Na sua primeira mensagem de Natal como Papa, Leão XIV evocou esta manhã, no Vaticano, as vítimas dos conflitos armados em várias regiões do mundo, com particular referência à Faixa de Gaza e à Ucrânia, lamentando a persistência de guerras que continuam a ferir gravemente a humanidade. Antes da bênção Urbi et Orbi, o pontífice sublinhou que Jesus «assume a nossa fragilidade» e se identifica com aqueles que «perderam tudo», como os habitantes de Gaza.
O Papa manifestou especial preocupação com o Médio Oriente, recordando a recente viagem apostólica à região e o sentimento de impotência vivido por muitas comunidades cristãs. Desejou justiça, paz e estabilidade para o Líbano, a Palestina, Israel e a Síria, rejeitando uma paz meramente formal ou burocrática e apelando a uma paz verdadeira, capaz de curar o cansaço profundo provocado pela violência prolongada.
Referindo-se à guerra no leste europeu, Leão XIV pediu orações pelo «povo ucraniano tão massacrado», apelando ao fim do ruído das armas e ao diálogo sincero entre as partes, com o apoio da comunidade internacional. Confiou ainda o continente europeu ao Príncipe da Paz, pedindo que seja reforçado um espírito comunitário fiel às raízes cristãs, solidário e acolhedor.
A mensagem alargou-se às chamadas «guerras esquecidas», com referências ao Sudão, Sudão do Sul, Mali, Burquina Faso e República Democrática do Congo, bem como a situações de fome, pobreza, migração forçada, perseguição religiosa e terrorismo. O Papa deixou palavras de solidariedade para prisioneiros, desempregados e trabalhadores explorados, concluindo com um apelo à responsabilidade pessoal e colectiva para vencer o ódio e a violência, lembrando que Cristo «é a nossa paz» e indica o caminho para superar todos os conflitos.