História de consagração do consagrado da O.H.

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Acabei de ler os passos dessa história vistos pelo próprio que os calcorreou. Chegou-me às mãos em livrinho de 111 páginas. Não o vou copiar. O consagrado vai celebrar amanhã, dia 24. Li a história.

Caminhada original. Sobressai da narrativa que Augusto celebra a vida de pré- e de 50 anos de Irmão hospitaleiro de maneira original e única. Nela pôs a render os excelentes dons recebidos do Senhor por meio da família e da biologia que herdou. Em cada fase da sua vida o Augusto vai mostrando que multiplicou cenários surpreendentes de sua inventiva; e ainda diz que o Aires entra nela por lhe ter aplicado testes psicológicos e participado em mais capítulos gerais. 

Passos firmes e reafirmados. É uma história em que os passos se sucedem, quase sem tropeções, desde o regaço da mãe até aos 50 anos de Irmão de S. João de Deus. As criatividades inovadoras são incontáveis. Talvez metade do conteúdo do livrinho. Tento a primeira lista: Faltam duas reguadas, professora; viu o Papa perto de sua casa; bebeu petróleo; fez testes psicológicos com o valor mais alto do grupo; adolescente, poetizou a sua escola; firmou: SIM, podem contar comigo; músico, mas pouco; espalhou cheiro de vinho, perfume e potássio; devorou o “Princepezinho” numa tarde.

 O Augusto consagrado fez registo há 50 anos: «a minha vida não se vende, não se aluga, não se empresta, dá-se». E a sua vida explodiu em inovações esperadas e incríveis. Tento segunda lista: ganhos de autonomia, 1976-1983; aventuras “Santos”, abriladas, teologadas; profissionalizadas; sopradas de Castela e Roma. Inspiração pressionada por dezenas de influencers, de livros, (20 de Santos), cassetes e CDs musicais. Missões sem conta: universitário e graduações, motorista, catequista, explicador, administrativo e pai adotivo dos Campos de Férias S. João de Deus, pai da Juventude Hospitaleira com mãe Irmã Hospitaleira.

 20 anos de adulto  multioperante de demasiados instrumentos. A veia de criador original e experimentador levaram o Augusto a sobrecarregar-se atividades de invenções suas e a abraçar encargos da Ordem. Tento uma terceira lista: Animador juvenil vocacional; Centro Ricardo Pampuri de Econtros; carro à disposição para as muitas andanças: jornadas hospitaleiras, saídas GIRAP e GIRIVIR, diretor de  o Arauto S. João de Deus, coorganizador dos encontros da JH, (os R’H, N’H, CoReFa, CoReMa, o Eixo, a Roda de Serviço, os Raios, J. Missionários); capitular em Roma e Madrid, mestre de Escoláticos, Postulantes e Superior de 30 Irmãos e administrativo da Casa, hino a JD, 1995: Superior e Diretor, com Obras e mil tarefas em Montemor, guia de visitantes, motorista de emergência, buscador de benfeitores, agente de benfeitora para suas ofertas às Missões por dezena de países, promotor de capela de SJD onde celebra estas Bodas de Oiro, morte do pai e da mãe, Diretor CST, Bodas de Prata, Visita a Moçambique. 

Augusto foi negação de que a vida dos consagrados é formata. Até espanta como sendo tão fora da caixa ou desencaixado, como inventou tantas maneiras novas de ser religioso e assumir cargos de formador, animador vocacional com invenção de modelos. Funcionou em funções de formador, superior e administrativo, mas deu para ele perceber que formar “não era o seu forte…“e que nas funções de superior e administrativo não “tenha ajudado muita gente a ser feliz ou granjeado admiração”.

20 anos de Brasil iniciados em 2001. Encargos institucionais e preparação da sua coroa de criatividade. Ou ainda não? Para mais sintético tento a quarta lista: aprender o Brasil, delegado Provincial e diretor de Casa de Saúde, em S. Paulo, obras sem dinheiro, Comissão de Animação Intercasas, Sede da Delegação, Postulantado, Casa dos Irmãos em Itaipava; logo, Delegado para Divinópolis, diretor do grande HSJD e Superior, “muita areia para a minha camioneta”, professor da Escola Técnica de Enfermagem, MBA em Gestão Hospitalar, festa dos 50 anos, colaborador da “Hospitalidade”.

A coroa da criatividade foi na Aparecida do Taboado sob o lema “pela vida a vida toda”  para  a obra apostólica de hospitalidade, eficiente e informal. Vai a quinta lista: das 14 obras de misericórdia, recuperação de associação antialcoólica, curso de formação para cuidadores, esmoleiros de pedir e dar, o Augusto a receber o título de Cidadão Aparecidense. Durou 15 anos só com Irmãos e voluntários. “Foi o maior pequeno projeto da minha vida”. E tempo de relaxamento no Atlântico antes de iniciar nova criação, o Ponto de Hospitalidade, (Rio Maior) que já começou. Seriam a sexta e a sétima lista de criatividades. Mas acabou-se a página!

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