Vaticano desmente alegada absolvição de Marco Rupnik

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A Santa Sé desmentiu qualquer decisão sobre o processo canónico que envolve Marko Ivan Rupnik, antigo religioso jesuíta e artista plástico, acusado de abusos psicológicos e sexuais por várias mulheres consagradas. Em comunicado divulgado esta quarta-feira, a sala de imprensa do Vaticano classificou como «absolutamente infundadas» as notícias que apontavam para uma alegada absolvição do sacerdote de origem eslovena. O Dicastério para a Doutrina da Fé esclarece que a apreciação do caso continua em curso e que o colégio de cinco juízes independentes nomeado em outubro de 2025 está a analisar documentação enviada pelas dioceses envolvidas, pela Companhia de Jesus, pelas partes interessadas e pela comunicação social. A Santa Sé sublinha que, durante o processo, não serão divulgadas informações para salvaguardar a integridade da investigação e os direitos de todos os envolvidos. O Vaticano recorda ainda que o processo penal canónico não está sujeito a prescrição e esclarece que, no plano civil, Rupnik continua sujeito à legislação dos países onde os alegados crimes possam ter ocorrido. O caso foi reaberto por decisão do Papa Francisco, em 2023, após críticas da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores à forma como as denúncias tinham sido tratadas.

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