O físico Carlos Fiolhais defendeu, em Fátima, que o ensino da moral e da ética é «indispensável» na escola, por considerar que a educação deve ir além da transmissão de conhecimentos científicos e contribuir para aprender a viver em conjunto.
O autor de «Deus e a Ciência – Diálogos para a Salvação do Mundo» participou num encontro de Educação Moral e Religiosa Católica e afirmou que, embora se considere agnóstico, cresceu num ambiente católico e partilha com a Igreja valores como o respeito e o cuidado pelo próximo.
Carlos Fiolhais destacou também a importância da reflexão ética perante desafios contemporâneos como as alterações climáticas, a inteligência artificial e as biotecnologias. «Temos de saber distinguir o bem do mal, e isso vai muito para além da ciência», sublinhou.
O físico afirmou ainda que os ensinamentos da Igreja ajudam a compreender estes desafios e destacou os contributos do Papa Francisco e do Papa Leão XIV para o diálogo entre ciência e religião. Para Carlos Fiolhais, mesmo os não crentes devem escutar estas vozes, num mundo marcado por divisões políticas, ideológicas e religiosas.