O jornalista João Miguel Tavares defendeu, nas Jornadas Nacionais de Comunicação Social, em Leiria, que a Igreja Católica deve abandonar uma postura defensiva e apostar numa comunicação mais positiva, próxima e centrada em histórias de vida.
No debate de abertura com D. Alexandre Palma, presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais, João Miguel Tavares considerou que a Igreja tem uma mensagem relevante, mas enfrenta «deficiências de comunicação». Perante uma sociedade onde identifica uma procura pelo mundo espiritual, desafiou os comunicadores a mostrarem «vidas» e não apenas palavras.
D. Alexandre Palma reconheceu que a comunicação católica permanece, por vezes, demasiado «reativa» e «informativa», defendendo a necessidade de «contar histórias reais, de gente ferida» e de compreender a lógica das redes sociais sem ceder à sua instrumentalização.
As Jornadas decorreram a 24 de setembro, no Seminário de Leiria, sob o lema «Por uma gramática do encontro», reunindo responsáveis diocesanos, profissionais de comunicação institucional e jornalistas. O programa abordou também a inteligência artificial e a sua utilização ao serviço da dignidade humana.