Papa defende a escrita como caminho de humanidade e reconciliação

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O Papa afirmou que a escrita é um ato profundamente humano e um instrumento de encontro entre as pessoas, ao receber um grupo internacional de escritores, no Vaticano, por ocasião do centenário da Editora do Vaticano. Leão XIV elogiou os autores pelo contributo que dão à sociedade, afirmando que as suas obras lançam «sementes de reconciliação, de encontro e de amizade». O encontro decorreu antes da audiência geral e reuniu escritores de várias partes do mundo, entre os quais Jon Fosse, Marilynne Robinson, Elizabeth Strout, Eric-Emmanuel Schmitt, Jonathan Safran Foer e Colum McCann. O Papa apelou à imaginação, à criatividade narrativa e ao pensamento dinâmico dos escritores para criar espaços de liberdade e autenticidade, onde possa ressoar a esperança. Destacou ainda a importância das personagens na literatura, por ajudarem os leitores a descobrir diferentes perspetivas e a compreender melhor a complexidade da condição humana. Segundo Leão XIV, é precisamente no aprofundamento da experiência humana que Deus se revela. Na intervenção divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o pontífice defendeu também que a busca da verdade deve orientar a escrita, sublinhando que «a verdade não é um território a defender, mas um bem a partilhar».

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