D. Virgílio Antunes, eleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, apontou a evangelização como prioridade central do novo mandato, mas reconheceu que a credibilidade da Igreja passa também pela forma como enfrenta os abusos sexuais, comunica com a sociedade e concretiza a sinodalidade.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, o bispo de Coimbra afirmou que a proteção de menores continua a ser “absolutamente incontornável” e defendeu como “necessário” o processo de compensações às vítimas. O responsável admitiu que o modelo futuro de acompanhamento será definido com o Grupo Vita e as comissões diocesanas, sublinhando que a Igreja deve cuidar das vítimas “da própria Igreja”.
D. Virgílio Antunes destacou ainda a renovação no episcopado português, com novos bispos à frente de várias comissões, e valorizou o caminho sinodal, que considera já visível nas dioceses, paróquias e unidades pastorais.
Sobre a família, defendeu que a Igreja “não se pode isolar na norma”, devendo acolher e integrar todas as pessoas, sem abandonar a proposta do Evangelho. O novo presidente da Conferência Episcopal manifestou também o desejo de ver o Papa Leão XIV em Portugal em 2027, por ocasião dos 110 anos das aparições de Fátima.