O simpósio sobre a educação e a escola em Portugal, realizado em Fátima, terminou a 3 de outubro com a apresentação de quatro atitudes para uma nova «cartografia educativa»: ampliar a capacidade de escuta, educar o olhar, criar caminhos de esperança e acreditar na potencialidade de cada pessoa.
Pedro Valinho Gomes, decano da Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Lille, em França, defendeu uma educação que ajude a abrandar o ritmo e crie espaços onde seja possível escutar «sem pressa, sem avaliação, com atenção e cuidado».
O teólogo propôs também a «oftalmosofia», uma sabedoria do olhar capaz de ultrapassar evidências, antagonismos e polarizações, reconhecendo em cada pessoa «alguém com lugar na nossa história».
Perante a desesperança, o medo e os desafios relacionados com a saúde mental, apontou ainda a necessidade de oferecer «mediações de esperança a cada jovem». A quarta atitude passa por «habitar o limiar», educando para permanecer diante das questões sem procurar respostas imediatas e para «ousar acreditar na potencialidade de cada pessoa humana».
O encontro encerrou com um apelo dos responsáveis da Educação Cristã à «construção de sonhos» confiada aos educadores.