Se o “Ut omnes unum sint” (para que todos sejam um) é a vontade mais ardente de Deus, porquê tamanha subtileza na discrição com que Jesus revela este seu testamento, num jeito de roda pé, durante a indescritível agonia no Horto, enquanto o sangue gotejava pelo rosto?
Somente 20 séculos depois chega a hora da Unidade. É que tudo tem o seu tempo e temos tempo não só para tudo, como para o Tudo. Uma revolução só consegue surtir efeito quando o heroísmo do protagonista ecoa nas malhas do contexto histórico. Se há precipitação, esboroa-se qualquer construção. Se há atraso, as consequências são gravosas. Mas quando a pontualidade existe, tudo se consuma com drástica harmonia!
Como Deus é o Alfa e o Omega, não é apenas pontual, como ele próprio é o ponteiro do relógio. Deixemos que ele matematize, com santa obsessão cronométrica, os “timings” da nossa aventura humano-divina.
Deus, Alfa e Omega, Pai Santissimesimal, Sarça Ardente, Luz incandescente, Tapete Mágico, Génio da Lâmpada, Tudo no Nada, Nada no Tudo, Tragédia Odisseica, Ilíada idílica, Abismo Incomensurável.A maior graça que tu, Deus, podes conceder a um homem, teu filho infinitamente amado, é a santidade… mas não una santidade qualquer. A santidade advinda do carisma da Unidade, daquela sabedoria que sabe que onde 2 ou mais estão reunidos no teu nome, tu estás no meio deles.