Última conferência sobre o património: Igreja de S. Agostinho e a Sé têm traços comuns

“A igreja e o convento de S. Agostinho de Leiria: entre o culto e a cultura” foi o tema abordado por Marco Daniel Duarte na última conferência do ciclo “Sobre a forma e sobre o espírito da arte na Diocese de Leiria-Fátima”, que teve lugar no Museu de Leiria, no passado dia 22 de fevereiro.

O diretor do Departamento do Património Cultural de Leiria-Fátima e do Museu do Santuário de Fátima começou por apresentar gravuras e fotografias antigas que mostram a relevância que o convento tinha no panorama da cidade de Leiria em conjunto com o castelo e a catedral. Depois, fez referência à fundação da igreja e do convento de S. Agostinho, no século XVI, tomados como rivais da catedral, pois “não convinha” construir aquela enquanto esta não estivesse concluída. Seguiu-se o caminho e as vicissitudes históricas do monumento até à atualidade, tendo sido transformado em quartel militar, no século XIX, e a igreja em refeitório dos militares, a partir de 1910. A igreja voltou ao culto em 1950 e o convento foi transformado em museu, abrindo portas em 2015.

Quanto à arquitetura da igreja de S. Agostinho, Marco Daniel Duarte revelou que o seu arquiteto é provavelmente o mesmo que orientou a construção da catedral, Afonso Álvares, ou um seu sobrinho. Na verdade, ambos os templos têm estilos semelhantes e alguns elementos comuns. A igreja de S. Agostinho apresenta vários estilos arquitetónicos: do maneirismo ao neoclássico, passando pelo barroco e o rococó. As peças mais recentes introduzidas na igreja, em 2004, são alguns quadros da pintora Irene Gomes sobre a obra as “Confissões” de S. Agostinho.

Necessidade de mediação interpretativa do convento

Com as obras de recuperação e requalificação, o edifício do convento passou a abrigar o Museu de Leiria, deixando a sua vocação de espaço de culto para o de cultura. Embora haja algumas pontes entre a função religiosa e a cultural, nomeadamente com o acervo de arte sacra, segundo Marco Daniel, apoiado por outros intervenientes, torna-se necessário uma mediação interpretativa para que os visitantes do museu conheçam e compreendam a identidade original do monumento e dos seus espaços e funções conventuais.

Presente na conferência, o bispo D. António Marto agradeceu esta iniciativa e todo o trabalho de valorização dos bens culturais pelo Departamento Diocesano do Património Cultural, bem como a cooperação da Câmara Municipal e do Museu de Leiria. Para o bispo de Leiria-Fátima, “o conhecimento do património da Igreja dá um contributo para ajudar a conhecer o coração da pessoa humana”.

A diretora do Museu e a representante do vereador da Cultura da Câmara Municipal felicitaram os promotores por esta iniciativa e anunciaram outros eventos no presente ano para dar a conhecer e usufruir do património religioso, nomeadamente uma exposição mariana e um concerto.

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