Cidade do Vaticano, 3 de maio de 2026 – O Papa Leão XIV assinalou o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, promovido pela UNESCO, recordando os profissionais da comunicação social que perderam a vida no exercício da sua missão e alertando para as ameaças persistentes ao direito de informar.
Perante os peregrinos reunidos no Vaticano para a oração do ‘Regina Caeli’, o pontífice lamentou que a liberdade de imprensa continue a ser violada em várias partes do mundo, de forma “flagrante” ou mais discreta. “Recordamos os muitos jornalistas e repórteres que foram vítimas da guerra e da violência”, afirmou, evocando um cenário global marcado por riscos crescentes para quem exerce a profissão.
Também em Portugal, o Presidente da República, António José Seguro, sublinhou a importância da comunicação social como pilar essencial da democracia e instrumento de fiscalização do poder. Numa mensagem dirigida aos jornalistas, destacou que a liberdade de imprensa implica exigência e responsabilidade, afirmando que esta “tem a obrigação de incomodar”.
O chefe de Estado chamou a atenção para o número de 129 profissionais assassinados no último ano, considerando que estes dados representam mais do que uma estatística. “É uma acusação”, referiu, apontando ainda a precariedade económica, a pressão de regimes autoritários e a disseminação da desinformação como fatores que fragilizam o setor.
António José Seguro defendeu a mobilização da sociedade na defesa da seriedade jornalística, classificando a proteção da liberdade de imprensa como uma responsabilidade coletiva e um dever de cidadania.