Rumo a uma Igreja sinodal, ministerial e missionária (II)

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No dia da Igreja Diocesana – domingo, 4 de outubro – foram apresentadas, pelo nosso Bispo, as linhas de força da Carta Pastoral, e dados a conhecer os Objetivos Programáticos que vão guiar a nossa Diocese no quadriénio de 2026 a 2030. 

Sob o lema inspirador “A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum” (1Cor 12,7), o Projeto Pastoral Diocesano convida todo o batizado a participar corresponsavelmente na sua realização, pondo ao serviço da Comunidade os talentos que Deus lhe deu. 

O grande propósito deste caminho é claro: construir comunidades sinodais, ministeriais e missionárias. Para isso, o Projeto Pastoral assume duas prioridades, em continuidade com o anterior: a renovação da Pastoral do Batismo e a implementação dos Ministérios Batismais Laicais.

1. O grande objetivo – viver o Batismo em Igreja sinodal – assenta na premissa de que este Sacramento é a raiz de todas as vocações e o fundamento da vida cristã. A meta é a  todos desafiar, em especial as leigas e os leigos, para que assumam a sua missão no mundo e na Igreja, e esta promova o discernimento dos ministérios laicais (instituídos ou não) que ajudem a transformar a realidade social e a renovar a vida das comunidades com o espírito do Evangelho.

2. Quatro anos para anunciar, celebrar, cuidar e comemorar! O caminho pastoral dos próximos quatro anos (organizado no modelo 3+1) foca-se nas três grandes dimensões (profética, litúrgica e caritativa) da vida e missão da Igreja, dedicando-se esta, no quarto e último ano, a fazer memória dos Padroeiros da Diocese e a avaliar o percurso do Projeto Pastoral que agora começa.

2.1 No primeiro ano (2026/27), inspirando-nos no mandato do Senhor “Ide e anunciai” (Mc 16,15), procuraremos rever, melhorar e inovar na forma de servir o Evangelho. O foco vai centrar-se no acolhimento da nova proposta catequética, na organização de itinerários formativos, na criação de Equipas de Pastoral do Batismo e na implementação dos ministérios batismais laicais do Leitor e do Catequista.

2.2. No segundo ano (2027/28), acolhendo o convite do Senhor que nos exorta a “adorar a Deus em espírito e verdade” (Jo 4,23), trabalharemos para que as celebrações litúrgicas sejam verdadeiras experiências da Fé, capazes de inspirar respostas coerentes de vida. Nesse ano, refletiremos sobre a implementação do ministério de Acólito em articulação com outros ministérios; faremos a evocação do centenário do nascimento do P. Carlos Silva – que nos legou um precioso tesouro de música litúrgica; recordaremos a passagem do 3º Centenário do “Milagre do Maio” – que deu origem ao Santuário do Senhor Jesus dos Milagres – e os 440 anos do “Milagre de Susana Dias” que impulsionou a construção do Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria, hoje a precisar de urgente restauro, devido à devastação provocada pela tempestade Kristin.

2.3. No terceiro ano (2028/29), seguindo o exemplo do Senhor – “Ele passou fazendo o bem” (Act 10,38) – cuidaremos  especialmente dos dons e carismas presentes nas comunidades para o serviço os Irmãos mais frágeis. O objetivo será articular, num projeto comum, os diferentes agentes do setor sócio-caritativo da Diocese e discernir quais serão os ministérios laicais necessários à sua organização, tendo em conta as carências sociais do território da Diocese.

2.4. No quarto ano (2029/30), recordando as palavras do Senhor – “Eu estou sempre convosco”(Mt 28,20) -, dedicaremos o último ano à avaliação do quadriénio, perspetivando novas metas, e, em Ano Jubilar, faremos memória dos nossos Padroeiros, evocando os 1600 anos da morte de Santo Agostinho e o Centenário do reconhecimento canónico das Aparições de Fátima, como “dignas de crédito”, por D. José Alves Correia da Silva, primeiro Bispo da Diocese restaurada.

3. Caminhar Juntos!… Para que este Projeto possa cumprir a sua missão, ele precisará do contributo do maior número possível de membros das nossas comunidades. De forma criativa e articulada, segundo os dons concedidos pelos Espírito Santo a cada discípulo do Senhor e de acordo com os diversos níveis de ação pastoral da Igreja Diocesana, iremos:

3.1. ao nível Diocesano – definir linhas comuns de ação, formar agentes para os diversos sectores pastorais, lançar novos processos para envolver e articular melhor instituições e serviços, congregações religiosas e novas comunidades, movimentos e grupos eclesiais na missão da Igreja Diocesana;

3.2. ao nível Vicarial – concretizar as orientações diocesanas para os seus diferentes territórios sócio-culturais, tendo em conta os meios humanos e materiais disponíveis, valorizar os dinamismos pastorais locais e apoiar as suas iniciativas em reposta a novas situações;

3.3. ao nível das Unidades Pastorais/Paróquias – executar as ações programadas para os diversos âmbitos pastorais e incentivar outras que possam servir as comunidades, sobretudo na evangelização e no serviço aos irmãos  mais fragilizados.

Eis o convite do nosso Bispo para os próximos quatro anos, lançado a toda a Comunidade diocesana, para que redescubra a beleza do Batismo e caminhe unida na missão que lhe foi confiada pelo Senhor Ressuscitado.

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