

Escrutinada pelos leitores

Mas a avaliação não se fica apenas por estes números. Foi publicado um inquérito ao qual responderam 77 leitores — curiosamente, um número aproximado ao das paróquias da Diocese. Na prática, houve respostas provenientes de 33 paróquias, às quais se acrescem as do exterior da Diocese (14,3%). A faixa etária que teve mais inquiridos é a compreendida entre os 46 e 55 anos, com 24,7%, seguida dos leitores com idades dos 66 aos 75 anos (22,1%). A esmagadora maioria de todos os inquiridos — 96,1% — são subscritores, sendo que os restantes têm acesso à revista através de amigos ou pelos canais digitais de Leiria-Fátima. Dos dados apresentados, pode concluir-se que ainda há um longo caminho a percorrer para chegar a todos os possíveis públicos da REDE.

No inquérito, pedia-se aos leitores que indicassem as secções a que prestam maior e menor atenção, assinalassem três pontos avaliativos — um positivo, um negativo e um interessante — e indicassem ainda algumas sugestões de melhoria.

As secções com mais e menos atenção

Das respostas obtidas, 32,5% dos leitores dão preferência à secção “Diocese” que integra as notícias de interesse generalizado para os diocesanos. No segundo lugar do pódio está a “Liturgia” (22,1%). Finalmente, com 18,2%, estão as notícias das “Paróquias”. É possível que esta classificação que, aliás, era relativamente previsível, venha a definir a médio prazo uma nova organização da revista.

No campo contrário, o pódio das secções que detêm a menor atenção estão “Opinião”, “Agenda” e “Extramuros” com, respetivamente, 26%, 24,7% e 23,4%. A pergunta que se fará a partir daqui é: faz sentido continuar com estas secções? A resposta pode encontrar-se no primeiro quadro: aquelas três secções são as mais importantes para 6,5%, 9,1% e 1,3% dos leitores, respectivamente. Portanto, a secção “Extramuros” será a que mais naturalmente se questionará.

Positivo e interessante

Como seria de esperar neste tipo de publicação, uma grande parte das respostas indicam que o mais positivo da REDE é a disponibilização de informação de cariz diocesano (16,9%) ou geral (13%). 38,2% dos inquiridos acham até que se trata mesmo do mais interessante da revista. Estes números refletem uma atenção especial para o caráter informativo.

A facilidade de acesso inerente à sua característica digital também é um dos pontos positivos mais citados, com 13%. Daí que, muitas são as referências a pontos interessantes que estão associados ao digital: a usabilidade e navegabilidade (7,9%), o envio por email (5,3%), a interactividade (2,6%) e o próprio formato em si (1,3%). Na prática, estes itens contribuem para que a informação disponibilizada na publicação seja a mais actualizada, e isso é interessante para 2,6% dos inquiridos.

Outro aspecto positivo considerado em 6,5% das respostas foi a regularidade e a pontualidade da publicação, que, em termos percentuais está exactamente ao mesmo nível do grafismo. Logo a seguir nas referências está a liturgia e os cânticos com 5,2%.

Com menos citações, mas que não podemos deixar de referir, estão pontos positivos como: a inovação, a agenda paroquial, a utilidade e qualidade, a organização, as notícias do bispo diocesano, o facto de ser gratuita, a sua dimensão, a agenda de eventos online e ainda a abrangência de públicos.

A título de curiosidade, 13% das respostas afirma que é tudo positivo e 10,5% diz que é tudo interessante.

Negativo

Embora 54,6% dos inquiridos tivesse assinalado que não havia nada de negativo, esta será a questão que poderá ajudar mais a tomar decisões no futuro. Desde logo, é evidente a falta de participação de muitas paróquias (9,1%). Efetivamente, não são muitas as comunidades paroquiais que vêem na REDE uma forma ou canal de partilha da sua atividade. Embora seja um objetivo sempre presente na redação e apesar de amiudadas vezes serem enviadas comunicações no sentido das paróquias se tornarem mais visíveis nos canais diocesanos, a verdade é que esse esforço não é visível. As razões serão diversas e vão desde o desinteresse até à falta de meios humanos que tenham capacidade e se disponham a produzir conteúdos. Ainda assim, os passos têm sido dados nesse sentido e as comunidades que apostam numa comunicação partilhada abrangente têm recebido bons resultados por isso.

Também não deixa de ser curioso que em 7,8% das respostas se assinale a falta de uma edição impressa. A solução neste aspecto passa, por razões que já foram explicadas e que estão na origem do formato da REDE, por seguir o exemplo das paróquias que assumem a realização de uma edição impressa para distribuir pelos seus paroquianos.

Houve quem também sentisse a falta de outro tipo de notícias (sociedade, política e economia) e de espaço para a presença da Igreja de outros continentes.

Já em termos práticos, refere-se ainda, como negativo, a existência de edições e textos longos (2,6%) e a organização dos conteúdos (3,9%). Também a secção das agendas é referida diversas vezes ou porque são incorretas/incompletas (3,9%) ou porque se dispensam as agendas paroquiais (2,6%). Outros pormenores referidos de forma residual foram: saírem as notícias no site antes de sair a revista, ter poucas imagens, não ser muito prática nos dispositivos móveis, ter a letra pequena, haver dificuldade de acesso e ter artigos mal redigidos por parte das paróquias.

Sugestões para melhorar

Depois dos pontos negativos assinalados, não admira que as sugestões de melhoria vão ao seu encontro, pese embora que 36,2% ache que não há nada para melhorar. Salta à vista, como foi referido, a necessidade de envolver mais as paróquias na produção de conteúdos, com 19% de citações. Esta vontade também deverá ser refletida na página inicial do site da Diocese. Mais uma vez é também referida a necessidade de uma edição impressa e ainda a criação de espaços de interação entre leitores e redatores.

Uma das áreas a melhorar de forma evidente para os inquiridos é a secção das agendas. Embora haja quem aponte a dispensa das agendas paroquiais — o que, do nosso ponto de vista, não é exequível, dado ser uma secção que tem um público fiel de, pelo menos, 9% —, as restantes sugestões passam pela sua reorganização (talvez nas últimas páginas da REDE) e pela sua redução de tamanho e pela correção de erros recorrentes. A este propósito adiante-se que a responsabilidade das agendas será sempre das paróquias, serviços e movimentos que organizam os respetivos eventos e que, por isso, devem comunicar sempre as alterações efectuadas e ter uma agenda própria que seja pública e sempre actualizada.

Finalmente, uma referência especial para a melhoria de conteúdos, que passamos a enumerar:

  • Acompanhar temáticas da actualidade
  • Promover actividade para a catequese, com a criação de secção infanto-juvenil
  • Produzir artigos curtos de temas atuais e voltados para a vida prática
  • Criar espaços formativos
  • Haver mais critério para excluir notícias que não interessam, nomeadamente na revista de imprensa
  • Dar mais espaço para os jovens
  • Ter mais notícias da acção social da Igreja, das congregações, reportagens, testemunhos pessoais curtos
  • Textos de fundo espiritual, de formação cristã, para reflexão e meditação
REDE
https://rede.leiria-fatima.pt

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