A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre assinalou, a 6 de agosto, o Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos, alertando para a ameaça que grupos jihadistas continuam a representar para comunidades cristãs em vários países, com particular incidência em África.
A iniciativa recordou a fuga de cerca de 100 mil pessoas, na maioria cristãs, da Planície de Nínive, no Iraque, após a chegada do autoproclamado Estado Islâmico, na noite de 6 para 7 de agosto de 2014. Catarina Martins Bettencourt, diretora do secretariado português da Fundação, considera que este episódio «não pode ser esquecido» e aponta Moçambique como exemplo da persistência da violência.
Segundo a Fundação, a província moçambicana de Cabo Delgado enfrenta uma insurgência armada desde outubro de 2017, que já provocou mais de 6300 mortos e mais de um milhão de deslocados. A organização refere ainda que mais de 300 católicos foram assassinados e 117 igrejas e capelas destruídas.
A Fundação convida os portugueses a rezarem pelas vítimas de intolerância religiosa e a defenderem a liberdade religiosa como um direito fundamental.