Vigararia de Ourém teve encontro com D. António Marto

Numa linguagem simples e profunda ao mesmo tempo, começou por ajudar os presentes a darem-se conta do esmorecimento da fé e da desafeição em relação à eucaristia que reina nas comunidades cristãs e que a pandemia apenas veio pôr a claro.

No dia 25 de fevereiro, no centro pastoral da paróquia da Gondemaria, teve lugar o encontro vicarial da vigararia de Ourém, no âmbito do triénio, na nossa diocese, dedicado à Eucaristia. Presidiu D. António Marto, administrador apostólico da Diocese. Participaram cerca de 100 pessoas vindas da maioria das paróquias da vigararia.

Vigararia de Ourém teve encontro com D. António Marto

O encontro decorreu de acordo com o modelo definido que previa um momento para a adoração eucarística, a exposição de um tema sobre a Eucaristia e um tempo de diálogo para a apresentação de questões sobre o tema.

A adoração eucarística proporcionou a todos, através de cânticos, aclamações, leitura bíblica, preces, meditação silenciosa e orante, momentos de intimidade com Jesus Sacramentado solenemente exposto. Os textos, cânticos e aclamações foram preparados e apresentados por uma equipa de padres e leigos que havia sido constituída para esse efeito. 

O tema, como era suposto, foi apresentado por D. António Marto. Numa linguagem simples e profunda ao mesmo tempo, começou por ajudar os presentes a darem-se conta do esmorecimento da fé e da desafeição em relação à eucaristia que reina nas comunidades cristãs e que a pandemia apenas veio pôr a claro. Significa que, concluiu o prelado, é necessário fazer alguma coisa para contrariar esta situação, que ele próprio classificou de “emergência eucarística”.

Prosseguindo a sua reflexão, o prelado falou da celebração eucarística como muito mais daquilo a que estamos habituados quando a ela nos referimos. Apresentou-a como o encontro com Jesus ressuscitado, que nos convida para sermos hóspedes d’Ele, tornando-Se presente por estar reunidos em seu nome, falando-nos Ele próprio na proclamação da Palavra e oferecendo-Se a cada um com todo o Seu amor de “corpo entregue” e “sangue derramado”, tal como aconteceu na Ceia da despedida com os apóstolos. Os seus gestos e palavras interpretam e antecipam o mistério da sua morte e ressurreição que a celebração da eucaristia atualiza para nós. É o seu amor, o sacrifício da sua vida, eternizado na ressurreição, que penetra o nosso coração e a nossa vida, ao participarmos com fé e amor na celebração da eucaristia.

D. António continuou a sua exposição explicando que Jesus, na sua santa humanidade glorificada, se torna presente no pão e no vinho consagrados para gerar em nós comunhão, Ele em nós e nós n’Ele. É esse o sentido da comunhão eucarística que não pode deixar de nos tornar construtores de comunhão e fraternidade com os irmãos, porque “não há missa sem missão”.

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