Banco Alimentar sente aumento da ansiedade entre famílias vulneráveis

59 visualizações

A presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome considera que a atual conjuntura internacional está a aumentar a insegurança das famílias economicamente mais frágeis, devido à incerteza quanto ao futuro e ao impacto do aumento dos custos de vida. Em declarações à Agência ECCLESIA, no contexto da campanha nacional de recolha de alimentos que decorreu este fim de semana, Isabel Jonet afirmou que “deixou de haver uma confiança na paz e na estabilidade”, o que gera maior ansiedade entre quem já vive em situação de fragilidade.

A responsável explica que a atual crise tem características distintas das anteriores, combinando o aumento dos preços da energia e dos alimentos com possíveis efeitos futuros na agricultura e na produção alimentar. Segundo Isabel Jonet, o Banco Alimentar acompanha diariamente estas mudanças e constitui “o melhor barómetro na sociedade portuguesa”, quer ao nível da procura de ajuda, quer da capacidade de resposta através das doações.

A rede dos 21 Bancos Alimentares apoia atualmente 370 mil pessoas, através de 2400 instituições. A dirigente assinala ainda uma redução das doações de empresas e da agricultura, agravada pelos prejuízos causados pela tempestade Kristin em várias regiões do país. Isabel Jonet alerta também para o crescimento das dificuldades entre famílias com emprego, cujos rendimentos já não chegam para suportar despesas essenciais como habitação, alimentação e educação dos filhos.

Siga-nos nas redes sociais:
Partilhar

Leia esta e outras notícias na...

NEWSLETTER

Receba as notícias no seu email​
Pode escolher quais as notícias que quer receber: destaques, da sua paróquia