Donativos

DATANomeDestinoValor
26/2Arnaldo FebraRede25,00€
14/2DesconhecidoRede25,00€
6/2Josefa AlvesRede25,00€
7/2Francisco PintoLaudate20,00€
8/2DesconhecidoRede50,00€
3/2Ana e Luís BarataLaudate20,00€
2/2DesconhecidoRede25,00€
1/2Catarina SilvaRede100,00€
31/1DesconhecidoRede10,00€
31/1DesconhecidoLaudate30,00€
29/1José Manuel MoreiraRede50,00€
29/1DesconhecidoLaudate10,00€
27/01M Rita Azinheiro NetoRede10,00€
23/1M Celeste CecílioRede100,00€
21/1DesconhecidoRede50,00€
16/1DesconhecidoLaudate20,00€
18/1DesconhecidoLaudate10,00€
9/1Jacinta SantosRede25,00€
ENTREGUE VVV
10/1Graça Mota30,00€
7/1DesconhecidoRede80,00€
6/1DesconhecidoLaudate20,00€
5/1DesconhecidoLaudate20,00€
2/1José RoqueRede40,00€
28/12AnónimoRede25,00€
30/12DesconhecidoRede100,00€
19/12Maria da Graça e Carlos FernandesRede20,00€
11/11Marco Canelas10,00€
4/11Lucilia FerreiraRede15,00€
15/12Mª José Silva30,00€
15/12Fernando Rosas30,00€
12/12Isabel RabaçoLaudate20,00€
10/12M. Cecília VazRede10,00€
9/12Nelson MarquesRede20,00€
8/12Alvaro JerónimoRede50,00€
8/12Maria Eugénia MarquesRede20,00€
7/12DesconhecidoRede10,00€
17/11Filipe Pereira10,00€
26/11Margarida Monte20,00€
2/12António Pinto10,00€
27/11Legião de MariaRede20,00€
26/11Manuel PrataLaudate20,00€
25/11DesconhecidoRede20,00€
26/11Anónimo da Diocese do AlgarveLaudate20,00€
24/11DesconhecidoLaudate10,00€
21/11João CostaLaudate25,00€
23/11DesconhecidoLaudate25,00€
19/11DesconhecidoRede10,00€
17/11DesconhecidoRede450,00€
12/11Américo SabinoRede25,00€
25/10Carlos VieiraRede20,00€
25/9Arelindo FarinhaLaudate40,00€
6/10Lucilia FerreiraRede15,00€
9/10DesconhecidoLaudate10,00€
25/10DesconhecidoLaudate20,00€
27/10DesconhecidoLaudate15,00€
20/10Manuel Carvalho20,00€
20/10Fernando Rosas30,00€
10/9Maria Fátima Dinis5,00€
16/10AnónimoRede20,00€
14/9Anónimo da Boa VistaRede20,00€
20/9Carolina Maian/a5,00€
23/9DesconhecidoRede20,00€
17/9DesconhecidoRede80,00€
4/8Lucília FerreiraRede21,00€
14/9Jéssica Rodriguesrede2,00€
28/7AlfaOmega ltdn/a50,00€
26/7Celeste Ferreiran/a25,00€
12/7Gonçalo Pereiran/a30,00€
6/7Lucília FerreiraRede15,00€
9/6Vitor Casan/a10,00€
6/5Lucília FerreiraRede15,00€
30/8DesconhecidoLaudate20,00€
1/9Maria do Céu LucasRede35,00€
18/8Maria MorgadoRede10,00€
8/8DesconhecidoRede20,00€
23/8DesconhecidoRede10,00€
24/8DesconhecidoRede10,00€
1/8Paulo Santosn/a30,00€
4/8DesconhecidoRede10,00€
31/7António Lameirorede20,00€
26/7DesconhecidoRede10,00€
22/7Celeste CecilioRede100,00€
19/7DesconhecidoRede30,00€
15/7Marlene Batistan/a20,00€
11/7Francisco Cardoson/a20,00€
30/6Vítor HenriquesRede50,00€
30/6José GuedesRede15,00€
22/6DesconhecidoRede150,00€
9/6Ramiro SantosRede50,00€
10/6DesconhecidoRede10,00€
8/6DesconhecidoRede40,00€
8/6Amândio LopesLaudate35,00€
5/6Daniel TeixeiraLaudate10,00€
2/6José FirminoLaudate20,00€
29/5DesconhecidoRede15,00€
23/5Francisco CardosoRede20,00€
23/5Maria Graça CarreiraRede20,00€
16/4António Teixeiran/a15,00€
7/4Lucília FerreiraRede15,00€
9/5José C GonçalvesLaudate20,00€
11/5DesconhecidoRede10,00€
17/4Pe. Joaquim J JoãoRede30,00€
11/4DesconhecidoRede25,00€
10/4Francisco MoreiraRede20,00€
6/3Lucília FerreiraRede15,00€
6/3Ana Carolinan/a40,00€
4/4DesconhecidoRede20,00€
25/3DesconhecidoRede15,00€
14/3Virgílio GordoRede10,00€
13/3Ir. S. José ClunyRede30,00€
5/2Lucília FerreiraRede15,00€
10/3António OliveiraRede20,00€
3/3José FirminoLaudate10,00€
21/2José HenriquesRede20,00€
28/1António Farian/a10,00€
8/1Lucília FerreiraRede15,00€
7/1Fernando Rosasn/a30,00€
19/2Rita AzinheiroRede10,00€
19/2Legião de MariaRede20,00€
6/2Celeste CecílioRede100,00€
27/1Josefa AlvesRede25,00€
30/1DesconhecidoRede20,00€
23/1CelesteRede50,00€
19/1DesconhecidoRede30,00€
16/1Samuel AlmeidaLaudate9,23€
15/1DesconhecidoRede50,00€
13/1Jacinta SantosRede20,00€
2/1António MonteiroRede20,00€
28/12Palmira GaioLaudate20,00€
24/12Francisco PintoLaudate20,00€
14/12Maria Eugénia MarquesRede20,00€
13/12Aguinaldo NevesLaudate20,00€
31/12Artur Pereira Gomesn/a20,00€
24/12Alberto Antunesn/a25,00€
32/12Luis Lopesn/a10,00€
18/12Manuel Pratasn/a20,00€
13/12Jose Guedesn/a10,00€
10/12Cecilia Vazn/a10,00€
9/12Lucilia Ferreiran/a15,00€
9/12Agostinho Franciscon/a10,00€
7/12AlfaOmega ltdn/a25,09€
13/1António Santosn/a20,00€

DIOCESE

Quinta-feira, 5 Março, 2026

Retiro Popular ’26, tema 4:

TEMA 4
SUSTENTADOS PELA PALAVRA

Acolhimento e saudação entre os participantes

Cântico inicial (sugestão)

O templo de Deus é santo, o templo de Deus é santo,
e vós sois esse templo, e vós sois esse templo.

Não sabeis que sois templos de Deus,
e que o Espírito de Deus habita em vós?

Saudação e oração inicial

[Orientador] Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

[Todos] Ámen

[O] O Senhor ensina-me o que devo dizer.

[T] Cada manhã, Ele desperta os meus ouvidos. 

[O] Confiantes na presença de Deus, que nos abre os ouvidos, rezemos juntos! 

[T] Vem Espírito Santo, enche-me da Tua graça, abre os meus ouvidos; unge os meus lábios; ilumina a minha mente e o meu coração. Instrui-me, Senhor, segundo a Tua vontade e dá-me a alegria de Te amar e de Te servir. Ámen

1º Passo: «Lectio»
(leitura orante da Palavra)

– sentados

[O] Em silêncio e em oração, escutemos e acolhamos a Palavra que nos é oferecida. 

[Leitor 1] Do livro de Isaías: «Discípulos que escutam» (Is 50,4-11)

4«O Senhor DEUS ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados. Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu aprenda como os discípulos. 5O Senhor DEUS abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei. 6Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam. 7Mas o Senhor DEUS veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria envergonhado. 8O meu defensor está junto de mim. Quem ousará levantar-me um processo? Compareçamos juntos diante do juiz! Apresente-se quem tiver qualquer coisa contra mim. 9O Senhor DEUS vem em meu auxílio; quem ousará condenar-me? Cairão todos esfrangalhados, como roupa velha, roída pela traça.» 10Quem dentre vós teme o SENHOR e escuta a voz do seu servo? Mesmo que caminhe nas trevas, privado de luz, confie no nome do SENHOR e firme-se sobre o seu Deus. 11Mas quanto a vós, que ateais o fogo, que preparais setas incendiárias, caireis nas chamas do vosso próprio fogo, por entre as setas que inflamastes. Assim vos tratará a minha mão, e haveis de jazer nos vossos tormentos». Palavra do Senhor!

[Leitor 2] Para ajudar a compreender o texto 

No texto de Isaías 50,4-11 o Servo do Senhor escuta, aprende e cumpre fielmente a vontade de Deus. É chamado a comunicar palavras de alento aos desanimados, a enfrentar a adversidade com coragem e a permanecer firme diante da injustiça e da violência. O Servo não se deixa abater pelo sofrimento ou pelo ultraje; confia plenamente na presença e na proteção do Senhor. Para nós, cristãos, este texto aponta-nos Jesus, o Servo do Senhor, que nos dá exemplo de obediência, paciência e confiança em Deus. Ele mostra-nos que o ministério dos fiéis, o serviço na Igreja, a vocação que nos é confiada, exige escuta atenta de Deus, coragem diante das dificuldades e firmeza na fé. Mesmo quando enfrentamos dificuldades, oposição ou injustiça, somos convidados a permanecer fiéis, confiantes de que Deus é o nosso defensor e a nossa fortaleza. O texto encoraja-nos a exercer os ministérios que nos foram confiados com dedicação e esperança, e a aprender que a fidelidade a Deus produz a justiça e torna-nos luz, mesmo nas situações mais adversas.

[O] Ainda neste 1º momento da Lectio Divina, voltemos a ler, em silêncio, o texto de Isaías (se possível, usemos a nossa Bíblia). Deixemos a palavra impregnar-se na mente e entrar no coração. Coloquemos a nossa imaginação em ação. Como é o servo atento à Palavra? O que Ele espera de Deus? Se possível, sublinhemos o que mais nos chama a atenção. (máx. 3 min.)

2º Passo: «Meditatio»
(Meditação pessoal da Palavra)

[O] Este 2º passo ajudar-nos-á a colocar a Palavra na nossa vida. É o momento de dialogarmos com aquilo que o texto nos está a dizer pessoalmente. Procure perceber o que o texto «lhe» diz concretamente. A partir dos versículos e das perguntas que são aqui propostas respondamos intimamente à pergunta: o que me diz o texto? (máx. 2/3 min. para cada reflexão) 

«O Senhor DEUS ensinou-me … desperta os meus ouvidos… abriu-me os ouvidos…» 

O Servo reconhece que a iniciativa é sempre de Deus. É Ele quem instrui, desperta, forma e abre os ouvidos. Não se trata de falar por conta própria, mas de deixar que Deus eduque o coração. Também nós precisamos desta docilidade para escutar cada manhã, para nos deixarmos formar na oração, na liturgia e na vida. 

Escuto a Palavra diariamente ou deixo que outras vozes (ansiedade, pressa, opiniões, etc.) determinem o que digo e faço? Peço ao Senhor, cada manhã, que abra os meus ouvidos e o meu coração para ser Seu discípulo? Tenho deixado Deus instruir-me no que devo dizer? Tem sido Ele a orientar os meus gestos e atitudes? 

«Eu não resisti, nem recusei»

O Servo é obediente e está completamente entregue nas mãos do Senhor. Ele não só escuta. Ele acolhe e corresponde. Mesmo se a missão é exigente, ele não foge. A vida cristã pede-nos esta coragem humilde de dizer “sim” à voz de Deus, sem reticências e receios. 

Como reajo quando Deus me pede algo difícil? Tenho resistências interiores à vontade de Deus? Há situações concretas nas quais sei o que Deus me pede, mas adio, recuso ou fujo? 

«Aos que me batiam apresentei as espáduas… não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam»

O Servo aceita a perseguição, não por fraqueza, mas por fidelidade. A mansidão e a não violência tornam-se testemunho. É uma entrega confiante, semelhante a Cristo. Também nós enfrentamos humilhações e rejeições quando procuramos ser fiéis ao Evangelho. 

Como respondo às agressões, críticas injustas ou faltas de compreensão? Recorro à violência, ao ressentimento, à fuga? Procuro permanecer firme, com paciência e mansidão, a confiar no Senhor?

«O Senhor DEUS veio em meu auxílio… o meu defensor está junto de mim»

A força do Servo não vem de si, mas de Deus. Por isso ele não teme, não se envergonha, não se deixa vencer pelo mal. A presença de Deus é defesa, justiça e amparo. Esta é também a nossa segurança: não estamos sozinhos.

Confio realmente que Deus está ao meu lado nas dificuldades? Deixo-me dominar pelo medo, pela autossuficiência ou pelo desânimo? Nos momentos de injustiça, lembro-me de que Deus é o meu defensor?

«Mesmo que caminhe nas trevas, privado de luz, confie no nome do SENHOR»

A fé é posta à prova, quando faltam certezas, quando não há respostas. O convite é para confiar mesmo quando não vemos o caminho. É nessa confiança que cresce a maturidade espiritual.

Como reajo nos momentos de escuridão espiritual, incerteza ou sofrimento? Confio no Senhor mesmo sem compreender tudo? Deixo-me levar pelo medo? Apoio-me em Deus com total confiança? 

«… a vós, que ateais o fogo… caireis nas chamas do vosso próprio fogo»

O texto termina com um aviso: quem recusa confiar em Deus e prefere criar as suas próprias “luzes” e viver na autossuficiência, no egoísmo, na manipulação e no pecado, acaba preso nas consequências das próprias escolhas.

Tenho procurado iluminar o meu caminho com “luzes próprias” (orgulho, teimosia, vícios, soluções fáceis, etc.)? Reconheço que há ‘caminhos que são só meus’ e que me “queimam”? Estou disposto a converter-me e a regressar à confiança humilde no Senhor que me amou e que me chamou ao Seu Serviço? 

3º Passo: «Oratio»
(«Oração pessoal», a partir da Palavra)

[O] Neste 3º passo da Lectio Divina, depois de termos dialogado com a Palavra, dialogamos agora com o Senhor através da Palavra. Louvemos a Deus pelo dom desta Palavra, por aquilo que, em concreto, é descrito nesta passagem bíblica e por aquilo que Deus falou pessoalmente com cada um. Primeiramente, em silêncio, louvemos o Senhor por aquilo que este texto significa, segundo a nossa compreensão imediata. Podemos rever os versículos sublinhados por nós, ou as palavras que achámos mais importantes e, no nosso íntimo, agradeçamos ao Senhor por aquilo que Ele nos disse. (máx. 2 min.) 

[O] Agora louvemos juntos: 

[T] Senhor meu Deus, Tu que despertas cada manhã os meus ouvidos para que eu escute como um discípulo, ensina-me a acolher a Tua Palavra com docilidade e coragem. Dá-me um coração que não recua, mesmo quando chegam as afrontas, as dúvidas e o desânimo. Que eu saiba oferecer o rosto ao vento das provações sem perder a confiança no Teu amor que sustenta. Tu és Aquele que me justifica, por isso não temo quem me acusa. Sê minha luz, quando a noite parece mais densa; sê meu amparo, quando as minhas forças fraquejam. Concede-me, Senhor, a firmeza do Servo fiel, que não vive por si mesmo, mas por Ti. Que a Tua mão me conduza, que a Tua voz me desperte, e que, sustentado por Ti, eu caminhe na obediência, na confiança e na esperança. Ámen.

4º Passo: «Contemplatio»
(«Contemplar», para colocar a Palavra na vida)

[O] Este 4º passo da Lectio Divina leva-nos à adoração. Contemplemos o Senhor através da Palavra. Se possível, fechemos os nossos olhos e coloquemo-nos diante d’Ele. Escutemos o Senhor que nos fala: «Eu desperto os teus ouvidos. Sê meu discípulo. Eu cuido de ti». Passemos os olhos pelas palavras e frases sublinhadas e relembremos a nossa meditação em louvor e adoração ([silêncio] máx. 2 min.) 

5º Passo: «Actio»
(«Ação», cumprir a Palavra)

[O] Este 5º e último momento da Lectio Divina requer que, depois de termos discernido onde, na vida, podemos aplicar a Palavra que escutámos, tenhamos em mente ações concretas que podemos cumprir ou, de hoje em diante, passar a cumprir. Como sugestão, cada um reveja onde pensou que poderia aplicar a Palavra, pense numa ação a realizar ou os frutos que precisa dar e, se possível, escreva. (máx. 2 min)

Momentos finais

– Partilha 

[O] Partilhemos, agora, o que nos disse pessoalmente a Palavra de Deus. Partilhemos, acima de tudo, algo que possa servir para o bem de todos. 

Sugestão: Cada um pode dizer a palavra ou frase que mais o interpelou; ou partilhar espontaneamente, de modo breve, algo do que mais o tocou na meditação da Palavra; ou ainda, se se sentir impelido a isso, partilhar onde pensa que pode concretamente inserir e viver a mensagem desta Palavra ou que fruto o Senhor pede que eu dê de hoje em diante.

– Oração final 

[O] A partir do que escutámos e vivemos neste tempo de meditação da Palavra de Deus, de pé, rezemos juntos a oração composta pelo Papa Francisco para o Jubileu do Ano Santo: 

[T] Senhor nosso Deus, a Vós elevamos o nosso coração.  Vós que cada manhã abris os ouvidos do vosso Servo, abri também o nosso, para que saibamos escutar a vossa Palavra. Tornai-nos firmes na fé, quando as provações nos cercam. Quando o cansaço nos desanima, recordai-nos que sois Vós quem nos ampara.Fortalecei em nós a coragem do Servo obediente, para que não recuemos diante das dificuldades. Fazei-nos caminhar na confiança. Ensinai-nos a acolher o dom do vosso amor. Ajudai-nos a sermos unidos, perseverantes e generosos, para que, iluminados pela vossa Palavra,  possamos viver como discípulos fiéis.  A vós, Deus fiel, entregamos o que somos e temos. Ámen.

– Cântico final (sugestão)

1. Quero ouvir teu apelo, Senhor, / e ao teu convite de amor responder;
na alegria Te quero servir / e anunciar o teu reino de amor.

E pelo mundo eu vou, / cantando o teu amor,
pois disponível estou / para servir-Te, Senhor. (2x)

2. Dia a dia a tua graça me dás / nela se apoia o meu caminhar;
se estás a meu lado, Senhor, / o que então poderei eu temer.

– Sinal da Cruz 

[O] O Senhor nos abençoe + nos livre de todo o mal + e nos conduza à vida eterna +

[T] Ámen. 

No seguimento deste encontro, procure cada um dedicar algum tempo, num ou mais dias da semana, para retomar a meditação da Palavra de Deus e nela encontrar a luz e a força de Deus para a vida no dia-a-dia. Pode-se também propor um gesto ou iniciativa comunitária. Sugestão: Escreva numa folha o versículo que mais tocou o seu coração e coloque-o num lugar de destaque, em casa ou no local de trabalho, onde várias vezes o possa ler novamente e a partir dele fazer a sua oração.

GIC!autor
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# Lectio Divina, # Rede2, # Retiro Popular, # Tema de Estudo
Quinta-feira, 5 Março, 2026

Jovens da Diocese também vão participar na Peregrinação Diocesana

No próximo dia 21 de março, a nossa Diocese vai mobilizar-se para mais uma Peregrinação Diocesana a Fátima. À semelhança do ano passado, os peregrinos são convidados a colocarem-se a caminho a partir de diversos pontos de envio e bênção: Boleiros, Chainça, Loureira, Atouguia e S. mamede. 

Para os jovens da nossa diocese o ponto de encontro será o Santuário de Nossa Senhora do Fetal. É dali que partem a pé rumo à Cova da Iria.

Ao longo desta caminhada, os jovens serão convidados a descobrir a história e a mensagem que sustentam as três partes do “Segredo de Fátima”. Mais do que um acontecimento histórico, o Segredo será apresentado através do olhar da Irmã Lúcia, cujo testemunho de vida se revela hoje como uma mensagem de esperança para o mundo e, especificamente, para as novas gerações.

À chegada ao Santuário de Fátima, os jovens integrar-se-ão no programa geral da peregrinação, unindo-se à restante comunidade na oração do terço na Capelinha das Aparições e na procissão até à Basílica da Santíssima Trindade, onde será celebrada a Eucaristia. 

No entanto, este dia culminará para os jovens com um programa um pouco diferente: enquanto a generalidade dos peregrinos é convidada a assistir à oratória “Fátima, sinal de Esperança para a Humanidade”, os jovens reunir-se-ão na sala João Paulo II, no Centro Pastoral Paulo VI num momento de convívio, partilha e oração, encerrando um dia em que se procurará atualizar a mensagem de Fátima no coração de cada jovem peregrino.

Data:

21 de março de 2026

Programa:

09h00 Concentração e acolhimento
10h15 Peregrinação a pé até ao Santuário de Fátima
13h00 Almoço volante
Depois, integramo-nos no programa geral da Peregrinação Diocesana:
14h00 Chegada à Capelinha das Aparições e oração do terço
14h45 Procissão com a imagem de N.ª Sr.ª de Fátima desde a Capelinha até à Basílica da SS.ma Trindade
15h00 Missa na Basílica da SS.ma Trindade
16h15 Momento de encontro e convívio para os jovens (local a indicar)
Ao mesmo tempo, o programa geral da Diocese propõe assistir à oratória “Fátima, sinal de esperança para a Humanidade”, no Auditório do Centro Pastoral Paulo VI)

Informações:

  • Ponto de encontro: Santuário de Nossa Senhora do Fetal (Reguengo do Fetal) [https://maps.app.goo.gl/32SN8z3gdpcufq3Z8]
  • Destinatários: jovens a partir dos 15 anos (inclui 10º ano de catequese)
  • Não há necessidade de nenhum pagamento de inscrição
  • Cada peregrino deve trazer o seu almoço (almoço volante)
  • Percurso de peregrinação a pé de cerca de 9km (2h de caminhada)
  • A inscrição pode ser de grupo ou individual

Inscrições:

forms.gle/L1DCBjzdkhqq9hZP9

Data limite para a inscrição: 14 de março de 2026

Serviço Dioc. Pastoral Juvenil (SDPJ)!autor
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# Destaque, # News_Media, # Peregrinação Diocesana, # Rede1
Quinta-feira, 5 Março, 2026

Desafios do acompanhamento e da comunicação do Evangelho aos jovens em mais uma sessão de formação ‘AGORA’

O Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) promoveu no passado sábado mais uma sessão da proposta de formação “AGORA”, destinada a agentes de pastoral juvenil. Depois do cancelamento da sessão prevista para o dia 7 de fevereiro, este encontro, focou-se no acompanhamento e discernimento espiritual, e na comunicação do Evangelho junto dos jovens de hoje.

Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: Desafios-do-acompanhamento-e-da-comunicacao-do-Evangelho-irma-Goreti-Faneca.jpg

Para abordar a temática do acompanhamento espiritual, o SDPJ convidou a irmã Goreti Faneca, das irmãs Doroteias. Com uma vasta experiência e uma rara sensibilidade para intuir os anseios juvenis, a irmã Goreti partilhou estratégias de acompanhamento, sublinhando a necessidade de uma atenção constante aos sinais de abertura à vida espiritual por parte dos jovens. Segundo a oradora, a esta abertura deve corresponder, por parte dos animadores, uma resposta pautada pela inteligência, sensibilidade e, sobretudo, coerência de vida.

Após o intervalo, a palavra foi dada ao padre Samuel Beirão, jesuíta. A partir de um estudo realizado pelos jesuítas em Portugal sobre jovens entre os 25 e os 35 anos, o padre Samuel desafiou os agentes de pastoral a colocarem-se do “lado de lá” para compreenderem que muitas propostas atuais não respondem às reais questões e inquietações dos jovens. Identificou dois elementos essenciais que os jovens procuram na Igreja: o sentido de uma comunidade acolhedora com identidade definida e propostas espiritualmente relevantes com linguagem acessível.

Dada a forte e dinâmica presença dos jesuítas no mundo digital, o orador apontou ainda o uso destes meios como uma oportunidade indispensável para estar onde os jovens estão. O encontro terminou com o apelo a cinco palavras-chave para a ação pastoral: verdade, caridade, escuta, testemunho e oração. Foi uma manhã rica em aprendizagens e partilhas que saíram reforçadas pelas experiências reais, servindo de inspiração para o trabalho diário com os jovens da nossa diocese.

A terceira e última sessão desta jornada tripla está prevista para o dia 28 de março e contará com a presença do padre Rui Alberto, salesiano, sobre as dinâmicas e desafios da Pastoral Juvenil.

Serviço Dioc. Pastoral Juvenil (SDPJ)!autor
Link: https://lefa.pt/?p=76205
# Formação, # Rede2, # Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ)
Quinta-feira, 5 Março, 2026

Abraça a Cruz: Via Sacra diocesana para jovens na Caranguejeira

No próximo sábado, dia 7 de março, pelas 20h30, os jovens da nossa Diocese são convidados a reunir-se na Igreja Paroquial da Caranguejeira para a celebração da Via Sacra Diocesana. Esta iniciativa, promovida anualmente pelo Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ), desafia em cada Quaresma uma vigararia diferente a dinamizar um momento de oração e reflexão feito de jovens para jovens. 

Sob o mote “Abraça a Cruz”, a celebração deste ano vai procurar iluminar as consequências da tempestade Kristin com a luz que nos pode vir da paixão de Cristo. 

Esta proposta enquadra-se na dinamização da presença da réplica da Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) que, ao longo deste ano, percorre a vigararia das Colmeias. Este será mais um meio para a juventude de Leiria-Fátima se colocar a caminho, meditando na Paixão de Cristo através de uma linguagem e dinâmica próximas da realidade dos jovens atuais. A organização convida todos os grupos de jovens, crismandos e animadores a estarem presentes nesta manifestação de fé que marca o caminho quaresmal na nossa diocese.

Serviço Dioc. Pastoral Juvenil (SDPJ)!autor
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# Quaresma, # Rede1, # Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ), # Via Sacra
Quinta-feira, 5 Março, 2026

Campanha da Cáritas de Leiria para vítimas da tempestade Kristin angariou mais de 1,8 milhões de euros

A campanha de angariação de fundos promovida pela Cáritas Diocesana de Leiria para apoiar as vítimas da tempestade Kristin terminou a 28 de fevereiro de 2026, tendo registado um total de 1.837.784,54 euros angariados durante o período oficial da iniciativa.

A recolha de donativos foi realizada com autorização do Ministério da Administração Interna e teve como objetivo apoiar as populações afetadas pelos danos provocados pela tempestade que atingiu diversas comunidades da Diocese de Leiria-Fátima.

De acordo com a Cáritas Diocesana de Leiria, após o encerramento formal da campanha continuam a chegar contributos voluntários por parte de empresas e de benfeitores particulares, sinal do espírito de solidariedade manifestado pela sociedade civil.

A instituição refere que, em breve, será divulgado o montante adicional que venha a ser confiado para este fim.

A Cáritas Diocesana de Leiria agradece a todos os que já contribuíram para esta iniciativa solidária, sublinhando que o apoio recebido tem permitido prestar ajuda às populações afetadas pela tempestade Kristin.

GIC!autor
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# Cáritas, # Kristin, # Rede1
Quarta-feira, 4 Março, 2026

Oratória sobre Fátima é destaque na peregrinação diocesana

A Peregrinação Diocesana ao Santuário de Fátima realiza-se no sábado, 21 de março, quinto domingo da Quaresma, reunindo as comunidades da Diocese de Leiria-Fátima em tempo marcado pela recente devastação provocada pela Tempestade Kristin.

Um dos destaques do programa será, na parte da tarde, após a celebração da Eucaristia, a apresentação da oratória “Fátima, sinal de Esperança para a Humanidade”, da autoria do padre António Cartageno, com execução pelo Conservatório de Música e Artes do Centro. O concerto terá lugar no auditório do Centro Pastoral Paulo VI.

Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: Oratoria-sobre-Fatima-e-destaque-da-peregrinacao-diocesana.jpg

Numa mensagem dirigida às comunidades, o vigário-geral, padre Manuel Armindo Janeiro, convida à participação, sublinhando o contexto particular em que este ano se realiza a peregrinação. Recorda que, “nestes dias de desolação”, causados pela tempestade que atingiu a maioria das comunidades, a Diocese é chamada a peregrinar à “Casa da Mãe”, lugar escolhido por Nossa Senhora para se manifestar e onde continua a acolher e reconfortar os fiéis.

Refere que, nesta peregrinação, serão levadas “as preocupações e dificuldades” das comunidades, bem como a memória de todos os que sofrem com as guerras, a fome e outras injustiças. Ao mesmo tempo, convida a dar graças a Deus pela ajuda recebida nos últimos tempos, destacando a disponibilidade de tantas pessoas que ofereceram tempo, competência e bens materiais para apoiar quem mais precisava.

A apresentação da oratória pretende, assim, reforçar o sentido espiritual e comunitário da peregrinação, propondo, através da música e da palavra, uma reflexão sobre Fátima como sinal de esperança para a Humanidade.

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# Peregrinação Diocesana, # Rede2
Terça-feira, 3 Março, 2026

Cáritas diocesana assinala semana nacional sem peditório de rua

Cáritas Diocesana de Leiria informa que decorre entre os dias 1 e 8 de março de 2026 a Semana Nacional da Cáritas, iniciativa anual de sensibilização e solidariedade promovida em todo o país.

Este ano, porém, a instituição não realizará o habitual peditório de rua, devido à situação excecional que afeta o território da Diocese de Leiria-Fátima. A área diocesana foi gravemente atingida pela tempestade Kristin, circunstância que, segundo a instituição, exige uma resposta adequada à dimensão dos danos verificados. Neste contexto, a Cáritas admite que a não realização do peditório de rua terá um impacto financeiro significativo na sua atividade.

Ofertórios consignados

No entanto, os ofertórios que se realizam na celebrações dominicais e vespertinas do próximo fim de semana assumem particular relevância para a sustentação da Cáritas Diocesana de Leiria que, durante o mês de fevereiro, suportou as despesas logísticas associadas à operação de resposta às vítimas da tempestade.

As verbas angariadas nos ofertórios vão continuar a permitir apoiar famílias em situação de maior vulnerabilidade, nomeadamente através do pagamento de despesas, da aquisição de medicamentos e de outros apoios considerados essenciais. A sua redução deverá refletir-se na capacidade de resposta da instituição ao longo do presente ano.

A Cáritas Diocesana de Leiria apela, por isso, às comunidades paroquiais para que promovam a sensibilização dos fiéis para o ofertório, destacando que cada contributo se destina diretamente ao apoio das famílias mais necessitadas da Diocese neste momento de especial fragilidade.

A instituição informa ainda que as suas instalações na Praia do Pedrógão sofreram danos severos na sequência da tempestade, o que implicará um investimento elevado para a sua recuperação. A Cáritas Diocesana de Leiria assegura, contudo, que nenhuma verba do fundo de emergência será destinada à reabilitação das instalações ou a qualquer outro fim que não seja o apoio direto às famílias afetadas pela tempestade. A recuperação do espaço será tratada de forma autónoma.

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# Cáritas, # Destaque, # Evento, # News_Media, # Rede2, # Semana Cáritas
Segunda-feira, 2 Março, 2026

Agrupamento 1226 da Bajouca celebra dia de Baden-Powell e assinala 25 anos de existência

Este domingo, dia 1 de março, foi dedicado à celebração de Baden-Powell, num momento de especial significado para o Agrupamento 1226 da Bajouca , que em 2026 assinala 25 anos de existência ao serviço do escutismo e da comunidade. Estava prevista a participação de escuteiros de toda a região na Bajouca para celebrar o dia de BP, contudo, a tempestade Kristin, que atingiu a região de Leiria na madrugada de 28 de janeiro, obrigou ao cancelamento das atividades inicialmente programadas.

Apesar da situação, a Junta Regional sugeriu que cada agrupamento realizasse a celebração do dia de BP localmente. A nossa celebração na Bajouca contou com a presença do nosso bispo, D. José Ornelas, do Agrupamento 1054 de Monte Redondo, de elementos da Junta Regional, do presidente da câmara municipal de Leiria e de todos quantos quiseram associar-se a este momento, a quem deixamos um sincero agradecimento.

Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: Agrupamento-1226-da-Bajouca-celebra-dia-de-Baden-Powell.jpg

Confraternização e agradecimento à comunidade

A celebração terminou com um almoço partilhado no salão paroquial, proporcionando um momento de convívio e fraternidade entre todos os participantes. O Agrupamento 1226 da Bajouca agradece, de forma especial, a confiança depositada pelos pais, aos escuteiros que acreditam e participam neste projeto educativo, aos ex-escuteiros e ex-chefes e aos chefes, pela dedicação, entrega e serviço constante.

Agradece ainda todo o apoio da comunidade e da paróquia, fundamentais para a continuidade e crescimento do agrupamento. Mesmo perante as adversidades, seguimos em frente com espírito de serviço, união e esperança, certos de que este agrupamento continuará a servir por muitos mais anos, fiéis ao ideal de Baden-Powell: fazer sempre o nosso melhor e deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos.

Fotos https://flic.kr/s/aHBqjCLQRN Agrupamento 1226 da Bajouca celebra dia de Baden-Powell e assinala 25 anos de existência

Liliana Domingues!autor
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# 1226, # Bajouca, # Dia de BP, # Escutismo, # Rede2
Segunda-feira, 2 Março, 2026

Catecúmenos adultos preparam-se para receber o Batismo

No segundo domingo da Quaresma, 1 de março, ainda no início deste último tempo de preparação mais intensiva daqueles que se preparam para receber o Batismo na próxima Páscoa, reuniram-se os catecúmenos adultos da Diocese com D. José Ornelas.

O encontro teve início com um momento catequético e celebrativo, no qual os 19 catecúmenos adultos presentes, provenientes de várias paróquias das unidades pastorais de Fátima, Leiria, Marinha Grande, Marrazes e Campos do Lis, se apresentaram ao Bispo, referindo as suas motivações e o percurso que os trouxe até este momento em que pedem à Igreja os sacramentos da Iniciação Cristã.

O Bispo falou-lhes do Batismo na Igreja Católica como celebração do encontro com Jesus Cristo, que leva a acolher o dom de serem de verdade filhos amados por Deus e de participarem na vida da comunidade cristã. Esta é não só a sua referência para continuar a viver a vida da fé, mas também o lugar onde podem disponibilizar-se para participarem ativamente na Igreja. Ao terminar este momento, cada um aproximou-se para ser assinalado com o sinal da cruz, na sua fronte.

Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: Catecumenos-adultos-preparam-se-para-receber-o-Batismo.jpg

Ritos e celebração na Sé de Leiria

Seguiu-se a celebração da Eucaristia, na Sé de Leiria, na qual D. José, a partir do exemplo de Abraão e à luz da transfiguração de Jesus, referiu a importância deste momento não apenas para cada um dos catecúmenos, mas para toda a Igreja diocesana. Durante a missa, para além da palavra de incentivo aos que se preparam para participar plenamente da vida da Igreja, e da oração da Igreja pelos catecúmenos, realizaram-se dois gestos significativos da caminhada quaresmal com os “eleitos”, aqueles que agora se apresentam na fase final deste percurso: o rito da unção com o óleo dos catecúmenos, sinal da fortaleza com que Deus os reveste para superar o pecado e acolher o amor de Deus nas suas vidas; a entrega do Credo, a síntese da fé da Igreja, que cada um é convidado a acolher e viver na relação com o Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, vivida e acolhida em Igreja, celebrada nos sacramentos, e na esperança da vida plena e eterna.

    Pe. José Henrique!autor
    Link: https://lefa.pt/?p=76057
    # Rede2, # Serviço Diocesano da Catequese (SDC)

    TOME NOTA

    Dia Nacional Cáritas

    8 de Fevereiro

    A Semana Nacional Cáritas decorre de 1 a 8 de março e propõe uma reflexão alargada sobre a pobreza e a exclusão social em Portugal, num contexto marcado por dificuldades económicas persistentes e pelo impacto recente de tempestades que atingiram o território nacional. A Semana Nacional Cáritas antecede o Dia Nacional Cáritas, celebrado no terceiro domingo da Quaresma. Sob o mote «O Amor que Transforma», a iniciativa pretende dar visibilidade ao trabalho desenvolvido no combate à pobreza e à exclusão social. Ao longo destes dias, realizam-se ações de sensibilização, momentos de reflexão sobre a ação social e iniciativas de animação pastoral, envolvendo Cáritas diocesanas, grupos paroquiais, voluntários e comunidades locais.

    Mais info: https://lefa.pt/?p=75839

    24 horas para o Senhor

    13 de Março

    A iniciativa “24 horas para o Senhor”, promovida anualmente no tempo quaresmal e que este ano decorre nos dias 13 e 14 de março, propõe um período alargado de oração, com particular destaque para a adoração e para a celebração do sacramento da Reconciliação, convidando as comunidades cristãs a aprofundar a experiência da misericórdia de Deus.

    Mais info: https://lefa.pt/?p=75854

    Peregrinação Diocesana a Fátima

    21 de Março · Santuário de Fátima

    No sábado 21 de março, realiza-se a 93ª peregrinação ao Santuário de Fátima, sob o tema “Com Maria, somos testemunhas da esperança”. A iniciativa que já é uma quase centenária tradição na Diocese de Leiria-Fátima, irá reunir fiéis de todas as paróquias naquele local mariano. Após a experiência positiva do ano passado, em que a peregrinação se realizou num sábado em vez do habitual domingo, este formato volta a repetir-se para dar resposta à boa receptividade por parte dos participantes.

    Mais info: https://lefa.pt/?p=75946

    Peregrinação Diocesana Jovem

    21 de Março

    A peregrinação diocesana jovem a Fátima realiza-se no dia 21 de março de 2026, no quinto domingo da Quaresma, em comunhão com a peregrinação diocesana à Santuário de Fátima. Inseridos no programa geral da Diocese, os jovens contarão com alguns momentos pensados especificamente para a sua faixa etária, mantendo a unidade com toda a comunidade diocesana ao longo do dia. A concentração está marcada para as 9h00, no Santuário de Nossa Senhora do Fetal.

    Mais info: https://lefa.pt/?p=76145

    Oratória sobre Fátima

    21 de Março, 16:45 · Centro Pastoral Paulo VI

    A Peregrinação Diocesana ao Santuário de Fátima realiza-se no sábado, 21 de março, quinto domingo da Quaresma, reunindo as comunidades da Diocese de Leiria-Fátima em tempo marcado pela recente devastação provocada pela Tempestade Kristin. Um dos destaques do programa será, na parte da tarde, após a celebração da Eucaristia, a apresentação da oratória “Fátima, sinal de Esperança para a Humanidade”, da autoria do padre António Cartageno, com execução pelo Conservatório de Música e Artes do Centro. O concerto terá lugar no auditório do Centro Pastoral Paulo VI.

    Mais info: http://l-f.pt/SpY6

    Música na fé – Órgão e catequese

    22 de Março, 18:00 · Sé de Leiria

    A iniciativa “Música na fé – Órgão e catequese” vai decorrer na Sé de Leiria ao longo da Quaresma, unindo momentos musicais e reflexão espiritual em três domingos deste tempo litúrgico: 22 de fevereiro, às 18h00, 8 de março, às 17h30, 2 22 de março, às 18h00. A proposta pretende valorizar o órgão da catedral como instrumento ao serviço da liturgia e da evangelização, proporcionando à comunidade diocesana e a todos os interessados uma experiência que articula arte e fé no contexto quaresmal.

    Mais info: https://lefa.pt/?p=75712

    PARÓQUIAS

    Domingo, 8 Março, 2026

    Pousos acolhe 24 Horas para o Senhor com momentos de oração e reconciliação

    Vamos acolher mais um ano, na paróquia dos Pousos, um dos legados espirituais do Papa Francisco: as 24 Horas para o Senhor. Recordamos que se trata de uma jornada de oração e reconciliação no IV Domingo da Quaresma.

    Os vários momentos estão distribuídos por alguns grupos e movimentos da paróquia. Não quisemos ser exaustivos para que haja liberdade para que o momento de oração seja escolhido pessoalmente, de acordo com o ritmo de vida de cada um. Haverá momentos de oração pessoal em que cada um encontrará na igreja um espaço de silêncio propício à oração.

    Não temos previsto o Santíssimo exposto durante a madrugada. Apenas o faremos se houver número suficiente de voluntários disponíveis para o assegurar durante essas horas.

    Sexta-feira, 13 de março

    21h00 — Via Sacra com a catequese 22h00 — Adoração comunitária 23h00 — Grupo ‘Chama Jovem’ (O Santíssimo permanecerá exposto caso haja voluntários para assumir as horas da madrugada)

    Sábado, 14 de março

    8h00 — Exposição do Santíssimo e Laudes para toda a comunidade 8h30 — Legião de Maria 9h30 — LIAM 10h30 — Adoração pessoal e tempo de Confissões 11h30 — Catequistas e Ministros Extraordinários da Comunhão 12h30 — Caminheiros 13h00 — padre André 14h00 — Catequese da infância do 1º ao 3º 14h30 — Catequese da infância do 4º ao 6º 15h00 — Catequese da adolescência 7º e 8º 15h30 — Catequese da adolescência 9º e 10º 16h00 — Apostolado de Oração 17h00 — Adoração comunitária 17h30 — Bênção com o Santíssimo 18h00 — Missa

    Via Sacra marca o arranque das 24 Horas

    No âmbito da vivência quaresmal e das 24 Horas para o Senhor, a catequese propõe a toda a comunidade reunir-se para um momento de oração e meditação da Via Sacra. O encontro terá lugar na sexta-feira, dia 13 de março, às 21h00, e marcará o arranque das “24 Horas para o Senhor” na nossa paróquia. É uma oportunidade para percorrermos o caminho da Paixão e prepararmos o coração para a luz da Páscoa que se aproxima.

    Paróquia dos Pousos!autor
    Link: https://lefa.pt/?p=76232
    # Pousos
    Sexta-feira, 6 Março, 2026

    Encontro com a mãe de Carlo Acutis reuniu jovens em Fátima

    Na quinta-feira, 5 de março, dia do aniversário de santa Jacinta Marto, a paróquia de Fátima viveu um momento especial com a presença de Antonia Salzano Acutis, mãe de Carlo Acutis, que quis encontrar-se com adolescentes e jovens da paróquia. O encontro, inicialmente pensado para ser mais intimista, acabou por atrair jovens de várias partes do país, enchendo por completo o salão paroquial.

    Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: Encontro-com-a-mae-de-Carlo-Acutis-reuniu-jovens-em-Fatima.jpg

    Durante o encontro, Antonia Acutis partilhou vários aspetos da vida e do testemunho do filho. Entre as várias partilhas, referiu que Carlo gostava muito de Fátima e que chegou mesmo a visitar este lugar.

    As virtudes que mais cultivava eram a humildade e a simplicidade. Para Carlo, “estar sempre unido a Jesus era um programa de vida, e o “amor pela Eucaristia era a sua força”. Costumava dizer que “a Eucaristia é a ‘autoestrada’ para o céu”.

    No final do encontro houve um momento de perguntas. Questionada sobre a maior lição que o filho lhe deixou, a mãe respondeu que foi “o amor e a generosidade”.

    Apesar de consciente da gravidade da sua doença — Carlo morreu de leucemia aos 15 anos, em outubro de 2006 —, o jovem, conhecido como “influencer de Deus”, não tinha medo da morte. Segundo a sua mãe, dizia que a morte é o encontro com Deus, por isso era “maravilhosa”, e que não havia motivo para temê-la. Mesmo durante a doença, mantinha sempre uma atitude positiva, lembrando que havia pessoas que sofriam mais do que ele.

    No final, deixou também um “pedido simples: rezar o terço e dedicar 15 minutos por dia a Deus”, recordando que “o terço alcança a paz” e convidando todos a confiar mais em Deus no dia a dia.

    Fernanda Frazão!autor
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    # Fátima
    Sexta-feira, 6 Março, 2026

    Catequistas da Unidade Pastoral 11 em dia de reflexão na Casa Montfort

    Os catequistas da UP 11 — Casal dos Bernardos, Formigais, Freixianda, Ribeira do Fárrio e Rio de Couros — foram desafiados a um dia de reflexão em tempo quaresmal, realizada no dia 1 de março de 2026, na Casa Montfort, em Fátima. O encontro, além de ser um importante tempo de conhecimento recíproco e partilha mútua em Unidade Pastoral, teve como tema principal o confronto com algumas das personagens que acompanharam Jesus no tempo da sua vida terrena, especialmente no tempo da sua Paixão.

    Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: Catequistas-da-Unidade-Pastoral-11-em-dia-de-reflexao-na-Casa-Montfort.jpg

    Assim, os participantes foram convidados à releitura desses encontros singulares e a comparar-se com cada um deles, identificando o que melhor corresponderia à sua vida e ao seu projeto de vida cristã.

    Após um fraterno almoço partilhado, pela tarde visitou-se a exposição temporária no Santuário de Fátima, “Coração e Refúgio”, que foi muito apreciada, sendo uma bela catequese sobre o testemunho da irmã Lúcia. O espírito de unidade e partilha que animou este dia foi, sem dúvida, um importante passo para a dimensão da vivência em “rede” que pode animar a catequese interparoquial desta Unidade Pastoral.

    Pe. Luís Ferreira!autor
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    # UP11
    Sexta-feira, 6 Março, 2026

    Quatro catecúmenos dos Pousos apresentam-se ao bispo na Sé de Leiria

    No segundo domingo da Quaresma, 1 de março, reuniram-se os catecúmenos adultos da Diocese com o bispo. O encontro teve início com um momento catequético e celebrativo, no qual os 11 catecúmenos adultos presentes, provenientes de várias paróquias das unidades pastorais de Fátima, Leiria, Marinha Grande, Marrazes e Campos do Lis, se apresentaram a D. José Ornelas. Durante a sessão, referiram as suas motivações e o percurso que os trouxe até este momento em que pedem à Igreja os sacramentos da Iniciação Cristã.

    O bispo falou-lhes do Batismo na Igreja Católica como celebração do encontro com Jesus Cristo, que leva a acolher o dom de serem, de verdade, filhos amados por Deus e de participarem na vida da comunidade cristã. Esta comunidade é não só a sua referência para continuar a viver a vida da fé, mas também o lugar onde podem disponibilizar-se para participar ativamente na Igreja. Ao terminar este momento, cada um aproximou-se para ser assinalado com o sinal da cruz, na sua fronte.

    Ritos marcam caminhada para os sacramentos

    Seguiu-se a celebração da Eucaristia, na Sé de Leiria, na qual D. José, a partir do exemplo de Abraão e à luz da transfiguração de Jesus, referiu a importância deste momento não apenas para cada um dos catecúmenos, mas para toda a Igreja diocesana. Durante a missa, realizaram-se dois gestos significativos da caminhada quaresmal com os “eleitos”, aqueles que agora se apresentam na fase final deste percurso:

    • O rito da unção com o óleo dos catecúmenos, sinal da fortaleza com que Deus os reveste para superar o pecado e acolher o amor de Deus nas suas vidas;
    • A entrega do Credo, a síntese da fé da Igreja, que cada um é convidado a acolher e viver na relação com o Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, vivida e acolhida em Igreja, celebrada nos sacramentos e na esperança da vida plena e eterna.

    Participaram nesta celebração quatro catecúmenos que estão a fazer o seu percurso de formação nos Pousos: o Fernando, o Yuri, a Nicole e o Pablo.

    Paróquia dos Pousos!autor
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    # Pousos
    Quarta-feira, 4 Março, 2026

    Unidade Pastoral de Ourém promove encontro de ministros extraordinários da comunhão

    Reuniram-se, em Ourém, no dia 3 de março, 30 ministros extraordinários da comunhão e os párocos das paróquias de Alburitel, Senhora das Misericórdias, Senhora da Piedade e Seiça. Foi o primeiro encontro destes colaboradores paroquiais ao nível da Unidade Pastoral de Ourém.

    Os ministros partilharam experiências e inquietações do seu serviço na Igreja e combinaram o que poderiam fazer juntos. Mais reuniões de partilha e reflexão, participar nas 24 Horas para o Senhor, fazer uma recoleção espiritual, preparar-se mediante formação apropriada para presidirem a celebrações dominicais na ausência de presbítero e intercâmbio, foram as atividades que se propuseram para começar este novo caminho da unidade pastoral.

    Entretanto, para levar por diante estes projetos, deverão constituir uma equipa com representantes de todas as paróquias e os párocos.

    Pe. Jorge Guarda!autor
    Link: https://lefa.pt/?p=76139
    # Ministros Extraordinários da Comunhão, # UP12 – Ourém
    Segunda-feira, 2 Março, 2026

    Acólitos e animadores em formação no Centro Pastoral de Nossa Senhora da Piedade

    Cerca de 55 acólitos e animadores reuniram-se no Centro Pastoral de Nossa Senhora da Piedade para um encontro de formação. O encontro esteve dividido em dois momentos. O primeiro começou com um momento de oração, animado pelo padre Nico, pároco de Alburitel e Seiça.

    Depois, através de um ‘Kahoot’, os participantes procuraram explorar algumas dimensões da celebração, conhecendo melhor alguns dos objetos que utilizam na Eucaristia. Num estilo de competição saudável e em equipa, fortaleceram-se os laços entre os acólitos das quatro paróquias da Unidade Pastoral.

    Num segundo momento, o encontro contou com a colaboração de César, membro da Comissão Diocesana de Acólitos da Diocese, que ajudou a aprofundar e a compreender melhor o lugar que, domingo após domingo, os acólitos procuram servir no altar.

    O encontro terminou com um almoço convívio, com o intuito de fortalecer os laços de união, na expectativa da realização de um novo momento em breve, para um serviço cada vez melhor a Jesus no altar da Eucaristia.

    Miguel Francisco!autor
    Link: https://lefa.pt/?p=76067
    # Nossa Senhora da Piedade

    DINAMISMOS

    Quarta-feira, 4 Março, 2026

    Conselho Nacional da SSVP solidário com a Diocese perante estragos da tempestade Kristin

    Sensibilizada pela divulgação de notícias e imagens provocadas na nossa região pela tempestade Kristin, a presidente nacional, Fernanda Capitão, entrou em contacto quase de imediato com o vice-presidente do Conselho Central, Virgílio Gordo. Concretamente a 30 de janeiro, demonstrando desde logo grande preocupação com tão terrível acontecimento. Mostrou-se ainda disponível para vir ao terreno, ao encontro não só dos mais desfavorecidos, como de toda uma região e da nossa Diocese em particular.

    Assim, a primeira reunião decorreu nos Pousos, no dia 5 do mês passado. Embora tenha sido sobre uma situação que à conferência daquela paróquia disse respeito, logo ficou marcada uma reunião que se realizou na paróquia de Santa Catarina da Serra, no dia 9 do mesmo mês.

    Esta reunião foi moderada pelo Conselho Central da nossa Diocese e contou com a presença de nove conferências vicentinas. Dados a conhecer os objetivos de tal encontro, todas as participantes tiveram oportunidade de manifestar os estragos enormes que atingiram as suas paróquias, bem como se disponibilizaram a participar e a divulgar uma futura reunião na paróquia da Azóia. Esta acabou por se realizar no sábado, dia 21 de fevereiro.

    Em Santa Catarina da Serra, estiveram presentes as conferências de Arrabal, Azóia, Barreira, Batalha, Marrazes, Porto de Mós, Pousos, Regueira de Pontes, Santa Eufêmia e a conferência anfitriã.

    Apoio às populações e articulação com o Estado

    Sobre a reunião na Azoia, o presidente da respetiva conferência, Fernando Maia, refere que o encontro do Conselho Central contou com representantes de quase todas as conferências da Diocese. Do Conselho Central estiveram presentes a presidente, Laurinda Francisco, o vice-presidente, Virgílio Gordo, e a vogal, Ilda Gaspar. Do Conselho Nacional estiveram a presidente, Fernanda Capitão, a vice-presidente, Lisete Oliveira, e a tesoureira, Edígia Martins.

    Após intervenções da presidente nacional, do presidente anfitrião e do pároco local, padre José Alves, os representantes das conferências descreveram os danos sofridos e o trabalho com as juntas de freguesia, câmaras municipais e Proteção Civil. As conferências têm estado na linha da frente no levantamento de situações urgentes e distribuição de bens doados, manifestando preocupação com o previsível aumento de famílias a necessitar de apoio.

    A presidente nacional explicou o Decreto-Lei n.º 31-C/2026, de 5 de fevereiro, que criou o regime de apoios sociais e de lay-off simplificado para as zonas atingidas pela tempestade Kristin. Esclareceu que este deve ser a primeira linha de apoio, sendo o Fundo Social da Cáritas complementar ao Estado e seguradoras.

    As conferências assumem o papel de ajudar as pessoas na busca destes apoios para garantir que ninguém fica para trás. Foi ainda informado que a SSVP dispõe de uma verba para situações concretas — como aquisição de mobílias, eletrodomésticos ou ferramentas de trabalho — que devem ser reportadas ao Conselho Central para encaminhamento ao nacional.

    A reunião terminou com um momento de convívio, contando com a presença de 17 conferências: Amor, Arrabal, Azóia, Barreira, Batalha, Calvaria, Cortes, Marrazes, Memória, Monte Redondo, Parceiros, Porto de Mós, Pousos, Regueira de Pontes, Santa Catarina da Serra, Santa Eufêmia e São Mamede.

    Virgílio Gordo!autor
    Link: https://lefa.pt/?p=76133
    # Conferência de São Vicente de Paulo

    EXTRAMUROS

    Quinta-feira, 5 Março, 2026

    Renascença apresenta nova imagem e reforça aposta na inovação e proximidade

    A Renascença apresentou esta terça-feira, em Lisboa, a sua nova identidade visual, numa mudança que pretende refletir a evolução do projeto e a crescente presença da emissora em múltiplas plataformas de comunicação.

    Esta imagem não tem texto alternativo. O nome do ficheiro é: Radio-Renascenca.jpg

    Segundo Pedro Leal, diretor-geral de produção, a renovação da imagem procura traduzir a transformação que a rádio tem vivido nos últimos anos, mantendo, ao mesmo tempo, a fidelidade aos valores que marcaram a sua história.

    “Esta mudança quer interpretar a forma como nós próprios vemos que mudamos”, afirmou o responsável, em declarações à Agência ECCLESIA, acrescentando que a estação pretende mostrar ao público que continua fiel à sua identidade, embora com novas características e valências.

    A nova imagem assenta em quatro pilares: liberdade, princípios, inovação e divertimento. A frase associada à marca passa a ser “sempre nunca igual”, expressão que, segundo Pedro Leal, procura sintetizar a continuidade dos valores da emissora e a capacidade de renovação ao longo do tempo.

    O responsável destacou que a história da rádio, fundada em 1936, revela uma constante adaptação às mudanças de cada época. “Cada geração foi sempre inovadora em relação à anterior”, observou.

    A aposta na expansão multimédia é um dos eixos centrais da estratégia atual, com presença reforçada no digital, nos podcasts e na produção de conteúdos audiovisuais.

    “Queremos estar onde estão as pessoas”, afirmou Pedro Leal, sublinhando que a nova identidade também pretende contribuir para aumentar a audiência e reforçar a ligação com os ouvintes.

    Além do novo logótipo e do novo slogan, a emissora anunciou ainda ajustes na sua grelha de programação.

    Quinta-feira, 5 Março, 2026

    Cáritas pede novo impulso político no combate à pobreza em Portugal

    A Cáritas Portuguesa defende a necessidade de um novo impulso político na luta contra a pobreza e a exclusão social no país, alertando que os objetivos definidos para 2030 poderão não ser alcançados com o ritmo atual de progresso. A posição surge na terceira edição do relatório anual Pobreza e Exclusão Social em Portugal: Uma Visão da Cáritas – 2026, apresentado esta terça-feira, em Lisboa.

    O documento sublinha que alguns indicadores revelam melhorias, mas alerta que persistem situações profundas de exclusão social, consideradas estruturalmente elevadas. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística citados no relatório, em 2025 mais de um milhão de pessoas vivia em situação de privação material e social, das quais cerca de 460 mil enfrentavam privação severa.

    Entre as dificuldades identificadas, cerca de 200 mil pessoas não tinham meios económicos para assegurar uma alimentação adequada e aproximadamente 600 mil não podiam comprar roupa nova. Quase um milhão de pessoas não tinha possibilidade de gastar uma pequena quantia consigo próprias e mais de 1,6 milhões não conseguiam manter a habitação devidamente aquecida.

    O estudo aponta ainda retrocessos em algumas áreas, destacando o aumento do número de pessoas em situação de sem-abrigo, que mais do que duplicou entre 2019 e 2024. A habitação surge como um dos fatores mais críticos: o preço mediano por metro quadrado nas transações imobiliárias aumentou 74,3 por cento entre o início de 2020 e o terceiro trimestre de 2025, um crescimento muito superior ao do rendimento disponível das famílias.

    O relatório dedica também atenção à pobreza infantil, classificada como uma violação grave dos direitos humanos fundamentais, e alerta para a transmissão intergeracional da pobreza. Entre os adultos que viveram dificuldades financeiras na adolescência, 21,2 por cento encontram-se hoje em risco de pobreza.

    Em 2025, a rede Cáritas em Portugal realizou mais de 105 mil atendimentos, através de respostas sociais, projetos de empregabilidade e apoio à integração de migrantes e refugiados.

    Quinta-feira, 5 Março, 2026

    Cáritas alerta para aumento de crianças em situação de pobreza e a dormir na rua

    A presidente da Cáritas Portuguesa alertou para o agravamento da pobreza infantil em Portugal, referindo que começam a surgir situações de crianças a viver ou a dormir na rua, uma realidade que anteriormente não era visível no país.

    Em declarações aos jornalistas, em Lisboa, na apresentação da terceira edição do relatório anual Pobreza e Exclusão Social, Rita Valadas afirmou que hoje é possível encontrar menores que passam grande parte do tempo na rua junto dos pais ou mesmo aparentemente sozinhos. “Antes não se viam crianças na rua e hoje veem-se”, afirmou, acrescentando que há casos de menores que dormem em estações de comboios ou de autocarros.

    Segundo a responsável, apesar de não existirem dados estatísticos totalmente claros sobre esta realidade, trata-se de uma situação cada vez mais visível. O relatório apresentado indica que, em 2024, a taxa de risco de pobreza entre as crianças foi de 17,6 por cento, acima da média da população, que se situou nos 15,4 por cento, e distante do objetivo de dez por cento definido na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza.

    Rita Valadas destacou também que o perfil das pessoas em situação de sem-abrigo mudou significativamente nas últimas décadas. Se anteriormente era possível identificar um perfil mais típico — geralmente homens sozinhos, entre os quarenta e os cinquenta anos, sem família ou rendimentos —, hoje a realidade é muito mais diversa. Entre as pessoas em situação de sem-abrigo encontram-se estrangeiros, pessoas com problemas de saúde e, em alguns casos, famílias com crianças.

    O relatório sublinha que a pobreza infantil condiciona o desenvolvimento cognitivo, a saúde, as relações sociais e as oportunidades futuras destas crianças, podendo perpetuar ciclos de exclusão ao longo de várias gerações. Para a Cáritas Portuguesa, combater a pobreza infantil é essencial para garantir uma sociedade mais justa e com verdadeira igualdade de oportunidades.

    Quarta-feira, 4 Março, 2026

    A cruz escondida: Nas plantações de chá do Bangladesh, a Igreja é sinal de esperança

    Foto: ACN

    A beleza da região, exuberante de verde, esconde a tragédia da pobreza dos que trabalham nas plantações de chá no Bangladesh. Formalmente, são pessoas livres, mas na verdade são autênticos escravos que recebem uma miséria por cada dia extenuante de trabalho. Para o Irmão Eugenio Sanchez, isto é inqualificável. “Nenhum ser humano merece isto”, diz à Fundação AIS. A presença de uma pequena comunidade de Irmãos Maristas nesta esquina no mundo é um sinal de que esta população pobre e miserável não foi abandonada…

    Tudo por ali parece desmesurado. O verde é denso, tem matizes, está presente em todo o lado. Quem chega não compreende logo que por ali vivem pessoas. São trabalhadores do chá, um resquício ainda dos tempos coloniais, quando os Britânicos compreenderam que aquelas terras seriam propícias para as plantações que exigem um labor constante, árduo e que é mal pago. Sempre foi muito mal pago. A tal ponto que os trabalhadores das plantações são mais escravos do que homens livres, apesar de terem ordenado, apesar de serem pagos pelo que fazem. Mas o que recebem é miserável, não os retira da indigência, não lhes oferece nenhum futuro. Estão presos a uma realidade que os arrasta para a mais profunda pobreza. Quem chega a Giasnogor não compreende logo que por ali, no meio de todas as tragédias que se acumulam desde há quase anos sem fim, há também uma semente teimosa de amor que foi plantada por um punhado de religiosos, de Irmãos Maristas.

    Um espanhol enamorado pelo Bangladesh

    Eugenio Sanz Sanchez é espanhol, mas há muito que se deixou enamorar pelas gentes do Bangladesh, em especial os trabalhadores das plantações de chá. Eugenio não desiste de transformar aquela terra transformando os corações. Só isso poderá ter a força suficiente para mudar décadas de exploração, de subserviência, de pobreza. “Sou um irmão marista. Queremos dignificar as pessoas daqui porque todas as pessoas, pelo simples facto de serem seres humanos, têm direitos. O alvo da nossa acção aqui são as pessoas que trabalham nas plantações de chá, uma minoria muito carenciada no Bangladesh. Há 150 anos, os Britânicos estabeleceram plantações de chá nesta região. As condições em que vivem são muito, muito precárias”, explica à Fundação AIS. Para se deslocar de povoações em povoação, o Irmão Eugenio vai de Land Rover. Só um jipe assim, robusto, é capaz de ultrapassar os caminhos de terra batida esburacados por chuvas que por vezes, ali, parecem dilúvios. Por ali não se pode andar depressa, mas também não há nenhuma urgência.

    Uma região que parece ter parado no tempo

    A vida nas plantações de chá parece ter parado no tempo. As famílias continuam presas a uma miséria sufocante, que vai passando de geração em geração como se fosse uma inevitabilidade. “Não têm dinheiro para mandar os seus filhos para a escola”, explica, num evidente desalento, o Irmão Eugenio Sanchez. “Não têm dinheiro para pagar medicamentos adequados. Por isso, ficam aqui, presos à sua terra. Nenhum ser humano merece isso. Nenhum ser humano merece isso.”, diz, uma e outra vez, a sublinhar o drama que tem em mãos e que ainda não conseguiu resolver. Não conseguiu resolver, mas não desiste de o fazer. Todos os dias, quando sai da casa onde os Maristas vivem em Giasnogor, Eugenio sabe que transporta consigo uma luz de esperança. A esperança que vem de Deus. A vida ali nas plantações não é fácil. Há por ali milhares de trabalhadores que vivem em condições de extrema pobreza e que recebem miseravelmente a troco de um trabalho árduo e diário de 10 a 12 horas. São milhares que vivem assim. As casas onde moram são construídas sob estacas, têm paredes de barro e telhados de palha, quase não têm mobília, quase não têm nada. No entanto, estas plantações de chá, que são o centro da vida em toda a região, alimentam o negócio bem lucrativo de algumas empresas multinacionais.

    Transformar esta terra num pedaço de Céu

    Mas, para os Irmãos Maristas, esta história ainda não chegou ao fim. É preciso mudar este paradigma. É possível mudar esta prisão a céu aberto em que vivem estas populações. E o caminho mais curto para essa mudança é a educação. “Queremos dar a nossa pequena contribuição e ajudá-los a sair desse ciclo de miséria”, diz o Irmão Eugenio, lembrando os projectos que lhe alimentam esse sonho. “Haverá uma escola secundária, uma escola preparatória e também albergues para meninas e meninos. Eles poderão sair, poderão ampliar a sua visão. Poderão ver o que há por trás das paredes da plantação de chá. E, talvez um dia, quem sabe…” Talvez um dia, aquela terra seja mesmo um pedaço de Céu. Beleza não falta por ali. É só preciso acabar com o sofrimento dos que trabalham nas plantações. O exemplo destes Irmãos Maristas é extraordinário. A presença de uma pequena comunidade de Irmãos Maristas nesta esquina do mundo no Bangladesh é um sinal de que esta população pobre e miserável não foi abandonada…

    Paulo Aido

    Segunda-feira, 2 Março, 2026

    Médio Oriente: Papa fala em «horas dramáticas» e pede fim da violência

    Cidade do Vaticano, 01 mar 2026 (Ecclesia) – O Papa assumiu “profunda preocupação” com a série de ataques no Irão e no Médio Oriente, após intervenção militar dos EUA e Israel, falando em “horas dramáticas”.

    “Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas o apelo sincero para que assumam a responsabilidade moral de parar a espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

    Junto de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o pontífice abordou pela primeira vez a onda de ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irão, que este sábado provocaram a morte do aiatola Ali Khamanei.

    “A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas nem com armas que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, disse.

    O Papa pediu que a diplomacia “recupere o seu papel e seja promovido o bem dos povos que aspiram a uma convivência pacífica baseada na justiça”.

    “Continuemos a rezar pela paz”, acrescentou.

    Leão XIV aludiu ainda a “preocupantes de confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão”.

    “Elevo a minha súplica por um regresso urgente ao diálogo. Rezemos juntos para que prevaleça a concórdia em todos os conflitos do mundo. Só a paz, dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos”, concluiu.

    O exército israelita anunciou hoje o lançamento de uma nova série de ataques contra alvos militares no Irão.

    Este sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou uma operação militar em grande escala para destruir o regime da República Islâmica.

    PAPA LEÃO XIV

    Sexta-feira, 6 Março, 2026

    Papa apela ao desarmamento global e alerta para «ameaça nuclear»

    Cidade do Vaticano, 05 mar 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou neste dia ao desarmamento global e à eliminação das armas nucleares, dedicando a sua intenção de oração para março à promoção do diálogo e da diplomacia.

    “Que nunca mais a ameaça nuclear condicione o futuro da humanidade”, refere a prece, recitada por Leão XIV, num vídeo divulgado pela Rede Mundial de Oração do Papa.

    O texto, dirigido às comunidades católicas, exorta os governantes e os líderes políticos a assumirem “a coragem de abandonar projetos de morte, parar a corrida ao armamento e colocar no centro a vida dos mais vulneráveis”.

    A iniciativa mensal surge num cenário internacional marcado pelo alastramento de conflitos armados e pelo aumento drástico das despesas militares em todo o planeta.

    “Desarma os nossos corações do ódio, do rancor e da indiferença”, reza Leão XIV.

    O pontífice sustenta que Deus moldou cada ser humano para “a comunhão, não para a guerra; para a fraternidade, não para a destruição”.

    “Concede-nos o dom da tua paz e a força para torná-la realidade na história”, pede.

    A mensagem papal aponta o dedo à lógica da proliferação de arsenais e sublinha que a verdadeira segurança nasce da solidariedade mútua.

    “Ajuda-nos a compreender que a verdadeira segurança não nasce do controlo que alimenta o medo, mas a confiança, a justiça e a solidariedade entre os povos”, indica a oração.

    Em comunicado de imprensa, a Rede Mundial de Oração do Papa cita dados do Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI), que revelam gastos globais em defesa na ordem dos 2,7 biliões de dólares, subtraindo recursos vitais ao desenvolvimento humano.

    A paz constitui uma prioridade central assumida por Leão XVI desde a sua eleição, em meio de 2025, mobilizando a rede mundial, presente em mais de 90 países, para combater a violência.

    “Que cada palavra amável, cada gesto de reconciliação e cada decisão de diálogo sejam sementes de um mundo novo”, conclui o Papa.

    Sexta-feira, 6 Março, 2026

    Intenção do Papa, março 2026: Pelo desarmamento e pela paz

    Rezemos para que as nações avancem em direção a um desarmamento efetivo, especialmente o desarmamento nuclear, e para que os líderes mundiais escolham o caminho do diálogo e da diplomacia em vez da violência.

    ORAÇÃO

    Senhor da Vida,
    que moldaste cada ser humano
    à tua imagem e semelhança,
    acreditamos que nos criaste para a comunhão,
    não para a guerra,
    para a fraternidade, não para a destruição.

    Tu, que saudaste os teus discípulos dizendo:
    «A paz esteja convosco»,
    concede-nos o dom da tua paz
    e a força para torná-la realidade na história.

    Hoje elevamos a nossa súplica pela paz no mundo,
    pedindo que as nações renunciem às armas
    e escolham o caminho do diálogo e da diplomacia.
    Desarma os nossos corações do ódio,
    do rancor e da indiferença,
    para que possamos ser
    instrumentos de reconciliação.
    Ajuda-nos a compreender
    que a verdadeira segurança
    não nasce do controlo que alimenta o medo,
    mas da confiança, da justiça e da solidariedade
    entre os povos.

    Senhor, ilumina os líderes das nações,
    para que tenham a coragem
    de abandonar projetos de morte,
    parar a corrida ao armamento
    e colocar no centro a vida dos mais vulneráveis.
    Que nunca mais a ameaça nuclear
    condicione o futuro da humanidade.

    Espírito Santo,
    faz de nós construtores fiéis e criativos
    de paz quotidiana:
    no nosso coração, nas nossas famílias,
    nas nossas comunidades e nas nossas cidades.
    Que cada palavra amável,
    cada gesto de reconciliação
    e cada decisão de diálogo
    sejam sementes de um mundo novo.

    Ámen.

    REFLEXÃO

    Este mês rezemos para que as nações avancem para um desarmamento efetivo, especialmente o desarmamento nuclear, e para que os líderes mundiais escolham o caminho do diálogo e da diplomacia em vez da violência.

    Recordemos a importância que o Papa Francisco, durante o seu pontificado, deu à oração pela paz.

    De várias formas e constantemente, ele convidava-nos a uma transformação que nos permite abrir os olhos para a realidade da guerra, que só gera mortes e destrói o tecido social, por vezes de forma irreparável.

    A indústria do armamento continua a crescer, facilitando o seu acesso a todos os níveis (famílias, bairros, cidades e nações). Mais grave ainda é a ameaça de destruição em grande escala devido à tecnologia nuclear. Por um lado, o objetivo é implementar efetivamente um cessar-fogo total e os programas de desarmamento, passando das declarações às ações. Por outro lado, é necessário fazer uma escolha consciente e consistente pela via do diálogo e da diplomacia, especialmente entre aqueles que têm a responsabilidade de liderar os nossos povos.

    A verdadeira paz nasce de um coração reconciliado.

    Semear a paz no mundo começa por viver a paz no quotidiano. O desarmamento que transforma as nações começa pelo desarmamento interior (cfr. Passo 3, «O Caminho do Coração – Escolher caminhos de vida. Rejeitar o que conduz à morte»).

    O Papa Leão XIV escolheu como tema da mensagem para 59.º Dia Mundial da Paz, de 2026: A paz esteja com todos vós: rumo a uma paz «desarmada e desarmante».

    A invocação por uma «paz desarmada e desarmante» reaviva a importância de uma reconciliação feita com diálogo, que constrói pontes dando voz a todos. Uma paz, segundo o Pontífice, que alcance o cessar-fogo não só das armas, mas também das palavras: «desarmemos as palavras para desarmar a Terra».

    ATITUDES

    Desarmar a linguagem
    Cuida as tuas palavras todos os dias: evita frases agressivas, ironias, gozos ou críticas destrutivas.

    Escolher o diálogo
    Perante um conflito, procura o entendimento, em vez de impores a tua visão.

    Renunciar às pequenas violências do quotidiano
    Revê atitudes como a impaciência, o desprezo ou o julgamento severo.

    Informar-se e rezar pela paz mundial
    Escolhe uma região em conflito e reza por ela ao longo da semana.

    Agir com justiça concreta
    A paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto de relações justas.

    VÍDEO
    https://youtu.be/dSrOCQDFdFA
    Quinta-feira, 5 Março, 2026

    Papa exige «soluções sem armas» e alerta para aumento do ódio

    Foto: Vatican Media

    Castel Gandolfo, Itália, 04 mar 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou procura de “soluções sem armas” para os conflitos globais, alertando para o aumento do ódio no mundo.

    Leão XIV falava aos jornalistas à porta da residência da Villa Barberini, em Castel Gandolfo, onde passou esta terça-feira um dia de descanso.

    “Rezar pela paz, trabalhar pela paz, menos ódio. O ódio no mundo está sempre a aumentar”, afirmou.

    A intervenção decorreu num contexto de agravamento das tensões no Médio Oriente, marcado pela multiplicação de ataques militares e pelo crescimento do medo a nível global.

    O Papa exortou os líderes internacionais a “procurar verdadeiramente promover o diálogo” e a encontrar “soluções, sem armas, para resolver os problemas”.

    As breves declarações reforçam a mensagem transmitida no último domingo, durante a recitação do ângelus, perante a escalada bélica entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.

    “A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, defendeu então Leão XIV.

    VOX POPULI

    Sexta-feira, 6 Março, 2026
    João Pedro Tavares
    Presidente da ACEGE

    O que é mesmo importante na vida?

    Saber discernir o que é mesmo importante na vida exige sabedoria, saber escutar, saber parar, decidir e actuar. Muitas vezes começa na coragem de arriscar o improvável e de abrir caminho ao que ainda não teve lugar
    POR JOÃO PEDRO TAVARES

    Vivemos em corrida permanente, cheios de urgências, com muito por fazer. Quando nos apresentamos aos outros mencionamos o que fazemos, os títulos que a vida nos atribuiu e pouco falamos de nós mesmos. Na vida procuramos, sobretudo, o bem-estar material, como se isso fosse o mais importante das nossas vidas. Do bem-estar saltamos para o muito-ter e quanto mais melhor. Se apresentarmos aos outros o muito que temos isso eleva-nos socialmente, bem como na aprovação, elogio ou consideração de terceiros. Mas, mais ainda, muitas vezes esforçamo-nos pelo melhor-parecer, independentemente do ser, do ter, do estar, sendo o mais importante o “parecer bem” diante dos outros. O que é sucesso? Será tudo isto o mais importante na vida?

    Chegamos a ter medo de parar e não saber conviver com o silêncio, nem a nos descobrirmos interiormente. São muitas as capas que nos afastam, a nós e aos outros, do íntimo do nosso ser, de onde nasce a verdadeira vida. Muitas vezes é um lugar pouco visitado e o mais triste é os dias correrem e abstermo-nos dessa viagem interior, talvez, a mais importante que a vida oferece. Não para me afastar dos outros ou auto centrar-me mas, para, definitivamente, partir para tudo e todos a partir daquilo que sou verdadeiramente, da minha versão original e mais autêntica.

    Quando publico nas redes que “aceitei novos desafios na minha vida”, todos me perguntam quais os novos cargos? Que promoção tive? Uau, tanto mérito que me sobra, para espalhar e distribuir. Na verdade, construímos quase sempre a partir do sucesso e raramente a partir da vida.

    Mas e se esse desafio for cuidar dos meus pais, atender a um amigo, a um colega, estar disponível para quem precisa? Como serei apreciado? Estarei perante uma promoção? Ou o mundo despromove-me na consideração? Afinal, apenas escolhi o que importa, o que fica, o que marca, o essencial, o que perdura. Autorizei-me a ser e não a fazer, a servir e não a promover, a amar e não a parecer.

    Quando me telefonam e me interrompem, pedem-me desculpa porque “provavelmente estás numa reunião?”. E quando estamos a fazer algo de muito importante temos a verdadeira noção da pobreza da pergunta, como se estar numa reunião fosse a coisa mais importante da vida e não é. Muitas vezes, apenas é urgente. E se do nosso lado respondermos que “não, estou mesmo a fazer algo muito mais importante! Estou a ser eu mesmo, como filho, como pai, como amigo, como alguém que ajuda e serve. Estou a beijar, a abraçar, a proteger, a cuidar”, provavelmente nunca fui tão eu como nesses momentos. Passo a reconhecer essa voz interior que me chama (vocatio), o propósito de vida, despido de máscaras, de melhor-parecer, de muito-ter. Abandonei o meu bem-estar pelo bem-amar ao outro, e passei com isso ao pleno-ser que é onde se encontra a maior e verdadeira riqueza.

    E, nesses momentos descubro e encontro resposta para “o que é mesmo importante na vida”? Saber discernir o que é mesmo importante na vida exige sabedoria, saber escutar, saber parar, decidir e actuar. Muitas vezes começa na coragem de arriscar o improvável e de abrir caminho ao que ainda não teve lugar. Ir a jogo com o que somos, e não com as máscaras que nos protegeram, nem com as táticas de infância que tomámos por defesa, mas que apenas nos afastaram de nós e, consequentemente, dos outros.

    A escolha é pessoal, mas estende-se a todas as dimensões da vida – profissional, social e familiar – tornando-a una e integral: como filho, pai, irmão, amigo, colega e líder que serve.

    Este artigo não é sobre mim, mas sobre aqueles que me inspiram a ser e a viver cada dia mais eu mesmo, em verdade e liberdade. “Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se com isso vier a perder-se ou arruinar-se a si próprio?” (Lucas, 9, 25)

    Sobre a ACEGE

    A ACEGE é uma associação sem fins lucrativos, com cerca de 1.200 líderes empresariais cristãos que procuram, através do seu trabalho, a promoção da dignidade de cada pessoa e a construção do Bem Comum.

    Para além da formação dos seus associados a ACEGE desenvolve um conjunto de programas nas empresas, que envolve mais de 2.500 empresas de todos os sectores e dimensões na área da ética; conciliação família e trabalho; pagamentos pontuais e combate à pobreza nas empresas. A associação foi constituída em 1952, foi declarada de utilidade pública e distinguida pelo presidente da república com a ordem de mérito empresarial.

    Presidente Direcção: Patrícia de Melo e Liz; Secretário-geral: Jorge Líbano Monteiro

    Link: https://lefa.pt/?p=76247
    Quinta-feira, 5 Março, 2026
    Sérgio Carvalho
    Professor de EMRC

    Utopia: o mundo possível quando o Evangelho é vivido

    Se o Evangelho fosse verdadeiramente vivido — não apenas citado, não apenas defendido, mas praticado como regra de vida — o mundo não seria perfeito, mas seria profundamente humano.

    Seria um mundo onde a dignidade não dependeria da utilidade. Onde cada pessoa, da criança ao idoso, do saudável ao frágil, seria olhada como um fim em si mesmo e nunca como meio. A lógica do descarte daria lugar à lógica do cuidado. O êxito não se mediria pelos títulos, mas pela capacidade de servir.

    As cidades seriam menos ruidosas de gritos e mais fecundas de escuta. O debate não seria arena, mas busca comum da verdade. A diferença não seria ameaça, mas possibilidade de enriquecimento mútuo. Ninguém precisaria gritar para existir, porque cada um seria reconhecido como irmão.

    Se o Evangelho fosse regra de vida, o perdão deixaria de ser fraqueza para se tornar força civilizadora. As famílias saberiam recomeçar. As amizades resistiriam às falhas. As comunidades aprenderiam a curar feridas antes que se transformassem em muros. Haveria justiça, mas nunca sem misericórdia.

    O trabalho não seria idolatrado nem desprezado: seria participação na obra criadora, expressão de talento e serviço ao bem comum. O descanso não seria fuga, mas celebração. O domingo voltaria a ser espaço de encontro, de gratidão, de transcendência.

    A política não seria território de conquista, mas vocação ao cuidado do povo. A economia teria rosto humano. A educação formaria consciência e carácter, não apenas competências. A comunicação seria instrumento de verdade e não de manipulação.

    Se o Evangelho fosse vivido, os pobres não seriam estatística, mas prioridade. Não haveria indiferença confortável. A solidariedade não dependeria de campanhas ocasionais, mas seria cultura. Partilhar seria tão natural quanto respirar.

    Não desapareceriam as cruzes. Continuariam a existir dor, doença, conflito e morte. Mas cada sofrimento seria acompanhado. Ninguém carregaria sozinho o peso da própria história. A esperança não seria ilusão ingénua, mas certeza de que o amor tem a última palavra.

    Seria uma utopia? Talvez. Mas não no sentido de um sonho impossível. Antes, no sentido de horizonte. O Evangelho não nos promete um mundo mágico; propõe-nos um caminho exigente. A transformação começaria no coração de cada um e irradiaria para as estruturas.

    O mundo mudaria não por decreto, mas por conversão.

    E talvez a verdadeira utopia não seja imaginar um planeta ideal, mas aceitar que a santidade quotidiana — discreta, fiel, perseverante — é a revolução mais profunda. Quando o amor deixa de ser conceito e se torna prática, o impossível começa a ganhar forma.

    O Evangelho vivido não aboliria a história; redimiria a história. E nós deixaríamos de perguntar “como seria o mundo?” para começar, finalmente, a perguntar: “como é que eu devo viver neste mundo?”

    Link: https://lefa.pt/?p=76212
    Quinta-feira, 5 Março, 2026
    Pe. Augusto Ascenso Pascoal
    Sacerdote da Diocese de Leiria-Fátima

    CONTRA AS FALSAS ALTERNATIVAS

    (Mc 1,12-13; Lc 4,1-13)

    Então, o Espírito conduziu Jesus ao deserto, a fim de ser tentado pelo diabo. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome.

    O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se Tu és o Filho de Deus, ordena que estas pedras se convertam em pães.» Respondeu-lhe Jesus: «Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.» Então, o diabo conduziu-o à cidade santa e, colocando-o sobre o pináculo do templo, disse-lhe: «Se Tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo, pois está escrito:

    Dará a teu respeito ordens aos seus anjos; e eles suster-te-ão nas suas mãos

    para que os teus pés não se firam nalguma pedra.» Disse-lhe Jesus: «Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus!»

    Em seguida, o diabo conduziu-o a um monte muito alto e, mostrando-lhe todos os reinos do mundo com a sua glória, disse-lhe: «Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.» Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.»

    Então, o diabo deixou-o e chegaram os anjos e serviram-no.

    (Mt 4, 1-11)

    E chegamos de novo, nas regiões abrangidas pela liturgia romana, ao tempo santo da Quaresma; tempo que, pode dizer-se com certa tristeza, mesmo para os católicos abrangidos por este rito, mergulhados como nos encontramos num ambiente cada vez mais secularizado, já não passa de uma simples referência de calendário.

    Mesmo ritualmente, não nos faltam textos e exortações suficientes para percebermos o significado e a importância destas sete emanas que precedem as celebrações pascais; mas a verdade é que até da Páscoa e do seu mistério cresce cada vez mais a ignorância: fica-se quase só com as imposições do calendário escolar, alguns feriados e a intensificação inerente à indústria do turismo.

    Torna-se cada vez mais urgente, por parte dos pastores e responsáveis das comunidades cristãs, um trabalho sério na busca de meios eficazes a uma evangelização da liturgia, da qual não se fala, apesar de, sem ela, as celebrações litúrgicas programadas no respectivo Directório, tomarem a aparência – peço perdão do meu exagero – de um judaísmo com outro nome.

    Apetece-me recomendar a leitura, com esta perspectiva, de parte de um texto bíblico que nos foi proclamado há três dias, na última sexta-feira (Mt 9, 14-17; com os paralelos, Mc 2, 18-22; Lc 5, 33-35). Texto e contexto – vocação de Levi, o seu banquete e o jejum dos discípulos -, que nos dizem fundamentalmente que, apesar de haver quem pareça afirmar o contrário – como, por exemplo, Lustiger e Stein, que o diziam de si próprios, mas com outro sentido – não se pode ser judeu cristão, como não se pode ser cristão judeu. Ver o que escreve São Paulo sobre a Lei e as sua práticas, no confronto com a aceitação de Jesus como Salvador, fonte da Graça e do perdão dos pecados; ele, que se dizia fariseu, filho de fariseus, formado numa das escolas mais prestigiadas em Jerusalém.

    Dir-se-ia, partindo do discurso paulino sobre este tema, que mesmo um baptizado, para ser verdadeiramente cristão, não pode limitar-se a esta ou aquela prática, por muito santa que seja: tem de viver permanentemente aprofundando a sua união com a pessoa de Jesus Cristo; caso contrário, o seu Baptismo, mesmo válido, não passará de uma classificação exterior para efeitos comunitários.

    O povo hebreu levou muito tempo a libertar-se do significado puramente onomástico com que Deus se definira a Moisés Yhwh (“Eu sou”, ou, nos textos, “Aquele que é”). Em muitas edições actuais grafa-se “Javé”:

    Nome que hoje os exegetas se recusam a traduzir e que os textos latinos, dependentes da tradução dos Setenta, exprimem por “Senhor Deus”. Disso nasce por vezes alguma confusão, já que o Novo Testamento trata geralmente Jesus por “Senhor” (prova de que os autores acreditavam na Sua divindade), quando o “Senhor” da maioria dos textos usados na liturgia se refere a Yhwh.

    Deus, de facto, não se define com nenhum dos nossos conceitos abstractos: não tem nome e a Moisés diz apenas “que é”. Donde concluem correctamente os teólogos: Deus é o mistério dos mistérios, como fonte, origem e fim de todo o ser, ou seja, de tudo quanto pode chamar-se vida, em sentido próprio: penso que será este o sentido do texto de Génesis 2, 7: “Então o SENHOR Deus formou o homem do pó da terra e insuflou-lhe pelas narinas o sopro da vida, e o homem transformou-se num ser vivo”.

    “Um ser vivo”; alguns autores, para evitar uma certa confusão dos termos, preferem traduzir o “animam viventem” da Vulgata por um termo, em meu entender, mais abrangente: o homem tornou-se um vivente.

    Deus, diz São João, nunca ninguém O viu: mistério que nos leva a outros, como o mistério da Encarnação e tudo o que com ele se relaciona.

    Mas do que importaria falar hoje, seria da Quaresma.

    Não nos sobra, porém, o espaço nem o tempo.

    Direi apenas que a grande tentação de Jesus, que se repete várias vezes ao longo da Sua vida terrena e atinge o grau supremo no Calvário, é a falsa alternativa de salvar o mundo prescindindo da vontade do Pai.

    Sem Deus, contra Ele ou à margem d’Ele, não há alternativa de salvação.

    (Escrito no primeiro domingo da Quaresma: 26.02.22).

    Link: https://lefa.pt/?p=75996
    Quarta-feira, 4 Março, 2026
    Joaquim Mexia Alves
    Paróquia da Marinha Grande.

    A ORAÇÃO CONSTANTE

    Sabemos pelos Evangelhos que Jesus orava constantemente, sobretudo nos momentos de maior decisão.

    A pergunta que devemos fazer então é se a Igreja reza constantemente, ou seja, se nós cristãos que somos Igreja rezamos continuamente, desde os ministros ordenados, aos consagrados e a todos nós leigos.

    Lembro-me de ter lido há muito tempo atrás uma história em que um jornalista perguntava ao então Cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, se ele para tomar um decisão importante quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, tinha lido muitos livros e estudado muito, ao que ele respondeu que sim, mas que verdadeiramente o tempo que mais “gastou” para tomar essa decisão foi de joelhos a rezar.

    Como está então a nossa oração individual e também a comunitária?

    Muitas vezes, reconheço-o em mim, “construímos” um esquema de oração diária e não saímos dele, de tal modo que, por vezes, se torna apenas numa rotina, (e não tem mal termos hábitos e rotinas de oração), quase sem expressão nem “calor” espiritual. 

    E “programamos” tempos bem definidos para rezar, não cuidando de oferecer tudo o que fazemos como oração para Deus, e assim estarmos em oração permanente, tendo-O sempre presente nas nossas vidas.

    Isto porque, segundo inúmeros Santos, Deus “lê” os nossos corações, as nossas intenções, mais do que as nossas palavras.

    Assim, se a nossa intenção é oferecer-nos a Deus, oferecendo tudo aquilo que fazemos de bem no nosso dia a dia, então tudo isso é uma oração constante que Deus recebe no Seu infinito amor.

    Então, em Igreja, podemos perguntar-nos também, quanto tempo rezamos e quanto tempo “gastamos” em reuniões e elaborações de planos e programas que, muitas vezes, nos “esquecemos” de oferecer a Deus em oração. 

    Sem oração não há Igreja, começando, obviamente, pela Eucaristia.

    Se não estamos em permanência com Jesus Cristo, tudo oferecendo ao Pai, guiados pelo Espírito Santo, não construímos a Igreja, mas apenas mantemos edifícios.

    A Quaresma é, então, um tempo propício para reflectirmos sobre a nossa oração, quer individual, quer em Igreja.

    Link: https://lefa.pt/?p=76168
    Segunda-feira, 2 Março, 2026
    Pe. Nuno Rodrigues
    Padre missionário

    Um mês depois… ainda nos falta muita coisa

    Passou um mês em que o vento e a chuva tudo levaram. Sentimo-nos sem nada. Percebemos a força da natureza e a nossa impotência. Vimos o que até então nunca tínhamos visto. Fomos todos colocados à prova. Uns reclamaram contra a Kristin. Outros barafustaram contra o Leonardo e outros vociferaram contra a Marta. E muitos contra Deus. E nenhum deles teve razão.

    O quanto ainda temos de aprender, com a força da natureza, que se vira contra o próprio homem, quando teimosamente a queremos modificar ou maltratar. O rasto de destruição foi gigantesco. Acordamos atónitos e descrentes. Felizmente que foi durante a noite. Caso contrário, as mortes humanas teriam sido uma tragédia. A destruição material é dolorosa, mas nunca uma fatalidade. Aprendi, como lição de vida, um adágio bem português: vão-se os anéis, fiquem os dedos. Tudo é reparável, menos a morte de qualquer ser humano.

    E agora? O que fazer? A palavra-chave rapidamente apareceu: reerguer. Isso mesmo. Voltar a nascer. Voltar a crescer. Voltar a andar. Voltar a viver. Voltar. E subitamente a alma lusa acordou. De norte a sul, todos se solidarizaram. Todos partilharam a mesma sorte. O mesmo teto. A mesma casa. E o mesmo desígnio.

    Foi bonito de ver, centenas e centenas de camiões de bens a chegar à tão falada cidade do Luís e da Lena. À cidade do rei D. Dinis. À cidade do pinhal de Leiria. Obrigado a todos. A pessoas individuais. A instituições públicas e privadas. A autarquias e associações. A tanta gente de boa vontade. Espero que, um dia, todos estes nomes sejam inscritos a letras de ouro no futuro muro da solidariedade que será construído na cidade de Leiria para a todos nos lembrar que a tempestade passou e destruiu, mas que juntos soubemos reerguer.

    Um mês depois ainda nos falta muita coisa. Mesmo muito. Não me refiro aos bens materiais, financeiros, apoios e todo o tipo de ajudas. Do Governo. Da autarquia. Das seguradoras, ou de outras instituições. Estas vão chegando e chegarão. O que ainda muito nos falta é o sabermos trabalhar juntos. Unidos. Remando todos para o mesmo objetivo. Com a mesma determinação e ousadia.

    Falta-nos caminhar sem críticas mordazes. Sem protagonismos político-partidários. Sem querer tirar dividendos de qualquer espécie. Sem entrar no jogo do passa-culpa. Sem se deixar vencer pela burocracia. Sem sermos donos de nada. De uma forma límpida. Transparente. Apenas e só com a consciência do serviço público de bem fazer. Sem microfones ou câmaras de televisão. Sem muitas conversas. Sem discutir palco ou espaços. Sem protagonismos. E aqui ainda muito nos falta fazer.

    Os próximos meses vão mostrar que não é com entrevistas ou conferências de imprensa que se vão resolver os problemas. Muito menos com vigílias ou protestos. Ou com “visitas de médico” como gostam os políticos de fazer. Ou com egos inchados. Ou com bairrismos saloios. Ou com centralismos ou regionalismos bacocos.

    Precisamos de acordar a alma imortal que há em cada um de nós que é português e juntos cantarmos:

    Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria, sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há de guiar-te à vitória! Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra as tempestades marchar, marchar!

    E como aprendi em África, aqui deixo a sabedoria a trabalhar: sozinhos podemos ir mais rápido, mas juntos vamos mais longe. Juntos conseguimos.

    Link: https://lefa.pt/?p=76074
    Segunda-feira, 2 Março, 2026
    Joaquim Mexia Alves
    Paróquia da Marinha Grande.

    SUBIR À MONTANHA

    Estou a subir a montanha, Senhor, mas é tão alta!

    É verdade, meu filho, mas não te esqueças que Eu estou cá em cima à tua espera.

    Eu sei, Senhor, mas são tantos os abismos, os obstáculos, as pedras no caminho, que quase me faltam as forças.

    Ouve, meu filho, Eu sei isso tudo, mas lembra-te que apesar de Eu estar cá em cima à tua espera, também estou, ao mesmo tempo, a caminhar contigo.

    Acredito, Senhor, mas parece-me um caminho quase impossível de fazer.

    Acredita, meu filho, que nunca te darei um caminho superior às tuas forças.

    Mas, Senhor, tem tantos cruzamentos, tantos desvios, como hei-de saber qual o caminho a seguir?

    Ouve bem, meu filho, para isso deves escutar o Meu Filho que sempre te fala em todos os momentos.

    Mas como, Pai, como escutá-lO?

    Escuta-O na minha Palavra escrita, escuta-O na voz da Igreja.

    Mas às vezes parece que fico surdo, Pai, e não consigo escutar.

    Nesses momentos, meu filho, invoca o Espírito Santo e Ele te abrirá os ouvidos e o coração para puderes escutar o Meu Filho e O seguires em cada momento da tua subida à montanha do meu amor.

    Mesmo na escuridão, Pai?

    Se te entregares a Mim, a Face do Meu Filho resplandecerá como o sol e nessa luz, que nunca se apaga, verás o caminho a seguir.

    Então, Pai, vou continuar a subir a montanha para Vos encontrar na glória e nela gozar o Vosso eterno e infinito amor.

    Muito bem, meu filho, mas não te esqueças que ao fazeres o caminho da Minha vontade já gozas da eterna felicidade que irás alcançar em plenitude no cimo da montanha da vida que te dei.

    Link: https://lefa.pt/?p=76065

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