
Cidade do Vaticano, 21 mai 2026 (Ecclesia) – O cardeal português D. José Tolentino de Mendonça rejeitou, no Vaticano, a redução da humanidade a algoritmos, exigindo a orientação ética da inovação digital.
“O ser humano nunca pode ser reduzido a um facto dado, a um perfil, a um algoritmo. O humano é sempre excesso, mistério, apelo”, alertou o prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, na abertura de uma conferência internacional sobre a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado no último domingo.
“O desafio que nos espera não é o de travar a inovação digital, mas o de a orientar”, sustentou o colaborador de Leão XIV, desafiando os participantes a construir uma aliança responsável com a tecnologia.
A conferência ‘Preservar as Vozes e os Rostos Humanos’ decorre na Universidade Pontifícia Urbaniana, de Roma, reunindo especialistas globais em inteligência artificial, jornalistas de investigação e líderes de plataformas tecnológicas.
“Não podemos confiar que aquilo que construímos pense por nós”, advertiu Paolo Ruffini, responsável pelo Dicastério para a Comunicação (Santa Sé), durante o encontro.
O debate interdisciplinar integra especialista análise ética de dados, incluindo representantes do jornal ‘New York Times’, da ‘Algorithmic Justice League’, da UNESCO e da União Europeia de Radiodifusão.
O evento antecede a publicação da primeira encíclica do Papa Leão XIV, intitulada ‘Magnifica humanitas’, agendada para o próximo dia 25 de maio e dedicada aos impactos da inteligência artificial.