D. José Tolentino Mendonça defendeu, a 2 de outubro, em Fátima, que o desenvolvimento da inteligência artificial deve preservar o acompanhamento humano na educação e contribuir para reforçar o pensamento crítico das novas gerações.
O prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação interveio, através de uma mensagem gravada, na abertura do Simpósio sobre a Educação e a Escola em Portugal, promovido pela Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, no Centro Pastoral Paulo VI.
“A pessoa não é um sistema que processa informações”, afirmou o cardeal português, distinguindo a capacidade tecnológica de produzir respostas da experiência humana de compreender e atribuir significado ao que se vive.
D. José Tolentino Mendonça considerou que a escola deve proporcionar aquilo que o digital não consegue oferecer, valorizando a escuta e a relação entre professores e alunos. Defendeu ainda que a tecnologia deve reduzir a carga burocrática dos docentes e libertar tempo para o acompanhamento dos estudantes.
O cardeal apelou também à formação de cidadãos capazes de questionar a origem e a credibilidade da informação e de pensar pela própria cabeça.