Na reunião com os colaboradores da cúria, D. António Marto fala do fim do cristianismo cultural

Depois do enquadramento da temática e da própria carta pastoral, D. António Marto explicou que "damos conta de que há uma grande ausência das gerações jovens — pais, crianças e jovens — e devemos perguntar se isso não será um sinal de alarme e de alerta, que põe a descoberto algo que já estava a acontecer"

No dia 10 de setembro, o bispo D. António Marto convocou todos os colaboradores da cúria da diocese de Leiria-Fátima para a habitual reunião de início de ano pastoral onde tomam posse os mais recentes nomeados para os diversos serviços da Diocese. Entre eles, está o novo diretor do seminário em Família, o padre Eduardo Caseiro, para além dos membros do Tribunal Eclesiástico e de um novo membro da direção da Cáritas diocesana.

Para além das tomadas de posse, o cardeal aproveita o momento para fazer uma apresentação do ano pastoral que vai iniciar. Desta vez, fez um resumo da carta pastoral que publicou muito recentemente, com o título “A Eucaristia, Encontro e Comunhão com Cristo e os Irmãos“. Como tem sido divulgado, o documento lança o tema diocesano para os próximos dois anos que serão sobre o sacramento da Eucaristia.

Depois do enquadramento da temática e da própria carta pastoral, D. António Marto explicou que “damos conta de que há uma grande ausência das gerações jovens — pais, crianças e jovens — e devemos perguntar se isso não será um sinal de alarme e de alerta, que põe a descoberto algo que já estava a acontecer”. Para o prelado, “a pandemia, de certo modo, veio porventura acelerar em uma década um processo que já estava em ação que é a chamada secularização e que se exprime também nesta debandada, no abandono da frequência da celebração dominical e que mostra que o cristianismo cultural, aquele que herdámos de uma cultura tradicional, não se aguenta mais”. É neste contexto que surge o que ele chama de “situação de emergência eucarística, porque as pessoas se deram conta de que vivem bem sem ter de ir à igreja”.

Durante os próximos dois anos, a Diocese vai tentar responder a uma série de questões. D. António Marto enumera algumas. “Porque é tão difícil descobrir o rosto de Jesus na Eucaristia? O que fazer para que mais pessoas apreciem e saboreiem esse Cristo que se entrega para morar em nós e connosco, e terem interesse em participar na Santa Missa e serem transformados pelos seu frutos? Como motivar pais, crianças, adolescentes e jovens a participar com gosto na celebração dominical? Que fazer para que, em silêncio, Jesus seja adorado diante do sacrário? Que fazer para que a Eucaristia seja considerada fonte de comunhão? O que é que não funciona em relação à compreensão, celebração, e vivência da Eucaristia nas nossas comunidades?”

Para ajudar a responder às perguntas, o cardeal faz dois desafios. No primeiro, “cada comunidade é chamada a fazer um discernimento pastoral a sério para encontrar respostas a estas questões”. Para o segundo, afirma que “temos de colocar a temática dentro de uma perspetiva de evangelização, que leve cada pessoa e cada comunidade ao encontro com Jesus”.


Ouvir podcast: https://is.gd/6quY4Y

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