A nova comissão de estudo criada pelo Vaticano para analisar o diaconado feminino reafirmou que não é possível admitir mulheres ao primeiro grau do sacramento da Ordem. O relatório, divulgado por indicação de Leão XIV, resulta de quatro anos de trabalho e sublinha que, apesar de persistirem diferentes sensibilidades teológicas, não existem bases históricas ou doutrinais que permitam avançar nessa direção.
O documento reconhece que a pesquisa atual não consente um juízo definitivo, mas considera que a articulação entre investigação histórica e reflexão teológica “exclui”, neste momento, uma mudança no entendimento do diaconado enquanto grau sacramental. A comissão recorda ainda que a decisão final pertence ao Magistério, no âmbito da comunhão hierárquica.
O texto observa que, em várias regiões, o ministério diaconal permanece pouco desenvolvido ou confundido com funções próprias de ministérios laicais. A primeira comissão, instituída em 2016, já concluíra que a designação de “diácono” ou “diaconisa” existiu em épocas distintas, mas com significados variados.
O ponto de maior consenso na atual comissão foi a recomendação de ampliar o acesso das mulheres a ministérios instituídos, como forma de reconhecer a sua missão na vida da Igreja e promover a corresponsabilidade. O cardeal Giuseppe Petrocchi, presidente do organismo, defende prudência, apontando a ausência de convergência teológica e a necessidade de aprofundar a identidade e missão do próprio diaconado. Leão XIV, por seu lado, afirmou que o tema continuará a exigir estudo e não prevê alterações no ensinamento da Igreja.