Um leiriense missionário no oriente

O leiriense António Vaz não é muito conhecido na história de Portugal, mas merece ser resgatado ao esquecimento...

O leiriense António Vaz não é muito conhecido na história de Portugal, mas merece ser resgatado ao esquecimento pela sua ação missionária como discípulo de Santo Inácio de Loyola em terras do Oriente, durante o século XVI.

Juntamente com ele, outros missionários jesuítas da mesma região (velha Estremadura lusa) também evangelizaram a Ásia: Gabriel de Magalhães, de Pedrogão Grande; João Francisco Cardoso e Manuel de Carvalho, de Porto de Mós; António Henriques Farto, da Vieira de Leiria; e António Oliveiros Henriques, da Charneca (hoje, Vilar dos Prazeres) de Ourém.

Não há certezas quanto à data de nascimento, supõe-se que terá sido por volta de 1523, sendo cristão-novo por uma das partes.

Desembarcou na Índia em 9 de outubro de 1548, transportado pela nau “Galega”, ao lado de alguns renomeados evangelizadores da Índia e do Japão, como António Gomes, doutor em Teologia, Francisco Gonçalves e o eminente historiador Luis Fróis.

Esta incursão pela Ásia quinhentista (Ormuz, Baçaim, Goa, Damão e Diu, Cochim, Malaca, Molucas, Bengala e S. Tomé de Meliapor) é contemporânea de nomes como o Padre Francisco Xavier, D. Melchior Carneiro e D. Pedro Martins, a par dos irmãos Fernão Mendes Pinto e Álvaro Mendes.

Uma amável questão prévia acerca da vocação religiosa de António Vaz saiu da boca do grande Padre-Mestre Francisco Xavier, numa altura de hesitação espiritual: «Filho, quereis-nos deixar?» A resposta foi a sua fidelidade ao carisma inaciano para o resto da vida.

Foi multifacetada a vivência do catolicismo neste homem, como reitor ou superior nos diversos pontos de missão da Companhia de Jesus, sobressaindo pela pregação inspirada, avisada orientação espiritual, cortesia nos diálogos e prudência no labor diplomático.

É na obra de referência “Décadas da Ásia” que o escritor Diogo de Couto o caracteriza como «homem letrado e virtuoso». Já em Goa é ordenado padre em 1551 e robustece a sua formação espiritual e intelectual com os estudos de teologia moral, sob a batuta do padre-mestre Belchior Nunes Barreto. Em novembro de 1552, integrado na armada de D. Antão de Noronha, parte para Ormuz.

(continua)

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