Lisboa, 15 abr 2026 (Ecclesia) – A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) está a promover a revisão das aprendizagens essenciais, reforçando a sua dimensão formativa e sublinhando que, embora não conte para a classificação final, “conta para a vida”.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, o diretor do Secretariado Diocesano de EMRC do Porto, Carlos Moreira, defendeu que educar implica atender a todas as dimensões da pessoa, incluindo aquelas que não são mensuráveis. “Esta oferta humanizadora permite uma visão clara do que é educar”, afirmou.
Também António Cordeiro, coordenador nacional da disciplina, destacou que a avaliação não se traduz em números, mas no crescimento pessoal dos alunos. “Não há aqui números, há a vida”, referiu, sublinhando a importância de mobilizar conhecimentos em função de atitudes e valores.
Já Jorge Novo, diretor do Secretariado de Bragança-Miranda, explicou que o foco está numa avaliação formativa, que acompanha o percurso dos alunos e contribui para melhorar o processo educativo.
A revisão das aprendizagens essenciais, promovida pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã, decorre até 30 de abril e envolve professores de todo o país. O processo inclui novas dimensões, como a avaliação, a articulação com cidadania e desenvolvimento e referências bibliográficas.
Os responsáveis sublinham que o objetivo é tornar este instrumento mais claro e adaptável, valorizando o papel dos docentes na sua aplicação.
No âmbito da disciplina, estão também previstas iniciativas nacionais que envolvem alunos de vários níveis de ensino, promovendo o encontro e a reflexão para além da sala de aula.