O Papa apelou ao respeito pela dignidade de cada pessoa e criticou a mercantilização do corpo e das relações humanas, durante a audiência geral de 9 de setembro, na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Leão XIV afirmou que o ser humano é «um ser uno, composto de corpo e alma» e advertiu que reduzir o corpo a um objeto de que se pode dispor arbitrariamente constitui «uma negação da dignidade da pessoa».
Prosseguindo as reflexões sobre a Constituição «Gaudium et spes», do Concílio Vaticano II, o Papa alertou para as contradições que continuam a impedir a plena defesa dos direitos humanos. Citando a encíclica «Magnifica Humanitas», recordou que a dignidade não depende das capacidades, da riqueza, da função desempenhada ou das escolhas de cada pessoa.
«Ser pessoa significa perceber-se como um dom a partilhar», afirmou Leão XIV, defendendo relações marcadas pela acolhida, reciprocidade e serviço. No final da catequese, pediu aos católicos que promovam e defendam sempre a dignidade humana «com a luz e a força do Evangelho». Nas saudações aos peregrinos de língua portuguesa, renovou o apelo à salvaguarda da dignidade de cada ser humano.