Vitamina 23 de agosto conta testemunhos de famílias de acolhimento da JMJ Cracóvia 2016

Para conhecer o outro lado destes testemunhos emocionantes, o Vitamina 23 de agosto contou o testemunho de duas famílias que acolheram jovens na JMJ Cracóvia 2016.
http://lefa.pt/?p=49815

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Cracóvia 2016 foi particularmente marcante para os peregrinos de Leiria-Fátima por terem sido recebidos em casas de famílias de acolhimento. O testemunho de todos é semelhante e o brilho nos olhos de quem conta a experiência mostra que este foi um dos pontos altos da JMJ de 2016, com jovens a reconhecer que as famílias ainda hoje fazem parte da sua vida e são o seu lar na pequena cidade de Pcim, na Polónia.

Para conhecer o outro lado destes testemunhos emocionantes, o Vitamina 23 de agosto, iniciativa que marca todos os dias 23 até à JMJ Lisboa na nossa diocese de Leiria-Fátima, conta o testemunho de duas famílias que acolheram jovens na JMJ Cracóvia 2016.

“Olá, somos a Karolina e o Slawomir da Polónia. Ambos temos 39 anos e três filhos: duas raparigas, que têm 17 e 16 anos, e um rapaz com 13 anos.

Em 2016 sabíamos que a nossa paróquia estava há procura de famílias para acolher peregrinos durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Cracóvia. 

A nossa decisão de participar foi espontânea. Os nossos irmãos mais velhos participaram na JMJ em Itália, logo sabíamos através deles que o acolhimento não iria envolver muito sacrifício da nossa parte, e que ajudar os jovens durante este evento é algo especial.

Os jovens apenas precisam de um lugar para dormir, pequeno-almoço e eventualmente jantar, quando regressam à noite. 

Não sabíamos quem iríamos convidar para a nossa casa, mas isso não era importante para nós – a nova experiência, a oportunidade de conhecer novas pessoas era o mais importante. Comunicar não foi um problema para nós, porque falamos inglês. Mesmo assim, na parede da nossa cozinha colocámos uma folha com as frases básicas em polaco e em português para nos conhecermos.

Mas as pessoas conseguem comunicar mesmo sem conhecer outras línguas, como aconteceu com os nossos pais. Eles só falam polaco e acolheram quatro raparigas em suas casas e entenderam-se bem.

Os poucos dias durante a JMJ foram uma experiência espetacular! Somos gratos por termos conhecido as nossas 5 raparigas espetaculares. Fizemos novos amigos, uma nova família em Portugal com uma delas. 

Ficamos curiosos em conhecer o seu país, pelo que fomos lá de férias. Encontrámo-nos com as jovens e a nossa nova família partilhou a sua casa connosco durante uns dias. Foi muito bom para nós e fortaleceu a nossa relação ainda mais. Imaginem que nada disto poderia ter acontecido, se não tivéssemos decidido participar na JMJ no nosso país.

Apenas podemos deixar um conselho: não tenham receio. O bem tem retorno.

Em 2023 as nossa filhas vão ter 18 e 17 anos. Elas vão a Portugal para participar na JMJ. Esperamos que TU as acolhas em tua casa, pelo que agradecemos antecipadamente. “

Karolina e Slawomir, Pcim, Polónia

“Sou a Joanna Marszałek, tenho 50 anos de idade, casada com Sebastian, também com 50 anos e temos dois filhos, a Amelia de 19 e o Marceli, com 22 anos. Vivo com a minha família numa casa em Łódź, no centro da Polónia. 

Eu sou professora universitária e trabalho com jovens. Eu adoro o meu trabalho. 

Aceitei receber jovens em minha casa também por causa dos meus filhos que eram adolescentes. Eu queria dar-lhes um bom exemplo e que criassem ligações com jovens de outros países. Eu sabia por experiência que conhecer pessoas nestes encontros era uma experiência inesquecível. 

Descobri a possibilidade de ser família de acolhimento na nossa paróquia, partilhada pelo padre que anunciou na igreja.

Eu não tinha receio de acolher estranhos em minha casa, mas sabia que estes dias iriam mudar a vida da minha família. Eu queria que todos se sentissem bem em minha casa, tanto a minha família como os peregrinos. Pedi consentimento a todos os membros da família, os filhos aceitaram logo, o marido estava reticente, mas depois concordou.

Tivemos pouco tempo para conhecer os peregrinos. Apenas tomámos pequeno-almoço juntos e algumas vezes jantámos. A parte mais memorável para mim foi o almoço de domingo com a minha família e com os convidados. Convidei os meus pais e a minha irmã com a sua família. Sentámo-nos todos no terraço, comemos, falámos e rimos. Depois do almoço, fomos à missa.

Para as famílias portuguesas deixamos o conselho de S. João Paulo II “Não tenhais medo”. Olhem esta visita com confiança e fé, pois jovens virão de outros países e irão trazer alegria para a vossa casa e renovar a fé em outras. Os peregrinos trouxeram-nos prendas e muita informação interessante sobre o seu país, muita alegria e bondade. Se eu pudesse repetir a experiência de ser família de acolhimento, fazia novamente sem pensar duas vezes.”

Joanna Marszałek, Łódź, Polónia

Sabias que…

João Paulo II JMJ2023

São João Paulo II é um dos patronos da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023?

São João Paulo II (Karol Wojtyla) nasceu em 18 de maio de 1920, em Wadowice (Polónia). No contexto da II Guerra Mundial, amadureceu a sua vocação ao sacerdócio e, em novembro de 1946, foi ordenado presbítero. No dia 16 de outubro de 1978, com 56 anos de idade, foi eleito Papa. Visitou 129 países, durante o seu pontificado, e, em 1984, criou a JMJ (Jornada Mundial da Juventude). Faleceu no dia 2 de abril de 2005 e foi canonizado em 27 de abril de 2014. A sua festa litúrgica celebra-se a 22 de outubro.

Para a JMJ Lisboa 2023, o Comité Organizador Local escolheu 13 patronos, mulheres, homens e jovens que “demonstraram que a vida de Cristo preenche e salva a juventude de sempre”, como afirma o Cardeal-Patriarca, nascidos na cidade que acolhe a JMJ ou que, naturais de outras geografias, são modelos para a juventude.

Testemunho

JMJ Cracóvia 2016

Participei na Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, no ano de 2016. Tive a maior bênção de ter sido acolhida por uma senhora muito querida de 86 anos que, apesar de nunca ter tido ninguém em sua casa, abriu o seu coração para as novas “netinhas” que acolheu. O acolhimento foi inesquecível e, mesmo a experiência que tirei desta JMJ, foi a mais única e incrível que Deus me podia dar. A primeira emoção de ver o Papa Francisco chegar, as lágrimas de vários jovens na noite de vigília, as novas amizades, as trocas de lembranças.. tudo isso só se consegue obter através das JMJ. E quanto a 2023, rezo para que Deus me abençoe para que possa estar em Lisboa para, mais uma vez, sentir esta alegria de ser um jovem santo, um jovem cheio de Espírito Santo.

Dulce Domingues – Paróquia do Souto da Carpalhosa – JMJ Cracóvia 2016

Partilhar / Print

Print Friendly, PDF & Email

Leia esta e outras notícias na...

Receba as notícias no seu email
em tempo real

Pode escolher quais as notícias que quer receber: destaques, da sua paróquia

plugins premium WordPress