Cáritas alerta para aumento de crianças em situação de pobreza e a dormir na rua

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A presidente da Cáritas Portuguesa alertou para o agravamento da pobreza infantil em Portugal, referindo que começam a surgir situações de crianças a viver ou a dormir na rua, uma realidade que anteriormente não era visível no país.

Em declarações aos jornalistas, em Lisboa, na apresentação da terceira edição do relatório anual Pobreza e Exclusão Social, Rita Valadas afirmou que hoje é possível encontrar menores que passam grande parte do tempo na rua junto dos pais ou mesmo aparentemente sozinhos. “Antes não se viam crianças na rua e hoje veem-se”, afirmou, acrescentando que há casos de menores que dormem em estações de comboios ou de autocarros.

Segundo a responsável, apesar de não existirem dados estatísticos totalmente claros sobre esta realidade, trata-se de uma situação cada vez mais visível. O relatório apresentado indica que, em 2024, a taxa de risco de pobreza entre as crianças foi de 17,6 por cento, acima da média da população, que se situou nos 15,4 por cento, e distante do objetivo de dez por cento definido na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza.

Rita Valadas destacou também que o perfil das pessoas em situação de sem-abrigo mudou significativamente nas últimas décadas. Se anteriormente era possível identificar um perfil mais típico — geralmente homens sozinhos, entre os quarenta e os cinquenta anos, sem família ou rendimentos —, hoje a realidade é muito mais diversa. Entre as pessoas em situação de sem-abrigo encontram-se estrangeiros, pessoas com problemas de saúde e, em alguns casos, famílias com crianças.

O relatório sublinha que a pobreza infantil condiciona o desenvolvimento cognitivo, a saúde, as relações sociais e as oportunidades futuras destas crianças, podendo perpetuar ciclos de exclusão ao longo de várias gerações. Para a Cáritas Portuguesa, combater a pobreza infantil é essencial para garantir uma sociedade mais justa e com verdadeira igualdade de oportunidades.

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