Fundação AIS ajuda na reparação das igrejas afectadas pela tempestade Kristin

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Campanha de solidariedade lançada pela AIS arrancou no início de Fevereiro e já conseguiu, passados apenas três meses, mais de 500 mil euros de donativos, fruto da “fantástica generosidade dos benfeitores portugueses da Ajuda à Igreja que Sofre”, diz a directora nacional da fundação pontifícia. O Bispo de Leiria-Fátima, a diocese mais atingida pela intempérie, agradece a solidariedade de todos os que contribuíram para esta iniciativa, mas lembra que há ainda muito a fazer nos edifícios da Igreja que foram mais afectados. “E por isso”, garante Catarina Martins de Bettencourt, “a campanha é para continuar” …

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“Cada donativo é uma telha nova ou um tijolo para a reconstrução das nossas igrejas e da esperança das comunidades”, disse a directora da Fundação AIS quando arrancou, no início de Fevereiro, a campanha de solidariedade para a reparação de igrejas, capelas e centros paroquiais atingidos pela passagem da tempestade Kristin pelo nosso país, uma tempestade que teve uma expressão particularmente grave na região que corresponde à Diocese de Leiria-Fátima. Três meses depois, foram recolhidos já mais de meio milhão de euros de donativos, “um valor extraordinário”, diz a directora da Fundação AIS em Portugal. “Esta campanha é a prova, uma vez mais, da fantástica generosidade dos benfeitores portugueses da AIS”, acrescenta Catarina Martins de Bettencourt. “Num país pobre no contexto europeu, com o custo de vida a aumentar quase de dia para dia, é profundamente gratificante verificar que os nossos benfeitores têm um coração gigante e estão disponíveis para ajudar a Igreja em tudo aquilo que for mais necessário”, acrescenta. 

Consolidar as estruturas

A verba recolhida pela Fundação AIS vai agora ser entregue à Diocese de Leiria-Fátima, mas a campanha vai prosseguir pois há ainda muito a fazer na reparação dos edifícios afectados pelo temporal. O Bispo de Leiria-Fátima explica isso numa breve mensagem de agradecimento a todos os que colaboraram com esta iniciativa da AIS. “Passada a primeira emergência das casas, dos meios necessários à subsistência, um outro esforço torna-se agora necessário, que é o esforço de revitalizar as estruturas da sociedade e também a da Igreja. Muitas das nossas igrejas foram atingidas, [assim como] centros paroquiais e estruturas que servem também para a solidariedade social”, diz D. José Ornelas. “É por isso que quero agradecer a todos aqueles que estão colaborando e que tornam possível que agora possamos completar o grande esforço que as comunidades já fizeram para evitar a continuação da deterioração das estruturas”, afirma o prelado. Face a este novo desafio, da consolidação agora das estruturas dos edifícios, sejam igrejas, capelas ou centros paroquiais, é necessário continuar a apelar à generosidade dos portugueses. “E por isso”, garante Catarina Martins de Bettencourt, “a campanha da Fundação AIS é para continuar ainda durante algum tempo”.

“Muito obrigado pela vossa solidariedade”

Na mensagem enviada para o secretariado nacional da fundação pontifícia, o prelado dirige-se “aos que colaboram com a Ajuda à Igreja que Sofre” para lhes endereçar uma palavra de “sincero agradecimento” pelo esforço que tem sido feito. Mensagem que termina com um “muito obrigado pela vossa solidariedade”. A tempestade Kristin, que atingiu o país no final de Janeiro, provocou uma enorme devastação nos dez municípios da região de Leiria, deixando um balanço de seis mortos, centenas de feridos e prejuízos globais estimados em centenas de milhões de euros, com a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, que provocaram na altura cortes ou condicionamentos de estradas, de transporte, em especial linhas ferroviárias, assim como o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações. O governo chegou a decretar situação de calamidade. 

VÍDEO
https://youtu.be/pzKZJzihKac

Agradecimento no dia da Diocese

Entretanto, a Diocese vai recordar os que mais sofreram com a tempestade e agradecer às pessoas e organizações que, de alguma forma, colaboraram na reparação dos estragos, minimizando o sofrimento das populações. Vai ser dia 22 de Maio, aniversário da criação da Diocese e da elevação, em 1545, de Leiria a cidade. Haverá uma celebração eucarística e a execução da oratória “Fátima, sinal de esperança para a Humanidade”. Como explica o director do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima, a ideia é “recordar não só os que sofreram danos materiais e pessoais, nomeadamente os que perderam entes queridos, mas também todos aqueles que se colocaram ao serviço da comunidade, a título pessoal ou integrados em estruturas públicas, associativas e privadas, vindos de perto ou de longe, para cuidar de quem mais precisava”, diz Marco Daniel Duarte.

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