Cidade do Vaticano, 12 de março de 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou à Igreja Católica para que saiba escutar e acolher os jovens, respondendo às suas inquietações num tempo marcado por profundas transformações culturais e sociais.
Na audiência com os participantes da IV Cátedra do Acolhimento, realizada na sala Clementina do Palácio Apostólico, Leão XIV sublinhou que as novas gerações não representam apenas o futuro, mas já o presente da Igreja e da sociedade.
“Numa época marcada por profundas transformações culturais e sociais, os jovens constituem, na realidade, já o presente vivo e gerador da Igreja”, afirmou o pontífice, segundo a sala de imprensa da Santa Sé.
O Papa explicou que acolher os jovens implica, antes de mais, saber escutar as suas perguntas e reconhecer que, através das suas experiências e linguagens, o Espírito Santo continua a indicar novos caminhos para a vida das comunidades cristãs.
Na intervenção, destacou duas palavras-chave para compreender o sentido do acolhimento cristão: presença e custódia. Segundo Leão XIV, estar presente na vida dos outros significa partilhar tempo, experiências e significados, oferecendo referências estáveis que ajudem cada pessoa a crescer.
O pontífice alertou também para o risco de considerar as relações como algo adquirido, defendendo uma atitude de permanente abertura ao encontro com Deus e com os outros.
A reflexão papal evocou ainda a figura de São José como exemplo de cuidado e respeito pelo caminho do outro, rejeitando atitudes centradas apenas em si próprio.
Leão XIV acrescentou que esta responsabilidade de cuidado se estende a toda a humanidade, incluindo a proteção das relações humanas, da criação e da vida dos mais frágeis.
A IV Cátedra do Acolhimento, dedicada ao tema “Jovens e Igreja: acolhimentos que geram pertença”, é promovida pela associação Fraterna Domus em colaboração com a Universidade Pontifícia Lateranense e decorre até sexta-feira em Sacrofano, na província de Roma.