O Papa Leão XIV reafirmou, a 10 de outubro, que a pena de morte é «inadmissível», por constituir um atentado contra «a inviolabilidade e a dignidade da pessoa», numa mensagem publicada por ocasião do Dia Mundial e Europeu contra a Pena de Morte.
Numa publicação na rede social X, Leão XIV defendeu que o bem comum e as exigências da justiça podem ser salvaguardados sem recurso à pena capital, através de «sistemas eficazes de detenção» que protejam os cidadãos e mantenham para os culpados a possibilidade de redenção.
A posição foi divulgada no mesmo dia em que o Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, reafirmou a oposição de Portugal à pena de morte, classificando-a como um «ato cruel, desumano e degradante». Portugal foi um dos primeiros países a abolir a pena capital, após a reforma penal de 1867.
Na véspera, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, tinha reiterado a «total oposição» da Igreja Católica à pena de morte, considerando ainda «inaceitável» transformar uma execução num espetáculo.